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AutoConhecimento


Página atualizada em 23/06/2014

Diversidades ocultas por Dee Kinder

Uma das fontes mais comuns de estresse e de conflito no local de trabalho é o que eu classifico como as "diversidades ocultas". A diversidade oculta é a maneira como o indivíduo pensa e se comporta. Por exemplo, algumas pessoas preferem ver a informação enquanto outras querem ouvi-la e ainda outras precisam ter uma experiência direta ou "colocar as mãos nela". Outro exemplo é como algumas pessoas preferem ter uma visão geral enquanto outras querem todos os detalhes. Essas diferenças nas preferências são muitas vezes vistas como a dificuldade para se trabalhar com uma pessoa. Aprender a lidar efetivamente com as diversidades ocultas pode nos conduzir para equipes, departamentos e empresas mais competentes.

Difícil versus diferente

Uma maneira de lidar com as diversidades ocultas é enxergar as preferências das outras pessoas como diferenças, ao invés de dificuldades. Nós frequentemente definimos uma pessoa como difícil quando ela pensa ou age muito diferente de nós. Assim, se as suas preferências são semelhantes às minhas, eu não o vejo como alguém difícil para se trabalhar. Mas, se as suas preferências são muito diferentes das minhas, você pode facilmente fazer parte da minha lista de dificuldades quando, de fato, apenas as suas preferências são diferentes das minhas.

Considere por um momento a pessoa que você define como difícil de se trabalhar com ela. É possível que ela simplesmente tenha preferências diferentes das suas? Se for assim, você é suficientemente flexível para se tornar parecido com ela a fim de construir rapport e trabalhar mais efetivamente com ela? Você é flexível o bastante para enxergar as preferências diferentes como uma maneira de ajudar você a preencher as lacunas deixadas pelas suas preferências pessoais? Lembre-se, uma das pressuposições da PNL é que o elemento do sistema com a maior flexibilidade terá a maior influência no sistema.

A fim de construir rapport e confiança com as outras pessoas, nós devemos compreender que as preferências delas não as fazem difíceis, apenas diferentes.

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Dee Kinder de Omaha, Nebraska, é Master Certificado de Programação Neurolinguística, e seu site: www.success-enterprises.com
Extraído do site www.golfinho.com.br

ESPIRITUALIDADE PRÁTICA por Steve Andreas

Durante dez anos, minha esposa Connirae e eu modelamos pessoas que conseguiram usar bem seus recursos para lidar com a perda de pessoas queridas. A partir disso, nós desenvolvemos um padrão para ajudar outras pessoas a resolver rapidamente a tristeza e experimentar uma re-união com o ente querido que se foi, afastando a sensação de perda.

Muito logo, entendemos que algumas perdas são também acompanhadas por uma reação de fobia ao choque ou trauma causado pela perda repentina, violenta, e, de qualquer forma, terrivelmente desagradável. Compreendemos, também, que uma reação fóbica e uma reação de tristeza são como imagens opostas num espelho: a reação fóbica resulta da associação à experiência desagradável, enquanto que a reação de tristeza resulta da dissociação de uma experiência agradável. Foi muito simples aprender a dizer ao cliente: "Veja: o choque e o trauma que você sofreu são totalmente diferentes e separados do amor que você sentia pela pessoa que perdeu. O que aconteceu foi simplesmente que eles ocorreram ao mesmo tempo, de modo que você os misturou." Após separar essas duas experiências, pudemos usar a cura de fobia para o dissabor, e depois usar o processo de solução da tristeza sobre a perda.

À medida que exploramos mais profundamente o uso deste padrão, descobrimos que o mesmo também podia ser usado para outras espécies de perdas: localização (ex.: a casa da família), atividade (ex.: um esporte muito apreciado), informações (ex.: uma lembrança especial), ou coisas (ex.: um anel). Muitos leitores reconhecerão que estas são as outras quatro categorias da "determinação de conteúdo dos metaprogramas", e que muitas perdas envolvem mais do que uma delas. Um jogador de basquete que sofre um acidente e nunca mais pode jogar pode perder não somente a atividade que tanto aprecia, mas também a companhia daqueles que jogavam com ele. Alguém que vai embora de um lugar querido também poderá perder as coisas que ali se encontram, etc.

Além de perder algo do mundo real, as pessoas freqüentemente sofrem uma perda interna de si próprios. Alguém que perde o cônjuge pode perder também o senso de si próprio como um(a) esposo(a) querido(a), e alguém que perde um filho pode também perder o sentido de si próprio como um pai (mãe) especial. A perda de si mesmo pode ser resolvida pelo mesmo método, mas a compreensão e o reconhecimento deste aspecto interno da perda externa é uma questão de respeito, e pode ser de grande valia.

Depois, nós descobrimos que o mesmo padrão poderia ser usado em experiências que a pessoa nunca teve na realidade, mas que se constituíam em representações vívidas e queridas do que poderia ser ou poderia ter sido: uma criança sofrida com uma representação do que seria uma infância feliz, uma mulher que sonha ter filhos e descobre que não poderá tê-los, um homem com um sonho de vida inteira sobre o sucesso na empresa, que se descobre num emprego que é um "beco sem saída". Mesmo alguém que realmente realiza seu sonho, muitas vezes descobre que o mesmo não era, de fato, o que esperava. Uma vez que tais experiências estão freqüentemente no âmago do que se costuma chamar de "crise da meia idade", a utilidade do padrão da tristeza tornou-se ainda mais ampla.

Finalmente, nós descobrimos que quando o padrão de solução da tristeza não funcionava, havia ressentimento em relação à pessoa que se foi, ou ressentimento em relação a um Deus que permitiu que tal desgraça ocorresse. No começo, isso era uma barreira que criava confusão, mas alguns anos depois Connirae e eu e os participantes de um seminário avançado modelamos o processo usado espontaneamente pelas pessoas para alcançar confortavelmente um perdão profundo e duradouro.

À medida que trilhamos este caminho de desenvolvimento por alguns anos, começamos a compreender que os processos que estávamos explorando eram muito mais do que simples intervenções para lidar com obstáculos pessoais ao próprio modo de viver. Todos nós experimentamos traumas, perdas, ira e ressentimento no decorrer de nossas vidas. Ao aprender como usar nossos próprios recursos para lidar com essas experiências universais, estávamos explorando uma atitude completamente diferente diante da vida, que alguns poderão chamar de "espiritual".

Apareciam muitos sinais ao longo do caminho. Quando as pessoas alcançavam a re-união com a experiência da perda e as lágrimas do encontro conseguiam derreter a dura carcaça da defesa contra a dor que os mantinha num pequeno e isolado mundo, muitas vezes elas falavam sobre o fato de se sentirem mais completas e mais abertas para o mundo e para a vida. Após observar uma demonstração do processo de solução da tristeza, uma pessoa sábia disse: "Entendo; ela perdeu uma parte de si mesma, e você a devolveu para ela." O desenvolvimento, pela Connirae, do processo de Transformação Íntima explorou o poder curador de re-experimentar e reconhecer os estados íntimos da união amorosa com toda a criação.

Gradualmente, surgiram perguntas muito mais abrangentes, que muitas vezes fizeram eco aos ensinamentos e à compreensão de uma diversidade de tradições espirituais: a relação entre o eu e o mundo; a natureza das fronteiras criadas por nós, que nos impedem de abrirmo-nos a um mundo maior; o fato de que a maior parte do sofrimento baseia-se na ilusão e no apego obstinado a idéias que nos limitam e de que os julgamentos podem empobrecer facilmente e encolher nossos mundos, transformando-os em pequenas e desconfortáveis prisões.

Muitas das tradições espirituais antigas têm sustentado essas idéias como uma boa maneira de viver. A diferença, agora, é que nós sabemos o suficiente sobre os processos que podemos ensinar às pessoas de como fazer isso na realidade e descobrir de que maneira isso muda sua orientação em relação aos desafios inevitáveis da vida.

Esses são alguns dos elementos de minha contínua exploração sobre aquilo que venho chamando de "espiritualidade prática", aprendendo como realmente alcançar estados apontados pelos místicos durante séculos – não como uma preparação para um mundo que virá (a evidência disso nunca foi muito imperiosa para mim) mas como uma maneira valiosa e prática de viver neste mundo, agora.

Steve Andreas, com sua esposa Connirae, tem estudado, ensinado e desenvolvido a PNL – Programação Neurolingüística por mais de vinte anos.
Eles são autores ou editores de diversos livros e artigos de PNL.
www.steveandreas.com
Publicado na Anchor Point de Julho de 1999 (http://www.nlpanchorpoint.com)
Publicado no Golfinho Impresso Nº56 - Set/99

Valores – A Estrutura Inconsciente da Motivação

Quando você chega ao seu local de trabalho e se pergunta “o que vou realizar no ano que vem?”, você está se referindo às suas metas e objetivos. Mas quando você se pergunta “o que é importante para mim no que realizo?”, você entra no campo da sua motivação, na área dos seus valores. São os valores os grandes motivadores e reguladores da vida. São idéias abstratas ou ideais que mobilizam seu pensamento e suas energias, oferecendo o campo para a aplicação de seus esforços em direção a seus projetos pessoais.

Os valores criam o campo de energia pessoal em torno de uma idéia ou de um ideal. O que efetivamente direciona a atenção e a energia são os objetivos. O alcance de objetivos significa que os valores estão sendo atendidos.

Se para você conhecimento e inovação são coisas importantes, você poderá se mobilizar para assistir a uma palestra, mesmo num horário inconveniente para você. Para quem status é um valor, um objetivo poderá ser um automóvel de uma das marcas mais respeitadas. O alcance dos objetivos é o sinal de que os valores estão sendo atendidos e deixam aparecer as sensações de bem estar e realização. Quando objetivos não são alcançados, os valores de onde eles partiram não são atendidos e os sentimentos que surgem são de mal estar e insatisfação. Por outro lado, objetivos que não possuem o lastro de valores importantes para você não vão atrair sua atenção e sua energia. Se oferecerem a você a oportunidade de “bater uma bola” na praia, mas o esporte não é um valor seu, provavelmente você não vai se interessar.

Assim como motivam objetivos e ações, os valores também são seus referenciais para a avaliação do que você faz. Para quem valoriza o relacionamento humano, um final de semana solitário poderá ser experimentado como algo muito frustrante.

A estrutura dos valores é a estrutura de sua motivação. Por isso mudanças nessa estrutura podem trazer mudanças profundas e valiosas em sua vida.

Valores possuem hierarquias. Uns são mais importantes do que outros. Essas hierarquias são, a maior parte das vezes, inconscientes. Às vezes uma necessidade ou objetivo de alguém pode não estar sendo atendido porque se refere a um valor que, na hierarquia, ocupa uma das posições inferiores. São comuns os clientes com queixas de falta de dinheiro. Examinando sua estrutura de valores eles descobrem, com freqüência e com surpresa, que “riqueza” ou “dinheiro” não são valores importantes. Muitos objetivos, embora desejados pelas pessoas, não são alcançados por estarem vinculados a valores de “pouco valor” na hierarquia.

Valores também possuem motivações internas. Alguns valores possuem uma estrutura interna totalmente positiva. Eles causarão energia de “aproximação” que vai impulsionar ações congruentes e consistentes na direção dos objetivos relacionados com ele. Outros valores podem possuir uma estrutura interna conflituada ou negativa. Por exemplo, para uma cliente a “maturidade” era um valor importante no relacionamento afetivo. Porém seus relacionamentos eram superficiais e pouco duradouros. Relacionada com o valor “maturidade”, havia uma decisão importante inconsciente de não querer relacionamentos que gerassem dependência. Ela se afastava desses relacionamentos. Ao mesmo tempo em que desejava, evitava relacionamentos mais íntimos com o temor da dependência.

Os valores podem também conflitar entre si. Um valor de produtividade no trabalho pode entrar em conflito com um valor de saúde. Se a relação entre eles for do tipo “ou um ou outro”, atender a um equivale a não atender ao outro se ambos forem valores de níveis hierárquicos altos. Neste caso a pessoa pode ficar insatisfeita com seus feitos. Com essa estrutura não pode haver conquistas simultâneas de produtividade e de saúde.

Uma boa estrutura de valores tem valores que atendem às várias áreas das necessidades humanas. Suas hierarquias não conflitam entre si, pois os valores podem ser atendidos sem competição. Os valores são todos orientados para o que a pessoa deseja, com estruturas internas de aproximação das coisas que a pessoa quer alcançar (em vez de estruturas internas centradas em coisas que ela quer evitar). São valores que se apóiam mutuamente, sendo que os mais significativos são suficientemente abrangentes para conter os demais.

Com uma estrutura assim constituída, o alcance de objetivos passa a ser uma realidade comum e se dá com um uso mínimo de energias pessoais. Com uma estrutura interna mais estável, a satisfação com a vida alcança níveis mais elevados e a conseqüência final será uma vida que tende a fluir com mais naturalidade.
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George Vittorio Szenészi, MSc

Os bloqueios ao seu futuro

Você sabe que possui uma mente e um sistema nervoso que comandam todo seu funcionamento como ser humano. É a mente que organiza suas memórias. E são essas memórias, a história de sua vida, que vão dar ou não dar apoio aos seus projetos pessoais. Dois tipos de memórias, em especial, bloqueiam seu caminho: aquelas com emoções negativas e as decisões limitantes. Vejamos cada uma.

Emoções negativas. Elas fazem parte da vida. Quando algo não acontece do jeito que você esperaria, elas são sua resposta emocional. Quando você era criança sentiu raiva ao lhe tirarem um brinquedo, tristeza se seu cachorrinho morreu e medo quando uma pessoa estranha fez careta para você. Pessoas normais têm experiências desagradáveis que vêm acompanhadas de sentimentos desconfortáveis. Até aí nada de mais. Absolutamente normal. O problema acontece quando estes sentimentos ficam acumulados no organismo. Você quer saber se tem sentimentos negativos acumulados? Então verifique: você ainda se sente mal com a lembrança de certos acontecimentos passados? A raiva, o medo, a tristeza ou culpa aparecem em sua vida impedindo você de lidar de forma adequada com acontecimentos que fazem parte de seu cotidiano? Se isto acontece, é sinal de que você está guardando uma carga extra de sentimentos negativos.

Os sentimentos negativos não estão aí por acaso. Eles têm uma função. Eles servem para lembrar a você que algumas experiências suas não estão completas, terminadas. Eles lembram que ainda há algo importante a aprender com a experiência passada. Eles indicam que o acontecido ainda não foi totalmente aproveitado por você como experiência positiva de vida.

Guardar sentimentos negativos tem um ônus. As pesquisas modernas sobre neurofisiologia, holística, psiconeuroimunologia e integração mente/corpo têm demonstrado que as emoções e sentimentos negativos criam bloqueios funcionais no sistema nervoso. Eles impedem que informações fluam normalmente através dos neurônios e de moléculas mensageiras. Resultado: doenças, menor disposição para viver e uma considerável diminuição da capacidade de perceber o que a vida oferece de oportunidades. Só para exemplificar, quando uma pessoa sente raiva, sua visão tende a ficar restrita a um foco central. Ela perde a riqueza da percepção do todo e a possibilidade de perceber sutilezas. A tristeza, se está no organismo, afeta as funções de proteção e o sistema imunológico. Como uma pessoa pode ter sucesso se não percebe o mundo de oportunidades que a vida oferece e, pior, fisicamente está mais debilitada? O futuro só é brilhante para quem está livre da sombra dos sentimentos negativos do passado. ...

Decisões limitantes. Aquilo em que você acredita forma uma das bases mais fundamentais de sua vida. Suas crenças pessoais começaram com decisões tomadas inconscientemente na infância. Através de suas experiências pessoais você pode ter decidido coisas grandiosas: que conseguir realizar-se seria fácil ou que você iria vencer na vida. Muitos empresários chegaram a este ponto vindos da pobreza, pois decidiram que iriam ser bem sucedidos. Porém uma boa parte das pessoas não decide coisas assim. Decisões do tipo “não mereço atenção”, “devo desconfiar das pessoas”, “muito dinheiro traz problemas” e outras, podem impedir uma pessoa de alcançar o que deseja. Um vendedor não conseguia o desempenho que queria, era o sétimo colocado numa equipe de oito. Um levantamento sobre sua história pessoal revelou: quando era pequeno ouviu sua mãe dizer “os homens de nossa família não sabem fazer dinheiro”. Ele chegou à conclusão de que esse seria também o seu destino. Dois meses após eliminar essa decisão limitante ele estava ocupando o primeiro lugar na equipe de vendedores. Decisões limitantes são decisões emocionais empobrecedoras tomadas num certo período da vida, que ultrapassam o momento da decisão e afetam negativamente a vida futura.

Todas as vezes que você pensa ou diz frases do tipo “eu não consigo”, “eu não posso” ou “porque isto sempre acontece comigo?”, é muito provável que você esteja diante de uma decisão limitante. Ao eliminar suas decisões limitantes, você retira os bloqueios que o impedem de explorar seu potencial na vida. Você abre as janelas de suas oportunidades.

Conflitos internos. Uma terceira categoria de bloqueios ao seu futuro de realizações e sucesso são os conflitos internos. Existem várias coisas que podem ser importantes para você em sua vida: por exemplo, segurança, conforto, crescimento, amizades. Nós chamamos a isso de valores. Os valores são exatamente aquelas concepções, em geral idéias abstratas, que são importantes para você e o motivam, o fazem agir. Se “desafio” for uma coisa importante para você, você provavelmente vai gostar de trabalhos difíceis, que testem suas habilidades. Você poderá não gostar de um emprego em que o trabalho seja repetitivo ou muito previsível. Porém este mesmo emprego poderá ser aceito por uma pessoa que tenha como valor a segurança ou estabilidade.

São os valores que direcionam sua energia. Porém você poderá ter dificuldades para ir adiante, se dentro de você existirem valores em conflito. Veja um exemplo clássico. A maioria das pessoas quer estabilidade financeira. Se você perguntar “porque você quer estabilidade financeira?” algumas delas poderão falar de seus planos pessoais e de como o dinheiro irá ajudá-las. Mas outras (muitas, talvez) poderão dizer coisas do tipo “não quero que meus filhos passem dificuldades”, ou “porque já fui pobre e não quero isso nunca mais”. Repare que, por trás de um objetivo concreto, ter dinheiro, objetivo que ela quer alcançar, há algo que ela não quer: a pobreza, a dificuldade. Ao mesmo tempo em que tem algo que deseja alcançar, algo do que se aproximar, ela tem também, motivando esse desejo, alguma coisa de que ela quer se afastar, fugir. Há aqui algo interessante. A atenção está dividida entre um objetivo positivo por um lado, e por outro a idéia negativa do que ela não deseja. O que acontece neste momento é que a energia pessoal fica também dividida. A mente sabe direcionar a energia e a focaliza naquilo em que você pensa. Mas se há algo negativo sobre o qual seu inconsciente está focalizado e chamando sua atenção, você não ficará com sua energia direcionada só para seu objetivo. É como se você andasse em direção a uma montanha – de costas e olhando para o lugar do qual você quer se afastar. Você vai muito mais devagar e provavelmente vai errar o caminho.

Pense nas coisas que são importantes para você e para sua vida. Em relação a cada uma delas pergunte-se: “Porque isto é importante para mim?” Se nestas respostas existirem razões negativas, coisas que você não quer ou das quais você quer se afastar, existem conflitos internos que estão drenando sua energia. São como as emoções negativas e as decisões limitantes. Estão freando seu motor interno, lembrando a você continuamente, de forma inconsciente, momentos ou fatos em que as coisas não aconteceram do jeito que você queria.

Livrando-se da carga emocional negativa, sua mente pode dar apoio efetivo aos projetos pessoais. Não mais prestará atenção ao passado. Vai passar a usá-lo como forte bateria positiva para energizar e criar um futuro digno de ser vivido.

George Vittorio Szenészi, MSc

... como tornar possíveis novas e diferentes visões da vida: a arte da ressignificação. Quando olhamos nossas experiências de um outro ponto de vista, nossos sentimentos mudam e encontramos novas perspectivas e conhecimentos.

Bernd Isert

Culpa e Valores conflitantes por Steve Andreas

Muitas vezes, as pessoas experimentam conflitos entre valores diferentes em certas situações. "Eu quero ser gentil, mas eu também quero ser honesto. Eu quero ser honesto, mas eu também quero ter amigos. Parece que tudo o que faço, acabo me criticando e me sentindo culpado por não cumprir o valor que fica ignorado."

Se você alguma vez encontrar-se pensando assim, tente uma mudança ridicularmente simples que podem ter um impacto profundo - substitua a palavra "mas" por "e". "Eu quero ser gentil, e eu quero ser honesto" "Eu quero ser honesto, e eu também quero ter amigos." O "mas" separa experiências, o que cria fragmentação pessoal, e tende a apagar ou descartar qualquer coisa que precede o "mas". O "e" junta experiências e reconhece ambas, o que é muito útil como primeiro passo para a integração.

Nós muitas vezes nos encontramos fazendo escolhas entre os valores, e a culpa é uma experiência perturbadora comum que resulta disso. Existem várias maneiras de resolver a culpa, para que você possa ter uma experiência sentida deles, eu gostaria que você pensasse em um momento em que você fez algo que prejudicou alguém, e agora você se sente culpado...

Quando você se sentir culpado por agredir alguém, isso significa que você violou um ou mais dos seus próprios valores de alguma forma. Eu gostaria que você reexaminasse esse incidente e identificasse os danos que você causou a outra pessoa, e também identificasse o valor ou valores que foram violados por você...

Uma das primeiras coisas a compreender é que a força de seus sentimentos ruins é uma indicação da importância para você do valor que você violou - se não importasse para você, você não teria nenhum sentimento sobre isso. Assim, mesmo que os sentimentos de culpa ou decepção são desagradáveis, eles são uma indicação de quanto você valoriza essa qualidade, e está comprometido com ela, para que possa se sentir bem com a força do seu valor. (Este é um exemplo da utilidade de subir um nível lógico.)

Uma medida ainda mais importante da força do seu compromisso com o valor é a sua vontade de pedir desculpas, fazer as pazes, ou de alguma forma compensar o dano que você causou. Então, uma coisa que você pode fazer é tomar alguns minutos para considerar a situação completamente, em todos os seus aspectos, e decidir agora que tipo de desculpa ou compensação adequada que você está disposto a fazer. "O que eu poderia fazer para fazer as pazes ou compensar o que eu fiz?" Talvez você possa querer falar com essa pessoa e descobrir que tipo de reparações ela acha que seria apropriada. Se essa pessoa está morta ou de outra forma não disponível, como você poderia fazer as pazes com alguém na mesma situação ou situação similar?...

Chafurdar na culpa geralmente não tem impacto sobre o comportamento futuro, além de fazer você sentir-se mal, o que não ajuda ninguém. Vontade de tomar medidas para compensar o que você fez é muito mais convincente, e muito mais útil, do que apenas sentir-se culpado, e isso também pode curar a separação e os sentimentos ruins entre você e essa outra pessoa. Se você estiver disposto a fazer um compromisso firme para fazer as pazes, de alguma forma, isso vai fortalecer ainda mais o seu sentido deste valor, e, simultaneamente, reduzir seus sentimentos de culpa. Faça uma pausa agora para considerar o que você está disposto a fazer, e decidir sobre algumas medidas a tomar...

Por outro lado, se você achar que você não está disposto a tomar alguma ação significante para fazer as pazes, então você pode perceber que o dano que você causou a alguém, não é realmente importante para você. Uma vez que não viola qualquer valor significativo de vocês, não há nenhuma necessidade de condenar a si mesmo e se sentir mal com isso.

Agora eu quero que você pense de novo no incidente em que você prejudicou alguém, e faça uma pergunta muito interessante: "Dada a minha percepção e compreensão da situação naquele momento, havia um valor mais importante que eu estava realmente seguindo?"...

Às vezes você não estava seguindo um valor maior. Às vezes você só cometeu um erro simples, ou entendeu mal a situação, ou não compreendeu plenamente as conseqüências de suas ações. Mas em outros momentos que você foi confrontado com uma decisão muito difícil, e qualquer coisa que você fizesse você não poderia seguir um ou mais de seus valores. Quando isso acontece, as pessoas costumam se concentrar estritamente sobre o valor que não foi seguido, e se sentir terrível.

Pode ser muito útil ver tanto o valor que você seguiu e o valor que você não seguiu, para alargar o âmbito do seu pensamento. "Oh, eu realmente sou uma pessoa que segue através de meus valores. Só que eu estava diante de valores conflitantes. Eu segui o que era mais importante para mim, e eu não consegui encontrar uma maneira de seguir o outro ao mesmo tempo."

Isso é um estado muito mais equilibrado e cheio de recursos que a culpa, e é aquele que faz com que seja muito mais fácil de analisar a situação, sem auto-julgamento, e começar uma busca por maneiras que você poderia expressar ambos os valores, se você está sempre diante de situações semelhantes no futuro.

"Como é que eu gostaria de ter respondido nesse caso ? Como eu quero responder se esse tipo de situação acontecer comigo de novo no futuro? Que recurso pessoal, seria possível para mim, para manifestar ambos esses valores, mesmo naquelas situações em que eu já senti que tinha que escolher entre eles ?"

Você pode usar os pensamentos e imagens que surgem em resposta a estas perguntas para transformar essa memória de culpa em algo mais útil e satisfatório para você. Você pode usar uma simples "edição de vídeotape”, pegar essa memória do que aconteceu em sua sala de edição privada, e alterá-la até que você esteja satisfeito com ela. Você pode usar o padrão de "mudança de história pessoal", em que você pode acessar os recursos pessoais adequados e integrá-los dentro daquela experiência insatisfatória, para que se torne uma que você gosta. Ou você pode usar qualquer outro método de mudança que você sabe, para transformar esse exemplo de culpa em um exemplo do que você gostaria de ter feito no passado, e gostaria de fazer, se esse tipo de situação acontecer no futuro...

Tenha em mente que todo processo de mudança deve incluir uma verificação de congruência, para ter certeza de que a mudança se encaixa com todos os seus outros valores. Quando você estiver satisfeito com os resultados deste processo, imagine uma situação futura semelhante que possa surgir, e coloque a memória transformada em seu futuro, certificando-se de que ela está ligada às pistas que você vai experimentar no tempo e no lugar que você quer que isso aconteça, e que é vivída, o suficiente para chamar sua atenção, quando esse tipo de situação acontecer.

Tradução do site: http://realpeoplepress.com/blog/guilt-and-values-conflicts#at_pco=smlwn-1.0&at_tot=1&at_ab=per-2&at_pos=0

PNL e PNL SISTÊMICA - A PNL de 3ª GERAÇÃO

A Programação Neurolinguística (P.N.L.) é um manual de instruções do cérebro humano”, como define Richard Bandler, um de seus criadores. Também podemos definir como o estudo da excelência humana; como um modelo da estrutura da nossa experiência subjetiva, ou seja, a maneira como nosso cérebro registra suas experiências, como respondemos a elas e como podemos alterá-las quando estão nos limitando.

A PNL revolucionou os métodos de comunicação e relacionamento humano, sendo largamente procurada por pessoas das áreas de: RH, vendas, terapia, cura, treinamento, educação, comunicação, marketing e administração (entre outras).

Obtendo também excelentes resultados no desenvolvimento pessoal, ao lidar com crenças, valores, pensamentos, emoções e poderosos recursos internos que existem dentro de você, como: criatividade, motivação, auto-estima, segurança, etc.

Qual a diferença entre PNL e PNL Sistêmica?

O aparecimento da PNL Sistêmica no final da década de 80 teve como precursores Robert Dilts e Todd Epstein. Seu propósito foi o de introduzir uma estrutura cibernética, promover uma ênfase na “ecologia” e trazer ferramentas do pensamento sistêmico mais inteiramente na prática da PNL. Além do trabalho de Gregory Bateson na área da cibernética, a PNL Sistêmica incorporou novas ideias e princípios de outros modelos e metodologias sistêmicos, como a Teoria da Auto-organização, a Tecnologia de Rede Neural e a Inteligência Artificial.

No início da década de 90, Dilts e Epstein se uniram com Judith DeLozier, que adicionou seu trabalho com NLP New Coding. O resultado desta colaboração é uma abordagem profunda e integrada, que tem sido responsável por muitos dos mais significativos desenvolvimentos recentes na PNL Sistêmica, incluindo o Modelo S.C.O.R.E., os Níveis Neurológicos, a PNL Generativa e a Sintaxe Somática.

A intenção básica da PNL Sistêmica é de sintetizar e expandir os modelos e distinções existentes na PNL, colocando-os numa perspectiva sistêmica. Em semelhança ao NLP New Coding, o foco da PNL Sistêmica é na relação e interação dinâmicas entre os elementos de um sistema, com ênfase na Ecologia. Os princípios e métodos da PNL Sistêmica vêm sendo capazes de ampliar as aplicações individuais da PNL para questões relativas a grupos, organizações e culturas.

PNL SISTÊMICA – A 3ª GERAÇÃO DA PNL

A PNL está agora em sua 4ª Década como um campo de estudos e evoluiu consideravelmente desde seu início no meio da década de 70. Como estamos na 3ª geração de desenvolvedores, treinadores e praticantes de PNL ao redor do mundo, chegou também o momento de reconhecer a 3ª Geração da PNL.

A 1ª Geração da PNL foi originalmente o modelo desenvolvido por Bandler e Grinder através dos seus estudos de terapeutas eficientes. Estas primeiras aplicações da PNL eram focadas quase que totalmente no indivíduo.

A 1ª Geração pressupunha uma relação terapêutica onde o terapeuta sabia o que era o melhor para seu cliente. A PNL era considerada como algo que “um fazia com o outro” e isso fez com que suas aplicações parecessem ser manipuladoras em contextos não terapêuticos. Muitos instrumentos e técnicas da 1ª Geração eram focados em resolver problemas nos níveis de comportamentos e capacidades.

A 2ª Geração da PNL começa a aparecer do meio para o final da década de 80. Neste tempo, a PNL foi se expandindo para abraçar outras questões dentro do contexto terapêutico. Embora ainda focasse em indivíduos, a 2ª Geração da PNL começou a enfatizar as relações entre as pessoas e amplamente incluiu áreas como negociação, vendas, educação e saúde.

Os instrumentos da PNL também se expandiram para incluir questões mais elevadas relacionadas com crenças, valores e “meta programas”. As técnicas da 2ª Geração da PNL integraram o uso de novas distinções, tais como linha do tempo, submodalidades e posições perceptivas.

A 3ª Geração da PNL vem se desenvolvendo desde a década de 90. Suas aplicações são generativas, sistêmicas e focadas em questões ainda mais elevadas como Identidade, Visão e Missão. Ela enfatiza a mudança sistêmica como um todo e pode ser aplicada no desenvolvimento organizacional e cultural tanto quanto no individual e em times.

Todas as Gerações da PNL focam na estrutura e funcionamento da mente (essa é a essência da PNL). As duas primeiras Gerações, entretanto, colocaram quase que exclusivamente atenção na mente cognitiva. A 3ª Geração expandiu para incluir tanto processos somáticos quanto dinâmicas de um sistema mais amplo, isto é, do “campo”, fazendo assim uma “Unidade da Mente”. Desta forma, a 3ª Geração da PNL trabalha com a interação entre três “mentes”:

1. A Mente Cognitiva que surge do cérebro

2. A Mente Somática centrada no corpo

3. A Mente do “Campo” que vem da nossa conexão e relacionamento com outros Sistemas em nossa volta

A 3ª Geração da PNL almeja desenvolver e sustentar uma relação orgânica entre estas três Mentes. As técnicas da 3ª Geração têm a ver com centrar-se na essência somática, patrocinando cognitivamente o desenvolvimento da Unidade entre pessoas e conectar-se através das relações, com a Sabedoria e a Orientação de dentro do Sistema Maior em nossa volta.

Robert Dilts e Judith DeLozier já chamam de The Next Generation (as próximas gerações) a possibilidade de, além deles, outros pesquisadores aparecerem dando continuidade às pesquisas da PNL Sistêmica e trazendo à tona a 4ª, a 5ª, a 6ª ... Gerações.

Extraído do site www.pahc.com.br

Congruência

Congruência é o nome do estado no qual cada fibra do seu ser está em harmonia. Não importa onde esteja a sua atenção, ela não estará dispersa. Se você está admirando um pôr do sol ou trocando um pneu furado, nenhuma parte sua estará atendendo a uma outra coisa. Nenhuma parte estará murmurando "na realidade, você deveria estar começando a preparar o jantar" ou "eu deveria ter conferido o voo mais cedo". Nenhuma parte estará imaginando como incrementar esse pôr do sol com um pouco mais de laranja, ou pensando em como conseguir pneus novos. Nenhuma parte vai querer mudar de posição porque as suas costas estão um pouco desconfortáveis.

Se você olhar de novo para esta descrição, vai achar que a congruência é caracterizada pela ausência de "operadores modais". Não existe nenhum "tem que", "deveria", "escolhas", "desejos" ou "possibilidades" se introduzindo no que você está fazendo no momento. Outra maneira para descrever isso é que todos os operadores modais perdem a força juntos, focados que estão no momento presente, excluindo tudo. Se você está realmente observando o pôr do sol ou trocando um pneu dessa maneira, você pode, você quer, você está e você escolheu fazer ISSO, e não outra coisa.

Congruência é um estado delicioso, porque não há conflito entre diferentes desejos ou oportunidades, nenhum decisão a ser tomada, nenhuma alternativa a ser considerada, nada para ser feito. Muitas pessoas descrevem os estados congruentes em termos místicos como estar "em sintonia com o universo", e muito tempo e energia é dedicada para alcançar esse fascinante estado de congruência porque é muito confortável e agradável.

Contudo, a vida no dia a dia nos apresenta continuamente alternativas para escolher. "Qual delas vou apreciar mais?" A variedade e diversidade das nossas necessidades e nossos desejos fornecem outro conjunto de oportunidades para a incongruência. "Eu vou comer agora, faço aquela chamada telefônica ou continuo a ler este artigo?"

A congruência é desejada, em particular, pelas pessoas que têm violentos conflitos internos consigo mesmas, com distintas partes advertindo repetidamente sobre as alternativas percebidas como importantes para a nossa vida. Uma parte da pessoa quer se viciar em chocolate, drogas, compras ou em fofocas, enquanto outra parte reconhece que as consequências futuras serão indesejáveis, e que outra escolha pode ser muito mais satisfatória. As pessoas buscam a congruência quando uma incongruência é importante, está infiltrada e é permanente. Em situações como esta, a importância de se alcançar a congruência é óbvia, e a PNL tem inúmeras maneiras efetivas para ajudar as pessoas a alcançarem resoluções satisfatórias para os conflitos.

Entretanto, algumas vezes, a procura pela congruência passa dos limites e se torna algo como um "Santo Graal", não somente inatingível, mas inteiramente indesejável e que ocupa demasiadamente a atenção de alguém. Quais seriam as consequências se uma pessoa estivesse sempre completamente congruente?

Sempre que deslocamos a atenção de uma atividade para outra, existe aquele momento inevitável em que estamos atendendo tanto a experiência presente como aquela para a qual tencionamos trocar. Com congruência completa, isso seria impossível. No exemplo do pôr do sol acima, a pessoa totalmente congruente estaria completamente à mercê das mudanças ambientais externas, e teria que ficar sentada por lá até que o pôr do sol sumisse na escuridão.

Escolher entre alternativas – seja entre desejos internos ou oportunidades externas – sempre envolve a comparação entre duas experiências para determinar qual delas é provavelmente a mais satisfatória, e isso exige que a pessoa seja incongruente pelo menos num ou dois momentos. Com total congruência, nós nunca seríamos capazes de escolher uma nova alternativa, nos propormos a aprender algo novo, a examinar o futuro ou nos reportarmos ao passado, ter um novo pensamento ou sermos capazes de entrar no mundo das experiências de alguém. No mundo real, a total congruência resulta em estagnação, infelicidade e total dependência das circunstâncias.

E de fato, o conforto e a simplicidade da congruência é, muitas vezes, tão importante para nós que estamos prontos para remover alternativas, evitar decisões, recusar a consideração de novas ideias, ignorar necessidades internas diferentes, etc., a fim de alcançá-la. Isso só pode ser uma solução temporária, porque o cambiante mundo de uma experiência eventualmente se intromete ou interrompe a congruência. Nós podemos enxergar estas intromissões como estranhas e perigosas, e passar boa parte do tempo nos debatendo para evitar ou eliminar qualquer experiência que ainda não se ajuste no nosso pequeno e rígido mundo congruente.

O que é realmente satisfatório é ter um balanço dinâmico entre a congruência e a incongruência e uma completa avaliação sobre a importância e o valor de ambas. A congruência permite nos concentrarmos completamente numa experiência temporária, tanto para apreciá-la plenamente como para aprender com ela, ou para realizar algo. A incongruência nos permite considerar as possibilidades e as consequências infinitas que a vida continuamente nos oferece. A fim de manter esse balanço, precisamos entender e apreciar bem os dois lados da balança, ter meios para detectar os diferentes tipos de desequilíbrio, e ter meios para restaurar o balanço quando detectarmos o desequilíbrio.

Steve Andreas com sua esposa Connirae estão aprendendo, ensinado e desenvolvendo padrões de PNL desde 1977. Juntos, começaram o NLP Comprehensive. Editaram e escreveram vários livros e mais de cinquenta artigos sobre PNL. Site: www.steveandreas.com
Extraído do site www.golfinho.com.br

Resumo de algumas das ferramentas e estratégias básicas da PNL

A seguir está um resumo de algumas das ferramentas e estratégias básicas da PNL :

1. Objetivos bem-formulados – ajudar a pessoa a definir objetivos que devem ser expressos de modo positivo, sob controle da pessoa, específico e um ajuste ecológico com a vida dela.

2. Avaliação e verificação das crenças – verificar e reforçar as crenças necessárias para a mudança e estabelecer crenças fortalecedoras que ajudem a alcançar as metas e os objetivos desejados.

3. Ancoragem – criar pistas e gatilhos pessoais pela casa e pelo escritório para relembrar a pessoa das suas metas e colocá-la em contato com os recursos dela.

4. Estratégia de planejamento de Disney (sonhador-realista-crítico) – criar uma sequência de esboços executáveis conduzindo da visão para a ação ao planejar as etapas consecutivas da ação para um sonho ou uma meta.

5. Estabelecer e ensaiar novos hábitos comportamentais através do:

Gerador de novos comportamentos – a visualização e o ensaio de novos comportamentos e respostas criativas para situações desafiadoras.

Ponte ao futuro – fazer "ensaios" mentais das novas escolhas e comportamentos.

6. Estratégias de motivação – ensinar as pessoas a criarem imagens realistas, porém convincentes do futuro que as inspirem a fazer todas as coisas necessárias para conseguir o que elas querem e a desenvolver uma auto-imagem mais positiva.

7. Processo do alinhamento de nível e Hierarquia de critérios – identificar e esclarecer os valores e as prioridades da pessoa, e criar congruência entre ambiente, comportamento, capacidades, crenças, valores e o significado do eu.

8. Ressignificação – descobrir outras maneiras de satisfazer as intenções positivas por trás do comportamento problemático. O processo de ressignificação também pode ajudar a enfrentar questões pessoais ecológicas, superar resistências e transformar o diálogo interno negativo para que ele dê mais apoio.

9. Mudando a história pessoal e o reimprinting – revisitar e reestruturar os eventos passados e os modelos de vida problemáticos com novos insights e recursos para aprender como enfrentar melhor o futuro.

Robert Dilts é desenvolvedor e especialista no campo da Programação Neurolinguística (PNL). Ele tem reputação global como um dos principais treinadores de habilidades comportamentais e consultor de empresas desde o final dos anos 70. Robert já proporcionou coaching, consultoria e treinamento em todo o mundo para uma variada gama de indivíduos e organizações.

Resumo : A PNL e o Tratamento da Ansiedade

Ansiedade é o estado indesejado mais comum na psicoterapia, e é gerado por diversas sinestesias das representações dos potenciais perigos futuros para ativação cinestésica. A pessoa ansiosa classifica como potencial perigo futuro, se associa a ele, e exagera nas suas submodalidades. Isso resulta em avaliações fantasiosas do perigo, e de certo modo, o estado emocional da pessoa fica fora do seu controle. Usando o nosso modelo de terapia RESOLVE (Bolstad e Hamblett, 1998) nós podemos resumir assim as reações que descobrimos efetivas:

Estado com recursos
Estabeleça uma relação colaborativa, consultiva no lugar de uma mágica ou dependente.

Estabeleça rapport
Reconheça a dificuldade da pessoa.
Avalie e acompanhe os metaprogramas (especialmente Em Direção – Afastando-se, Orientação do Tempo, Associação – Dissociação) e o estímulo fisiológico.

Especificar os resultados
Defina um acordo consultivo e de prazo limitado com objetivos.
Desenvolva a expectativa da mudança e explique a necessidade para completar as tarefas em casa.

Explore o Modelo de Mundo do cliente
Ensine a estrutura da ansiedade para a pessoa e elicie os gatilhos que ela usa, demonstrando o poder dela ao usar os "Níveis Lógicos da Terapia".
Ressignifique como administráveis a ansiedade e seus sintomas físicos.
Use perguntas focadas na solução para desenvolver recursos.

Conduzindo para o estado desejado
Pratique e ensine o relaxamento fisiológico, incluindo o controle muscular e da respiração.
Estabeleça âncoras de relaxamento.
Altere as submodalidades dos gatilhos usando trocas normais ou swishes.
Use a cura do trauma em todos os gatilhos.
Ensine para a pessoa como alterar a perspectiva de tempo olhando para trás, a partir do futuro.
Ensine à pessoa o Integrador do Movimento Ocular ou uma variante, como prestidigitação.
Use técnicas que segmentam para cima para estados essenciais (Regressão Mental, Estados Ascendentes, Transformação Essencial, Integração das Partes)
Considere a instalação da mudança de crença ou da estratégia para concluir um novo modo de reagir.

Verifique a mudança
Ensine como a pessoa pode relaxar para celebrar sua nova capacidade.

Saída: Ponte ao Futuro
Use a nova perspectiva de tempo para fazer com que a pessoa, no futuro, olhe para trás em direção ao agora e veja as mudanças.

Dr Richard Bolstad e Margot Hamblett

Durante uma crise, descubra a sua "zona interior de excelência"

Mesmo durante uma crise, nós temos escolhas. Ou descobrimos a nossa "zona interior de excelência" e nos reenergizamos conectando com a nossa força interna, ou retornamos às estratégias de sobrevivência que no futuro enfraquecerão a nossa posição.

A zona interior de excelência é uma parte importante do que é conhecido como o "jogo interior" dos negócios. O conceito de "jogo interior" foi desenvolvido por Timothy Gallwey como uma maneira de ajudar as pessoas a alcançarem a excelência em vários esportes (p.ex., tênis, golfe, esqui, etc.), na música e também no treinamento em negócios e administração. O fundamental para o jogo interior é a nossa capacidade de permanecer num estado de alto desempenho quando enfrentamos circunstâncias difíceis.

Muitos desafios se apresentam nos nossos negócios: medo do desconhecido (p.ex., o que vai acontecer amanhã?), de lidar com a perda (p.ex., perder um membro da equipe) e um senso geral de vulnerabilidade (p.ex., como eu posso ter sucesso apesar das circunstâncias desfavoráveis?). Isso pode nos mergulhar em estratégias de sobrevivência inúteis: ataque, fuga ou imobilidade. Isso frequentemente resulta em regressão ou apatia temporária.

Por outro lado, nós podemos nos focar na nossa "zona interior de excelência" e sentir:

- Nenhum receio de fracassar ou de ansiedade com respeito a realização das nossas metas.

- Um estado de concentração ampliada na mente e uma disposição relaxada no corpo.

- Um desempenho vindo sem esforço e sem ter que pensar sobre ele.

Como exemplo, eu estava treinando um homem que era vice-presidente de um grande banco internacional. Durante diversos anos, ele foi encarregado de um grande projeto no qual havia investido muito tempo, energia e emoção. Porém, recentemente, a alta administração havia começado a fazer mudanças no projeto de tal maneira que o homem achava que estavam tomando o rumo errado e aquilo não combinava com os valores dele. Chegou a um ponto em que ele marcou uma reunião com o conselho dos diretores para tentar colocar o projeto de volta nos trilhos. Se eles não fizessem alguns ajustes essenciais, ele se sentiria compelido a deixar a empresa.

Na verdade, a posição dele estava em risco e ele, claramente, precisava "jogar o jogo" da sua carreira. Contudo, nas vezes anteriores em que esteve na frente do conselho de diretores, ele sempre havia se esforçado muito, porém sem sucesso. Em suas palavras, a atmosfera ficava tão “pesada” que ele se sentia tenso, contraído, constrangido e incapaz de se expressar com facilidade. Ao ajudá-lo a praticar como descobrir e conhecer a sua zona interior de excelência, ele ficou apto a se sentir confiante e calmo e a fazer uma apresentação clara, atraente e carismática para o conselho. Como consequência, ele foi capaz de salvar o seu projeto, a sua integridade e, no final das contas, a sua carreira.

Um simples exercício pode ajudá-lo a descobrir a sua "zona interior de excelência". Você pode fazer esse exercício sozinho seguindo os 6 passos abaixo:

1. Sente ou fique de pé numa posição confortável, com os dois pés no chão e com a sua coluna ereta, porém relaxada (i.e., "no seu eixo"). Verifique se a sua respiração está regular e abdominal. (Respiração superficial, curta ou rápida localizada na parte superior do tórax indica que você está num modo estressado.)

2. Conduza a sua atenção para a sola dos seus pés (i.e. coloque a sua "mente" nos seus pés.). Torne-se consciente do universo de sensações existentes na parte inferior dos seus pés. Sinta a superfície dos seus calcanhares, dos dedos, do peito e do arco dos pés.

3. Comece a expandir a sua consciência para incluir a realidade física (o espaço tridimensional) do seu pé e então vá subindo pelas pernas, joelhos, coxas, pélvis e quadris. Torne-se consciente do centro do seu abdome e diga a você mesmo: "Eu estou aqui".

4. Permanecendo consciente da parte inferior do seu corpo, mova a sua consciência pelo seu plexo solar, coluna, pulmões, caixa torácica e peito. Foque no centro do seu coração e diga a você mesmo: "Eu estou aberto, disponível".

5. Expanda a sua atenção movendo-a pelos seus ombros, pela parte superior dos braços, dos cotovelos, da parte de baixo dos braços, dos punhos, das mãos e dos dedos, e para cima pelo seu pescoço, garganta, rosto, cabeça e cérebro. Conduza a sua consciência para o centro da sua cabeça, atrás dos olhos, e diga a você mesmo: "Eu estou desperto. Eu estou alerta e lúcido."

6. Permanecendo em contato com as contínuas sensações físicas no seu corpo e nos três centros, torne-se consciente de todo o espaço acima de você, alcançando o céu, todo o espaço abaixo de você, indo até o centro da Terra; todo o espaço à sua esquerda; todo o espaço à sua direita; todo o espaço atrás de você; todo o espaço à sua frente. Diga a você mesmo: "Eu estou pronto".

Robert Dilts é desenvolvedor e especialista no campo da Programação Neurolinguística (PNL). Ele tem reputação global como um dos principais treinadores de habilidades comportamentais e consultor de empresas desde o final dos anos 70. Robert já proporcionou coaching, consultoria e treinamento em todo o mundo para uma variada gama de indivíduos e organizações.

Este artigo de Robert Dilts foi publicado em fevereiro de 2009 sob o título During a Crisis, Find Your "Inner Zone of Excellence" no site Disruptive Innovation de Benoit Sarazin.

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Desde os tempos mais antigos, entretanto, o "mal" era associado com a "escuridão" e o "bom" estava associado com a "luz". Comportamentos destrutivos e perniciosos vinham da "escuridão". Comportamentos de amor e de cura vinham da "luz". Essa metáfora se adapta muito bem com a noção da intenção positiva da PNL. Intenções positivas são como a luz. Seu propósito é trazer iluminação e calor humano para o mundo. Sintomas e comportamentos problemáticos surgem da escuridão – lugar em que a luz é incapaz de alcançar.

É importante perceber, entretanto, que "escuridão" não é uma "força", ela é meramente uma ausência de luz. A luz pode brilhar na escuridão, mas a escuridão não consegue "brilhar" na luz. Portanto, a relação entre a luz e a sombra que ela lança não é uma relação de luta entre forças opostas. A pergunta é: "O que está obstruindo a luz?" e "Como podemos conseguir alguma luz onde ela é necessária?"

Pela perspectiva da PNL, a "escuridão" surge de um mapa restrito de mundo ou de algo nesse mapa de mundo que está interferindo com a "luz" da intenção positiva e lançando uma sombra. A mudança surge com o "alargamento da abertura" no mapa de mundo da pessoa ou encontrando e transformando os obstáculos em luz – não pelo ataque à sombra. De acordo com a PNL, os obstáculos à luz surgem das crenças limitantes ou do "vírus do pensamento" em nossos mapas mentais de mundo. Tipicamente, esses obstáculos surgem como crenças ou suposições que se levantam em oposição às pressuposições básicas da PNL.

Como exemplo, apenas considere como é fácil criar um conflito e violência assumindo as seguintes crenças: "Só existe um único mapa de mundo verdadeiro. Eles (os inimigos escolhidos) têm o mapa de mundo errado. Eu/nós temos o mapa correto de mundo. Eles estão negativamente intencionados – eles querem nos fazer mal. Eles são incapazes de mudar – eu/nós tentamos tudo que podíamos. Eles não fazem parte do nosso sistema – eles são fundamentalmente diferentes de nós".

Essas crenças em conjunto estiveram, sem dúvida, no centro de cada atrocidade que foi cometida na história humana. A "luz" fundamental e a capacidade de cura da PNL surgem de seu compromisso em promover um conjunto diferente de pressuposições.

"Nós somos um sistema que faz parte de um sistema muito maior. Esse sistema está fundamentalmente ajustado na direção da saúde e da adaptação. Por essa razão, todos nós, no final das contas, somos motivados por intenções positivas. Nossos mapas do mundo, contudo, são limitados e nem sempre nos fornecem todas as escolhas possíveis. Nós somos, entretanto, capazes de mudar, e tão logo percebemos uma escolha verdadeiramente viável, nós a aproveitamos automaticamente. A questão é ser capaz de ampliar o modelo de mundo de alguém para incluir outras opções e capacidades para a proteção e a sabedoria, e em ajudar os outros a também fazerem isso."

Robert Dilts é desenvolvedor e especialista no campo da Programação Neurolinguística (PNL). Ele tem reputação global como um dos principais treinadores de habilidades comportamentais e consultor de empresas desde o final dos anos 70. Robert já proporcionou coaching, consultoria e treinamento em todo o mundo para uma variada gama de indivíduos e organizações.

Artigo original: "Positive Intention - Bringing Light Into The Darkness: The Principle of Positive Intention"

Extraído de : www.golfinho.com.br

A técnica da nuvem

A técnica da nuvem é especialmente útil porque você pode fazê-la sozinho e em qualquer lugar. E logo que ficar bem familiarizado com ela, você poderá escolher um estado com mais recursos em menos de trinta segundos.
...
Use essa técnica toda vez que se sentir sem recursos. E acredite em você mesmo – ocasionalmente você não será capaz de trocar de estado tão facilmente. Respeite isto, porque nestes casos, o seu inconsciente sabe que a mudança não seria ecológica.

Estas são as etapas:

1. Imagine a emoção que você está sentindo como uma nuvem a sua volta. Perceba a cor, tamanho e movimento.

2. Caminhe para fora da nuvem, deixando-a onde você estava parado. Olhe para a nuvem e faça rapidamente uma das seguintes perguntas para você:

a) Com a visão geral, isto está me servindo bem?
b) Com a visão geral, isto está ajudando a minha comunicação?

3. Se a emoção está lhe servindo bem, volte para dentro dela e escolha esta emoção.

4. Se não está lhe servindo bem, assopre a emoção que já estava se dissipando rapidamente para longe (porque não tinha nenhum ser humano dentro dela para gerá-la) – e vá para a etapa cinco.

5. Em outro local, selecione uma nova emoção para testar. Imagine-a apenas como uma estrutura que será ativada assim que você entrar nela. Entre e sinta essa nova emoção como uma nuvem a sua volta: fica melhor? Se for sim, você está pronto para avançar na situação; se for não, saía e tente outra emoção até achar uma que satisfaça a necessidade da situação.

Kevin Creedon é Practitioner de PNL, de Hipnose Ericksoniana e do Método de Feldenkrais.
Técnica da Nuvem © 2004 Kevin Creedon

Crise, Transição e Transformação

Crise, transição e transformação são três chaves dinâmicas que precisamos aprender a acessar durante o tempo em que profundas alterações ameaçam as fundações da família, do trabalho, das instituições e da sociedade em geral.

A Crise, que é a primeira fase de um processo de mudança transformacional, é caracterizada por uma alteração abrupta de padrões ou situações na rotina da vida.

Na segunda fase, a Transição, existe movimento. Entretanto, um quadro novo de padrões ainda não tomou tamanho. Você ainda não alcançou o destino e é possível que você ainda nem saiba onde ou quando o destino chegará. Nesta fase, a única certeza é que você deixou pra trás a maneira como as coisas eram, mas que ainda não chegou ao ponto de estabilidade.

A Transformação, a terceira fase, é o aparecimento de uma nova coerência. Se tiver as ferramentas necessárias, recursos e caminhos para esta jornada, então você alcança uma grande plenitude que tanto inclui quanto transcende os estados anteriores.

É fato que as coisas estão sempre mudando, mas nem sempre progredindo. Durante períodos de mudança, muitos desafios aparecerão como um encontro com o medo do desconhecido ou do não-familiar, lidar com perdas, além de um senso geral de vulnerabilidade. Tudo isso pode nos levar a um mergulho em estratégias de sobrevivência inúteis: ataque, escape ou rigidez. Isso pode resultar em uma regressão temporária, em inércia, ambivalência, dificuldade de deixar as coisas fluírem, confusão e conflito.

Para progredir através da mudança é importante cultivar qualidades como flexibilidade e estabilidade, equilíbrio, conexão e a habilidade de deixar as coisas passarem (isto é, estando centrado e em seu eixo). É fácil manter-se equilibrado quando a vida se move suavemente, mas para manter o equilíbrio durante um tempo de turbulência, uma pessoa precisa desenvolver estas habilidades. Preparar-se para mudanças requer prática.

Texto do Programa apresentado por Robert Dilts e Deborah Bacon Dilts :

- Aceitar e se beneficiar de crises e mudanças em vez de se submeter a elas;
- Integrar práticas permanentes que te preparam a se movimentar em de tempos de mudança plena de recursos, isto é, desenvolver espaços focados em sua mente e relaxar seu corpo;
- Adaptar e atuar com discernimento em tempos de transição;
- Desenvolver habilidades para responder de formas diferentes a situações novas;
- Desenvolver a sabedoria de aceitar as coisas que estão fora de seu controle;
- Estabelecer contato com sua Identidade mais profunda quando o resto de seu mundo se tornar instável;
- Manter um senso de calma e confiança quando tudo em volta de você se tornar incompreensível;
- Abrir mão de coisas que não fazem mais parte de você, e mesmo dos sucessos do passado, para encontrar uma nova coerência na transformação que surge a partir da crise e da transição;
- Aprender a usar as inteligências do corpo (mente somática), da mente cognitiva e da mente de campo.

Uma definição de Congruência
Quando todas as crenças, estratégias e comportamentos internos de uma pessoa estão totalmente de acordo e orientados em direção segura à obtenção do objetivo desejado.

Mudanças com Metáforas na Educação

As metáforas e contos são ferramentas importantes na educação. A humanidade, em sua fase oral, utilizava os contos, os adágios, as parábolas, as metáforas, para ensinar às gerações mais jovens, a história e estórias de sua própria gente, dos antepassados míticos e heróicos. Os modernos conceitos de metáfora, baseado na obra de Milton Erickson, adotados pela PNL, incluem símeles, parábolas, alegorias ou figuras de linguagem que impliquem uma comparação. Mas as histórias, fábulas e parábolas constituem suas formas mais evoluídas.

As metáforas comunicam indiretamente. E é um processo de linguagem que consiste em fazer uma substituição analógica. Metáforas simples fazem simples comparações: "meter a mão em cumbuca, feio como o diabo, fazer das tripas coração". Metáforas complexas são histórias com diversos níveis de significado. "Uma metáfora contada de maneira clara e simples distrai a mente consciente e ativa a procura inconsciente de significados e recursos" (O'CONNOR, Joseph e SEYMOUR, john. Introdução à programação neurolingüística. São Paulo: Summus, 1995). Quer dizer, revelam elementos ocultos que apenas o inconsciente pode perceber e utilizar.

As metáforas podem adotar várias formas, dependendo do efeito que se deseja, do conteúdo que se quer veicular, do tempo disponível, do interlocutor ou de grupo de ouvintes. Alguns tipos de metáforas que interessam à educação:
As imagens. São rápidas e simples. Ilustram bem o oral e o escrito. No fundo é uma palavra ou frase que muda de sentido: pegar o touro a unha; ficar de nariz torcido; tapar o sol com a peneira.
As comparações. Também são imagens. Contêm, no entanto, um elemento comparativo: fumar como uma chaminé, beber como um gambá.
Os provérbios. São máximas ou sentenças de caráter prático e popular, comum a todo um grupo social, expressa em forma sucinta e geralmente rica em imagens: quanto maior a nau, maior a tormenta; gato escaldado tem medo de água fria.
As anedotas e as citações. São relatos sucintos de fatos jocosos ou curiosos vividos por outros e citados entre aspas, pelo autor do discurso ou do texto: "Isto me faz pensar na pergunta que fulano fez durante…"; "Como teria dito o professor de português…".
Os mitos e os contos. Histórias imaginárias, geralmente de origem popular, que colocam em cena heróis que encarnam forças da natureza ou aspectos da condição humana durante incidentes que não teriam acontecido, mas que fazem parte do inconsciente coletivo: o mito do paraíso perdido, as mitologias greco-romanas, os contos de fada. Narrações, parábolas, histórias. São formas metafóricas mais completas e complexas. Para gerar mudanças no interlocutor a história há que possuir formas semelhantes à realidade vivida por ele.

Como funcionam as metáforas
Uma metáfora apresenta "um equilíbrio sutil entre, por um lado, a especificidade dos elementos nela incluídos, a fim de persuadir o interlocutor ou leitor da semelhança entre a história e a sua própria situação e, por outro lado, uma certa imprecisão, lacunas no conteúdo, "jogo" (no sentido mecânico da palavra), para que ele aceite a metáfora e receba dentro do seu próprio modelo de mundo. (LONGIN, Pierre. Aprenda a liderar com a programação neurolingüística, Rio de Janeiro: Qualitymark, 1996.)
O professor deve deixar lacunas no índice referencial: "Em um país longínquo…", "Era uma vez um velho rei…". Trabalhar com verbos inespecíficos: chegar, dizer, fazer, discutir, etc. e com nominalizações: espírito, sabedoria, esperança, santidade, amor, verdade, etc. Disfarçar as determinações ou sugestões, colocando-as a boca de personagem: "Eu não sabia, mas o cordeiro sabia!".

Como se cria uma metáfora para mudança pessoal
José Carlos Mazilli in "Manual de Programação Neurolingüística", (São Paulo: Edição do Autor, 1996) descreve da seguinte maneira a criação de uma metáfora:
1. O primeiro passo para se criar uma metáfora é saber o estado atual e o estado desejado do ouvinte. A metáfora será a história ou a jornada de um ponto para o outro.
2. Decodifique os elementos de ambos os estados: pessoas, lugares, objetos, atividades, tempo, sem perder de vista os sistemas representacionais e submodalidades de cada um desses elementos.
3. Escolha um contexto adequado para a história. De preferência um que seja interessante, e substitua os elementos do problema por outros elementos, porém mantendo a relação entre eles.
4. Crie a trama da história de maneira que ela tenha a mesma forma do estado atual e conduza-a, através da estratégia de ligação, até a solução do problema (o estado desejado) sem passar pelo hemisfério esquerdo, indo direto ao inconsciente.

João Nicolau Carvalho - Publicado no Golfinho impresso Nº53 JUN/99

Utilizando a Ancoragem para memorizar uma tarefa

Por exemplo, se você se esqueceu várias vezes de devolver um livro a um colega, eis como pode utilizar a ancoragem. No momento em que você pensar : "Ah, de qualquer jeito, tenho de devolver esse livro a Benard amanhã", você pode fazer várias vezes o gesto de abrir sua porta de entrada sem que para isso tenha, de fato, de pegar na maçaneta. A esse gesto, você associa o nome de Bernard e a capa do livro. Repita a operação mentalmente três ou quatro vezes. Deste modo, quando abrir a porta para sair, no dia seguinte de manhã, você vai pensar automaticamente em Bernard e no livro. O mecanismo usado é a ligação entre a coisa na qual se deve pensar (o livro) e o estímulo inevitável (aqui, o fato de abrir a porta para sair de casa).
Bibliografia :
NeuroLinguística - Prática para o dia-a-dia
Bidot, Nelly
Morat, Bernard
Pág. 97 e 98

Uma série de princípios comprovados para guiá-lo no Novo Ano

Quantos de nós já não estabelecemos resoluções para o Novo Ano ou metas para a nossa vida que são todas rapidamente esquecidas ou colocadas de lado até o próximo ano? A seguinte série de princípios irá ajudá-lo a realizar suas resoluções de Ano Novo e muito mais. Leia tudo cuidadosamente. Conteste-os, já que na primeira leitura você pode não entender ou concordar integralmente com alguns princípios. Agora ou no dia primeiro de janeiro, selecione um deles e o coloque em ação por uma semana. Observe como as coisas melhoram na sua vida e como você fica mais próximo de realizar seus desejos. No final de cada semana foque num novo princípio até que todos os sete se tornem um modo de vida para você.

1. Não existe fracasso, apenas feedback.
Você já não fez algo que não saiu como você havia planejado? Quantas vezes você interpretou isso como fracasso e, possivelmente, se puniu, ou culpou os outros? Muitos de nós foram treinados para julgar seus resultados como sucesso ou como fracasso. Como a sua vida mudaria se você visse o fracasso apenas como um feedback – uma oportunidade para aprender como não fazer algo e se tornar flexível para desenvolver novas maneiras de alcançar o seu resultado planejado? Da próxima vez em que algo não se desenvolveu como planejado, aceite isso como um feedback, fique curioso e faça perguntas como: "O que eu preciso aprender sobre mim, os outros, meu trabalho ou o ambiente familiar, de modo que, se uma situação semelhante ocorrer no futuro, eu possa conseguir um resultado melhor?"
"Eu não fracassei. Eu apenas descobri 10.000 maneiras que não dão certo." Thomas Alva Edison, cientista e inventor. Como seria diferente o seu local de trabalho se o fracasso fosse visto como feedback? Você e os outros ficariam mais dispostos a explorar novas maneiras de realizar o seu trabalho com mais eficiência, mais eficácia e mais prazer?

2. Você não pode não se comunicar.
Muitas vezes nós achamos que nos comunicamos somente quando falamos ou escrevemos. Isso não é assim. Considere as seguintes situações: 1. Você está numa reunião do grupo de trabalho sentado meio de lado, com os braços cruzados e uma cara de irritado, e não participa da discussão de maneira nenhuma. 2. Você escolheu não responder ao telefone e nem às mensagens do e-mail naquela hora e nem depois. Mesmo sem nenhuma comunicação você está enviando uma mensagem que, freqüentemente, não é positiva. Quem realmente você está prejudicando? Você está sempre se comunicando, seja através do seu tom de voz, ações, expressões faciais, gestos e linguagem corporal. Pare um pouco para pensar e veja o impacto que as suas ações estão tendo no sistema como um todo. É essa realmente a impressão que você quer criar ou a mensagem que quer transmitir?

3. Seja flexível – se o que você está fazendo não está criando os resultados que deseja, faça alguma coisa diferente.
Você já não se sentiu marcando passo na vida, fazendo a mesma coisa repetidas vezes e sempre esperando conseguir um resultado diferente? Esse é o amplamente conhecido conceito de insanidade. Se você quer que a sua vida seja diferente, fazer a mesma coisa com mais freqüência, com mais esforço ou chamando mais a atenção, não é a maneira de mudá-la. Você precisa escolher alguma coisa diferente. Se você tentar uma chave na fechadura e ela não servir, você vai continuar tentando a mesma chave repetidamente? Ou você vai ser flexível e tentar outra, até achar uma chave que funcione? É o mesmo na sua vida. Seja flexível, explore diferentes comportamentos e estratégias para descobrir o que você realmente quer na vida ou quem você está destinado a ser. Se você é pai, considere o seguinte: não existem crianças resistentes, apenas adultos inflexíveis.

4. O significado da comunicação é a resposta que ela produz.
A intenção da sua comunicação nem sempre é o que é entendido pela outra pessoa. E o que é mais importante: a sua intenção ou o que é entendido? Não importa qual é a sua intenção, o que importa é o resultado que você produz com as suas palavras, tom de voz, expressões faciais e linguagem corporal. Ao aproveitar a resposta da outra pessoa como um feedback e mostrar-se flexível, você pode mudar a maneira como se comunica até alcançar o resultado desejado. Considere a seguinte situação: eu percebi que uma colaboradora estava vestindo um vestido novo e resolvi fazer um elogio (minha real intenção). Eu disse para ela: "Meu Deus, você está linda nesse vestido." Porém, a reação dela não foi a que eu esperava. Ela pareceu aborrecida e saiu da sala. Eu não sei o que estava acontecendo na cabeça dela, mas obviamente ela ouviu minha mensagem de uma maneira muito diferente da que eu pretendia. Talvez por causa das experiências e das crenças dela, ela interpretou o que eu disse como "se eu estivesse atraído por ela" ou sendo insinuante. Da próxima vez que eu a vir, posso continuar com o mesmo comportamento, ou simplesmente ignorá-la e abrigar todos os gêneros de pensamentos ruins sobre ela. Ou posso reconhecer que o meu comentário não produziu o resultado que eu pretendia e achar uma maneira diferente para me comunicar com ela para que possamos ter uma relação de trabalho produtiva.

5. Todo comportamento tem uma intenção positiva.
Não importa quão estranho, prejudicial ou inapropriado possa parecer para você o comportamento de uma pessoa, isso faz sentido na perspectiva da pessoa engajada nesse comportamento – as crenças e valores dela – e está baseado em satisfazer uma intenção positiva para ela. O segredo é reconhecer que existe uma intenção positiva por trás do comportamento da outra pessoa – para ela, e talvez não para você. Isso não significa que você precise enxergar o comportamento da outra pessoa como positivo ou aceitável. Pelo contrário, você pode achá-lo bastante desagradável. Você precisa examinar o que está por trás do comportamento para descobrir a intenção positiva ou, se não estiver aparente, procurar uma intenção que faça sentido na sua realidade. Essa intenção pode ser para ela mesma, para você ou para alguma outra pessoa. Assim que você entender a intenção dela, você pode explorar maneiras alternativas para ajudar a pessoa a realizar a sua intenção. Por exemplo, digamos que você está tendo uma discussão com alguém e que, de repente, ele levanta a voz, joga no chão tudo que estava em cima da mesa e sai da sala. Na sua perspectiva, isso certamente não pode ser visto como um comportamento positivo. O que poderia ser possivelmente a intenção positiva por trás desse tipo de comportamento? Agora olhe para isso pela perspectiva desta outra pessoa. Dado o background dela - as experiências, crenças e valores dela – talvez ela tenha se sentido insegura ou oprimida pela conversa com você. Dados os recursos que ela tinha à disposição naquele momento, essa pode ter sido a única opção que ela achou que tinha a fim de criar algum espaço ou para escapar para um local mais seguro. O que você pode fazer para evitar um resultado igual na próxima vez? Você pode aceitar o que aconteceu como um feedback, respeitar a perspectiva dela, explorar as possíveis intenções positivas por trás do comportamento dela e procurar outras maneiras de atingir os seus resultados, ao mesmo tempo em que satisfaz a intenção positiva dela. Em outras palavras, ser flexível. É útil avaliar cuidadosamente os nossos próprios comportamentos numa base regular. Perceba os resultados que você está conseguindo, identifique a intenção positiva por trás desses comportamentos e pergunte: "Existe uma maneira melhor de alcançar a minha intenção positiva que minimize os efeitos colaterais negativos?"

6. Cada um faz o melhor que pode com os recursos que tem a disposição.
As pessoas já têm os recursos que elas precisam para serem bem sucedidas. Entretanto, a perspectiva delas do mundo (crenças, valores e restrições limitantes) ou um estado da mente temporário (oprimido, triste ou zangado) pode impedi-las de enxergar o que é realmente possível ou impedi-las de acessar plenamente as suas capacidades e recursos. Nessas situações, a pessoa pode tomar decisões ou empreender ações que, sobre outro ponto de vista, sejam muito inferiores em relação à capacidade delas e que até podem ser vistas como danosas. Observando o que ocorreu, esta pessoa poderia ter feito muitas coisas de modo diferente, mas, na hora, isso foi julgado como a melhor escolha. Nós nem sempre tomamos a decisão "certa" ou tomamos a ação "correta"; simplesmente, decisões e ações são tomadas com base nos recursos que nós temos a nossa disposição naquela hora.

7. Você está no controle da sua mente e, portanto, dos seus resultados.
Foi você quem escolheu as crenças, valores e decisões que determinam a sua perspectiva do mundo e como você vivencia os diferentes eventos. Também é você quem pode mudar isso para ganhar uma perspectiva diferente e assim colher os benefícios dos resultados que são potencialmente muito diferentes, trazendo mudanças significativas a sua vida. Conclusão
Você pode simplesmente ler os princípios acima ou pode começar a colocá-los em ação e fazer deles um modo de vida. Ao fazer isso, você terá a oportunidade de mudar a sua realidade, seus resultados e a sua vida!

Roger Ellerton PhD, CMC é um consultor certificado de administração e fundador e sócio gerente da Renewal Technologies. O artigo acima é baseado no seu livro Live Your Dreams Let Reality Catch Up: NLP and Common Sense for Coaches, Managers and You.

O artigo acima foi traduzido na íntegra do original sob o título "A Proven Set of Principles to Guide You in the New Year" que se encontra no site da Renewal Technologies Inc. www.renewal.ca

Tradução JVF, direitos da tradução reservados.

Use bem os seus "Mas"!

Um aspecto poderoso da PNL é descobrir que tipo de experiência interna é eliciada pelo uso de linguagem específica. Isso nos possibilita usar a linguagem de uma maneira direta para conseguir os resultados que queremos. Muitas vezes, o cuidadoso exame de uma só palavra rende grandes dividendos e, certamente, a palavra "mas" é uma delas.

"Mas" é um negador (Fritz Perls chamava-o de "matador") de qualquer experiência que precedeu imediatamente a palavra. Para mim, a imagem que antecede a palavra "mas" escorrega rapidamente para o meu lado esquerdo, desaparecendo do meu campo de visão interna. Porém o "mas" é muito útil em qualquer tempo que você quiser (ou tem que) mencionar algo para alguém, mas depois você quer isso diminuído em importância ou até mesmo desaparecer completamente da consciência dele.

Observe o que acontece com a sua experiência interna quando você toma dois conteúdos quaisquer, junte-os com um "mas" e depois os repita, porém invertendo a ordem dos conteúdos. Existe uma velha anedota que ilustra muito bem isso. A mãe diz à sua filha "Eu sei que ele é feio, mas ele é rico." E a filha responde "Você tem razão, mãe. Eu sei que ele é rico, mas ele é feio."

Assim o outro lado da moeda é você ser capaz de usar o "mas" para se defender contra uma comunicação que exige que você ignore alguma coisa que é importante para você.

Quando as pessoas são precavidas ou cuidadosas, elas muitas vezes tendem a responder defensivamente, e podem se opor a qualquer coisa que a outra pessoa fale, e a encontrar problemas, não importa quão sensata seja a sugestão. Muitas vezes em tal situação, a outra pessoa irá responder "Sim, mas.." (negando o consentimento do "sim") e depois respondendo com uma opinião oposta. "Sim, eu posso ver isto, mas tem um problema com isso." Uma vez que alguém esteja focado num problema, é fácil ter uma "visão do fim do túnel" e esquecer que a razão para examinar um problema é encontrar uma maneira da sugestão dar resultado. Muitas pessoas então, se tornam frustradas porque ficam enroladas discutindo um problema, e não sabem como levar a conversação de volta para a sugestão que eles querem que a outra pessoa considere.

Uma alternativa é repetir o que a pessoa acabou de dizer, porém trocando a palavra "mas" pelo "e". "OK, você pode ver isto, e tem um problema com isso." Isso mantém as duas representações (a sugestão e o problema) conectadas na consciência da pessoa, e o problema pode ser considerado no contexto das possíveis vantagens da sugestão.

Se você já sabe que, provavelmente, a sua sugestão será recebida com uma resposta "Sim, mas", você pode tomar a dianteira e afirmar o contrário do que você quer que a pessoa considere. Alguém que de uma forma constante responde "Sim, mas", normalmente irá se sentir constrangido a inverter isso. No exemplo acima, se a filha (sabendo que a sua mãe é uma "Sim, mas"), diz - "Eu não sei.. ele é feio, mas ele é rico," a mãe provavelmente responderia "Sim, ele é rico, mas ele é feio." Se a mãe não fizer a inversão, a filha sempre pode reforçar com a inversão – e agora, sua posição é tal que pode considerar os dois lados do assunto, e assim ela não pode ser acusada de estar encurralada com apenas um ponto de vista limitado!

Outro uso muito efetivo para o "mas" é como um movimento antecipado com alguém que freqüentemente tende a responder com um "Sim,mas", ou com alguém que você espera que responda deste jeito por causa do conteúdo, do contexto, etc. Visto que eles inconscientemente processam o padrão "sim, mas", eles também irão processar inconscientemente quando você usar este mesmo padrão com eles.

Por exemplo, vamos dizer que você quer fazer uma proposta para o seu chefe, quem você sabe por experiência, tende a encontrar objeções, ou a responder negativamente e rejeitar toda a proposta. "Você provavelmente vai pensar que o que eu vou dizer é completamente estranho, ... mas eu gostaria de lhe oferecer a minha proposta e ver o que você pensa." Se o chefe tende a responder com oposição, ele primeiro terá que discordar com o que precede o "mas" (especialmente se você pausar por um meio segundo antes do "mas"), e isso irá colocá-lo numa atitude de concordância com o que irá dizer depois. Neste momento, o chefe já teve a oportunidade de responder negativamente, e o "mas" tende a empurrar isso para longe e, deste modo, ele, provavelmente, estará mais inclinado a considerar a proposta nos seus aspectos essenciais. Se você estiver com muita certeza de que alguém vai se opor ao que você vai dizer, dando a ele algo para se opor, permite que ele aborde a proposta em si de mente aberta.

Você também pode convidá-lo a encontrar defeitos na sua proposta (que é algo que você sabe que ele irá fazer de qualquer modo). "Você provavelmente pensará que o que eu tenho para lhe dizer é muito louco, .. mas eu gostaria de lhe mostrar a minha proposta e você poderia me apontar os problemas." Se ele provavelmente responde com oposição a qualquer coisa que você propõe, ele provavelmente também irá se opor a sua sugestão de encontrar defeitos na sua proposta e, ao menos, será um pouco menos veemente ao fazer isso. Ao convidá-lo a encontrar defeitos, você terá se aliado com o que ele de qualquer modo irá fazer, e assim não haverá oposição. Ele ainda pode encontrar objeções, mas provavelmente sem a atitude defensiva e critica que existiria da outra maneira.

Depois, quando ele encontrar algo para contestar na proposta e disser "Sim, mas isso (X) é um problema," você pode dizer – "Sim, eu vejo que (X) pode ser um problema, mas se nós pudermos encontrar um meio de lidar com isto, eu penso que a proposta é válida como um todo e que ainda pode ser explorada em mais detalhes por causa .. (do lucro potencial, etc.)" Isso é usar o "Sim, mas" em resposta aos que sempre dizem "Sim, mas" de uma maneira que permita que a discussão seja mantida com proveito. De novo, você estará aliado a seu chefe, e os dois juntos podem refletir sobre a proposta e nos problemas.

Quando alguém diz "Sim (X), mas (Y)," você também pode incluir a toda a resposta "Sim, mas" dele como a parte "sim" da sua réplica "Sim, mas." "Sim, o que você acabou de dizer é importante considerar, mas eu penso que também é válido pensar sobre (Z) (o que você quer que ele considere depois)." Você pode continuar com esse tipo de movimento quantas vezes quiser para manter a discussão indo num caminho proveitoso. Uma vez que muitas pessoas têm grandes dificuldades de seguirem conscientemente mesmo um movimento igual a esse, isso pode ser particularmente efetivo para você conseguir que a pessoa continue prestando atenção ao que você pensa que é importante, e para continuar considerando e discutindo isso.

Esses meios são muito úteis para manter uma discussão no caminho certo e para não ser surpreendido com as respostas habituais e defensivas das pessoas. Porém, todos esses movimentos, não interessam quão bem feitos forem, não irão salvar uma proposta malfeita, não importa quão inteligente você seja.

Steve Andreas, com sua esposa Connirae, tem estudado, ensinado e desenvolvido padrões na PNL desde 1977. Steve é o autor de inúmeros artigos e livros sobre PNL, incluindo Heart of the Mind (em português, A Essência da Mente, Summus), e tem produzido e gravado muitos vídeo tapes de demonstrações de PNL para mudanças pessoais.

Publicado no site: www.steveandreas.com

Terapia da Linha do Tempo

A Terapia da Linha do Tempo (TLT) desenvolvida por Tad James PhD, é considerada uma das mais poderosas terapias hipnóticas pós-modernas utilizando as atuais pesquisas sobre a tecnologia mental. Integra a abordagem hipnótica ericksoniana, os conceitos de Linha do Tempo trazidos por William James e por Richard Bandler e John Grinder com a perspectiva temporal das emoções de Leslie Bandler. Utiliza a linguagem e o acesso ao inconsciente desenvolvidos pelo criador da moderna hipnose clínica e terapia estratégica, Milton Erickson, MD. Mais recentemente incorporou o modelo de solução criativa na terapia de Ernest L. Rossi, as interpretações quânticas e a fisiologia das emoções. Distingue-se por utilizar o conceito inédito de Causa-Raiz, o que permite à Terapia da Linha do Tempo o tratamento de grande quantidade de problemas em um curto espaço de tempo.

O processo da Terapia da Linha do Tempo permite que você trabalhe no nível inconsciente e reestruture o efeito das experiências negativas do passado, rapidamente mude crenças, decisões e “programações” inadequadas.

Principais Técnicas

Os processos terapêuticos da Terapia da Linha do Tempo® se desenvolvem em torno de sete técnicas e procedimentos principais para:

Identificar a linha do tempo. A linha do tempo é uma representação da organização espacial do tempo de uma pessoa indicando características do modo como ela se organiza e se adapta em relação ao seu meio externo. É ainda uma metáfora sobre como ela vê e sente certos aspectos de sua vida emocional. Na TLT é a via de acesso à representação dos eventos significativos do cliente.

Identificar a causa-raiz de um problema. Um dos pressupostos da TLT é que cada problema pode ser concebido como tendo se originado num evento particular denominado causa-raiz. A causa-raiz é caracterizada como o primeiro e mais antigo de todos os eventos relacionados com o problema e que estabeleceu o ”palco primário” aonde o problema mais tarde veio a se desenrolar. A causa-raiz não é uma experiência traumática, não é consciente e comumente não é lembrada durante a terapia. Os procedimentos da TLT permitem sua identificação.

Dissipar emoções. A reestruturação e limpeza emocional das causas-raizes de emoções como tristeza, raiva, medo, culpa e outras dissipa o acúmulo dessas emoções na estrutura psíquica e orgânica. A limpeza de cada causa-raiz elimina de uma só vez todas as emoções de mesma natureza das memórias do cliente.

Neutralizar crenças e decisões limitantes. Pode-se conceber que as dificuldades pessoais, comportamentos disfuncionais e atitudes limitantes se apóiam em decisões e crenças empobrecedoras e geralmente inconscientes. A técnica permite o acesso direto aos pontos de origem destas crenças e decisões e a sua imediata “desconstrução”.

Mudar a linha do tempo. Inúmeros estados pessoais desconfortáveis, condutas ineficazes e limitações advêm dos “desenhos” das linhas do tempo. Alterações nas linhas do tempo produzem mudanças profundas na maneira de sentir e reagir à própria história e na maneira de lidar com o contexto externo da vida. É uma das principais técnicas para o tratamento de dependência química e fortalecimento da capacidade de administração do tempo pessoal.

Depurar e realinhar valores. A estrutura motivacional de uma pessoa, sua eficácia e sua fluidez na vida, assim como sua capacidade de alcançar sonhos e objetivos, dependem diretamente de sua estrutura de valores. A TLT atua com uma metodologia específica destinada a eliminar bloqueios internos de cada valor e promover o alinhamento do conjunto de valores que rege cada área da vida de um cliente. O resultado é o aumento significativo da harmonia e equilíbrio de vida e a maior capacidade de realizar projetos pessoais.

Instalar eventos no futuro. Técnica que permite que objetivos e metas, sejam terapêuticos sejam de qualquer área da vida do cliente, sejam internalizados diretamente na estrutura inconsciente que gerencia as ações futuras. Em conseqüência e em contraste com métodos tradicionais que requerem contínuas repetições e reforços, esta técnica da TLT é usualmente realizada uma só vez para produzir os mesmos efeitos ou geralmente efeitos mais significativos no alcance de objetivos do cliente.

Para informações mais detalhadas sobre a TLT veja www.terapiadalinhadotempo.net

O Processo de Transformação Essencial e a Crítica

A pergunta "O que critico em mim e nos outros ?" pode revelar partes importantes com as quais trabalhar. Coisas que criticamos em nós mesmos e nos outros podem indicar partes que têm algo a nos oferecer através do processo. Com frequência, o que mais criticamos nos outros é tambem, inconscientemente, o que mais criticamos em nós mesmos.
...
Já falamos dos três aspectos principais do trabalho com as partes interiores que têm atitudes críticas: 1) nossa partes interiores que criticam - seja a nós mesmos ou aos outros; 2) nossas partes interiores que reagem inadequadamente quando outras pessoas fazem coisas que criticamos; e 3) nossas partes interiores que são semelhantes àquelas que criticamos nos outros.

Quando aceitamos cada uma dessas partes de nós, tornamo-nos mais capazes de aceitar os comportamentos e reações de outras pessoas. À medida que nos tornamos menos críticos e resistentes, somos capazes de observar e identificar em nós mesmos e nos outros comportamentos como arrogância, ciúme, covardia, nervosismo, competitividade, frivolidade, preguiça e necessidade de controlar ou ser o centro das atenções. Isso não significa que gostemos desses comportamentos, e sim que deixamos de julgá-los errados ou negativos e não ficamos mais irritados com eles. Podemos observá-los com neutralidade e compaixão.
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O Processo de Transformação Essencial nos oferece uma maneira de recuperar tendências negativas ..., de uma maneira que, paradoxalmente, amplia nossa capacidade de amar e sentir compaixão.
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Num certo ponto do processo, mesmo as vontades mais negativas e ruins sempre acabam se tornando positivas.
...
Quando fazemos o Processo de Transformação Essencial, ... o processo nos leva simplesmente a curar o que está diante de nós.

Bibliografia :
Transformação Essencial - Atingindo a nascente interior
Andreas, Connirae
Andreas, Tamara
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 181, 182, 187 e 189

Robert Dilts diz que o poder criador verdadeiro envolve a capacidade do grupo em lidar com incertezas, complexidades e perspectivas que, muitas vezes, são conflitantes.

“Para que isso ocorra os membros do grupo de trabalho devem ter a mente aberta e conectar-se intimamente uns com os outros, gerando um ´campo´ de relação no qual idéias e performances excepcionalmente boas podem aparecer”, diz.
Robert Dilts é autor, trainer e consultor na área da Programação Neuro-Linguística desde sua criação em 1975. Além de liderar as aplicações da PNL à educação, criatividade, saúde e liderança, suas contribuições pessoais na área da PNL incluem grande parte do trabalho fundamental nas técnicas de PNL de Estratégias e Sistemas de Crenças, o desenvolvimento do que se tornou conhecido como ‘PNL Sistêmica’. Nos últimos anos Dilts tem sido um dos criadores-chave da terceira geração da PNL concluindo que a sabedoria necessária para mudança já está no sistema e pode ser descoberta e liberada pela criação do contexto apropriado.

“O poder criador é aquele que gera algo inovador, novo e transformador. Um grupo criador é um em que o todo é maior do que a soma das partes, pois ele é baseado em princípios de vencer ou vencer de modo que o crescimento dos indivíduos e o crescimento do grupo contribuem entre si, ou seja, o que beneficia um indivíduo também beneficia o grupo e vice e versa”
Frase de Robert Dilts que é autor, trainer e consultor na área da Programação Neuro-Linguística desde sua criação em 1975. Além de liderar as aplicações da PNL à educação, criatividade, saúde e liderança, suas contribuições pessoais na área da PNL incluem grande parte do trabalho fundamental nas técnicas de PNL de Estratégias e Sistemas de Crenças, o desenvolvimento do que se tornou conhecido como ‘PNL Sistêmica’. Nos últimos anos Dilts tem sido um dos criadores-chave da terceira geração da PNL concluindo que a sabedoria necessária para mudança já está no sistema e pode ser descoberta e liberada pela criação do contexto apropriado.

O Dicionário Webster´s define valores como "princípios, qualidades ou entidades intrinsecamente valiosos ou desejáveis." Serviço, lucros, resultados, saúde, qualidade, e segurança são exemplos de valores comuns, que podem ser mantidos por um indivíduo ou por um grupo. Devido ao fato de que eles são associados com dignidade, sentido e desejo, os valores são a fonte primeira de motivação na vida das pessoas. Valores compartilhados são considerados o fundamento da ética, da comunidade e da cultura. Quando os valores das pessoas são alcançados ou correspondidos, elas têm uma sensação de satisfação, harmonia, ou rapport. Quando seus valores não são alcançados ou correspondidos, as pessoas geralmente sentem-se insatisfeitas, incongruentes ou violadas.

Pelo modelo dos Níveis Neurológicos, os valores operam juntamente com as crenças, para dar significado e motivação às nossas vidas. Eles se referem ao porque nós pensamos o que pensamos e fazemos o que fazemos. Os valores e as crenças dão suporte à identidade e à missão de um indivíduo ou organização, e oferecem o reforço (motivação e permissão) que promove ou inibe as capacidades e comportamentos em particular. Uma determinada identidade ou papel, por exemplo, são associados a diversos valores e crenças essenciais. Estes, por sua vez, são apoiados por uma série de habilidades e capacidades necessárias para manifestar determinados valores e crenças como ações, num determinado ambiente ou contexto.

Nos grupos, organizações e sistemas sociais, os valores formam um tipo de moldura imaterial que contorna toda a interação das pessoas dentro de um sistema. Os valores, e as crenças a eles relacionadas, determinam a maneira como os eventos e as comunicações são interpretados e recebem significado. Portanto, eles são a chave para a motivação e a cultura. Os valores compartilhados e as crenças são a "cola" que une e mantém efetiva qualquer organização, comunidade ou equipe.

Robert B. Dilts

O Objetivo da Transformação Essencial

Normalmente, acredita-se que para resolver um problema basta compreendê-lo inteiramente. Entretanto, muitas vezes, chegamos a compreeder o problema e ainda assim ele continua existindo. O objetivo da Transformação Essencia não é compreeder os nossos problemas, e sim ir a um lugar dentro de nós onde nossos problemas serão transformados.
Bibliografia :
Transformação Essencial - Atingindo a nascente interior
Andreas, Connirae
Andreas, Tamara
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 18

"Aprender o metamodelo é em essência aprender a ouvir e identificar os padrões de linguagem das pessoas. ... O metamodelo provavelmente é uma das coisas mais importantes para um comunicador profissional aprender, pois é um modo de recolher, das pessoas com quem se trabalha, informação de alta qualidade, não importa em que campo de atuação."

Richard Bandler

PNL: A Ciência da Excelência... A Arte da Mudança
James Lawley e Penny Tompkins

A PNL tem certas máximas, duas das quais são:

"Se você sempre faz a mesma coisa, vai obter sempre o mesmo resultado!"
"Se o que você está fazendo não está dando certo – faça algo diferente."

"Sim, mas como"? você poderia perguntar.

Ao contrário de outras abordagens que dizem O QUE você precisa fazer, a PNL é a tecnologia do COMO. Ela diz e mostra COMO alcançar o que você quer e COMO se tornar aquela pessoa que alcança as metas que você quer. Desta maneira você poderá ter agora o sucesso pessoal que tanto quer!

Com a PNL nós podemos escolher o que queremos mudar, e como queremos fazer essa mudança.
...

Extraído de Parte do Artigo em :
http://www.cleanlanguage.co.uk/articles/articles/110/1/What-is-NLP/Page1.html

Coaching no nível de identidade
Robert Dilts e Deborah Bacon

A raça humana está claramente num período muito desafiador. Problemas como terrorismo e o aquecimento global mostram que estamos nos tornando, cada vez mais, desconectados de nós mesmos, dos outros e do mundo a nossa volta. Nós entramos num tal estado de desconexão coletivo que isso ocasionou uma crise que está acordando as pessoas. As pessoas estão ficando cada vez mais maduras para a mudança e a transformação. Um número cada vez maior de pessoas está se perguntando o que realmente importa na vida e reavaliando a direção da sua vida. Esse despertar conduziu para uma necessidade crescente para o coaching no nível de identidade.

Todos os processos de coaching foram organizados em torno do movimento do estado atual para o estado desejado. No caso do coaching no nível de identidade, o estado desejado é estar profundamente conectado com nós mesmos e viver centrados, presentes e plenamente. Essas qualidades indispensáveis que nós descobrimos são a "diferença que faz a diferença" quando modelamos pessoas bem-sucedidas e criativas. Como disse a famosa dançarina Martha Graham:

Existe uma força vital, uma força viva, uma aceleração [da energia] que transforma você em ação, e como só existe um como você, essa expressão é única. Se você a bloquear, ela não existirá através de outro meio e será perdida. O mundo não a terá. Não é você que irá determinar quão benéfica ela é; nem como ela se compara com outras expressões. O que você deve fazer é conservar o canal aberto.

Segundo essa perspectiva, a evolução, a transformação e a satisfação na vida vem através da "manutenção do canal aberto."

O nosso objetivo mais profundo no nível de identidade é responder, continuamente, a pergunta "Quem sou eu?" Nós respondemos essa pergunta, em qualquer momento, pelo modo como reagimos na vida. Quando estamos centrados, presentes no nosso corpo e conectados com nós mesmos e com o mundo a nossa volta, nós ficamos naturalmente em contato com o significado e o propósito da nossa vida.

O principal dilema em nossas vidas, que trabalha contra a nossa auto-evolução e satisfação natural, é que nós nos desconectamos de nós mesmos a fim de nos proteger. Por causa disso, nós perdemos contacto com as nossas necessidades verdadeiras e nos refugiamos em atividades e comportamentos que nos mantém desconectados. Nós nos tornamos reativos ou retraídos e começamos a "fechar o nosso canal." Nós nos afastamos daquilo que temos medo em vez de ficar em contato com aquilo que queremos fazer e ser na vida. Isso conduz a várias dinâmicas que nos induzem a "fechar o nosso canal" e a viver com menos do que a nossa plenitude. Essas dinâmicas, que muitas vezes são inconscientes, incluem:

Agarrar-se a um "self idealizado" (o que achamos que devemos ser para sermos amados e ganhar aprovação).

Identificação com pensamentos, crenças e histórias que limitam a expressão da nossa verdadeira identidade.

Falta de conhecimento de como se relacionar com sentimentos difíceis (frustração, medo, raiva, incerteza, etc.) que aparecem como reação natural na vida.

O propósito fundamental do coaching no nível de identidade é ajudar as pessoas a reconhecerem quando o seu "canal está aberto," quando está "fechado" e o que elas podem fazer para abri-lo de novo. Isso implica em aprender a reconhecer as maneiras como nos desconectamos de nós mesmos e descobrir o que nos permite a volta para "casa." Um resultado importante do coaching no nível de identidade é capacitar a pessoa a expandir e aprofundar a sua compreensão de quem ela é e a reagir às oportunidades e aos desafios apresentados pela vida num local com crescente presença, pleno de recursos e autêntico – mesmo durante as horas de crises e de desafios. A partir da perspectiva do coaching de identidade, é importante para nós enxergarmos as nossas vidas como a ‘jornada do herói’ e perceber o chamado para a ação presente nos eventos e nos desafios que encaramos. De fato, muitas vezes, é através das crises na nossa vida que nós adquirimos uma maior plenitude e que somos capazes de descobrir as nossas expressões únicas na vida.

Num nível mais profundo, os seres humanos compartilham os mesmos medos fundamentais como o medo do sofrimento ou da dor, o medo do abandono ou da asfixia, o medo da não existência, etc. A maneira como estes medos são representados podem variar de uma cultura para outra e alterar a sua importância dependendo das circunstâncias da vida. Porém a nossa reação ao medo, geralmente, é nos desconectar da nossa vulnerabilidade e viver das estratégias de sobrevivência que nos separam da nossa rica vida interior e do fértil solo da nossa existência.

O processo do coaching no nível de identidade ajuda as pessoas a identificar esses medos básicos na forma do que pode ser chamado de "demônios" ou de "assombrações" – sentimentos e partes de nós mesmos das quais ficamos desconectados e que não queremos enfrentar. O processo, neste caso, auxilia as pessoas a descobrirem os recursos necessários para mudarem a sua relação com esses medos, a reabrirem o "canal" e a viverem com conexão, fé e confiança mais profundas.

Desafios de identidade aparecem, freqüentemente, durante os momentos de transição. Já foi mencionado que as coisas estão sempre mudando mas não necessariamente progredindo. Embora não possamos nem prevenir nem controlar a transição e a transformação na nossa vida, podemos aprender a acompanhar esses movimentos naturais e a participar deles mais conscientemente, em vez de sermos carregados inconscientemente pelo rio das mudanças. Um dos objetivos do coaching no nível de identidade é ajudar as pessoas a incorporar habilidades e princípios práticos com os quais possa administrar as transições da vida com um bem-estar maior, mais disposição e desenvoltura.

Quando estamos centrados em quem somos na verdade, nós vivemos intimamente conectados a nós mesmos e aos outros. Reencontrar e sustentar essa conexão é o elemento essencial para a cura do nosso mundo. É dessa maneira que o coaching no nível de identidade contribui para transformar a nossa realidade coletiva.

O artigo original está disponível no site de Robert Dilts Coaching at the Identity Level ( http://nlpu.com/Identity_Coaching_Article.htm) .

Extraído de http://www.golfinho.com.br

CRENÇAS
Por Neuza Santos

Sempre pensamos em crenças no sentido de credos ou doutrinas; e muitas crenças o são. Mas, no sentido básico, uma crença é qualquer princípio orientador, como, máximas, fé ou paixão que podem proporcionar significado e direção na vida. Estímulos ilimitados estão disponíveis para nós. Crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para nossas percepções do mundo. São como bases de comandos do cérebro. Quando acreditamos com convicção que alguma coisa é verdadeira, é como se mandássemos um comando para o cérebro, de como representar o que está ocorrendo. (Anthony Robbins)

Crenças são as regras pelas quais vivemos. Formam nossos modelos mentais. Nem sempre são fatos ou verdades. Nós, seres humanos, temos crenças sobre os outros, sobre nós mesmos, sobre os nossos relacionamentos, sobre o que somos capazes de fazer, sobre o que é possível, sobre o que achamos que é impossível. O problema está em que, às vezes, tratamos algumas crenças (sobre relacionamentos, capacidades e possibilidades) como se fossem leis e verdades absolutas e imutáveis e não é bem assim.

As crenças formam nosso mundo social e agem como profecias auto-realizáveis. É claro que algumas coisas não são influenciadas por nossas crenças. Um exemplo típico disso são as leis da natureza, imutáveis, como a gravidade. Não importa se acreditamos nela ou não. Nada a mudará. Em geral, comportamo-nos do mesmo modo. Nossas ações refletem o que absolutamente acreditamos, como se nossas crenças fossem fixas e imutáveis.

Crenças são oriundas da nossa educação, da cultura, do ambiente em que vivemos, do exemplo de pessoas que são importantes para nós, das experiências e traumas do passado e de experiências repetidas. É bom lembrar que as crenças criam resultados que podem ser excelentes e estimulantes ou desastrosos e danosos.

Algumas crenças limitam nossa visão. Lembram-se da parábola de Platão sobre “a alegoria da caverna”? Ele conta que havia um grupo de pessoas que habitavam uma caverna subterrânea acorrentadas pelo pescoço e pelos pés e que viviam de costas para a entrada da caverna, de modo que, tudo que viam na parede dentro da caverna, era a sombra projetada do que acontecia no mundo exterior à caverna. Um dia, um daqueles habitantes consegue se libertar daquela prisão, sai da caverna para o mundo exterior e conhece “uma outra realidade” e logo volta para contar aos outros que o que eles vêem não passa de sombras trêmulas e são limitações da realidade. Ninguém consegue acreditar nele e argumentam que, o que vêem, é tudo o que existe. Acham que ele ficou louco e acabam matando-o.

Pessoas matam e morrem por suas crenças. A vida de “pessoas especiais” se edifica sobre suas crenças. Crenças negativas não se baseiam na experiência e sim naquilo que “adotamos como nossas verdades”. Elas funcionam como permissão ou obstáculo. Sejam quais forem as circunstâncias, o sucesso ou o fracasso das pessoas se mede por suas convicções e crenças. O que obtemos na vida depende exclusivamente de nossas “estratégias mentais”. Existem estratégias mentais positivas que nos trazem felicidade, sucesso e abundância e as estratégias mentais negativas que nos causam infelicidade, escassez, doenças e morte.

Mas as crenças podem mudar, podemos escolher novas crenças, deixando de lado as que nos limitam. Crenças positivas funcionam como autorização para explorar um mundo novo e cheio de possibilidades. Precisamos decidir que crenças valem a pena manter para o nosso crescimento, felicidade, saúde física e emocional.

Portanto, agora, a única pergunta que você pode fazer a si mesmo é: o que eu desejo para a minha vida? Em seguida mudar suas “estratégias mentais” para obter aquilo que deseja. O subconsciente é a parte da mente que abriga suas convicções e crenças e decide tudo o que você obtém. Entende, agora, porquê você pensa do jeito que pensa? Então agora você percebe a importância da reprogramação de algumas de suas convicções e crenças? Para que a “nova programação” se instale em nosso subconsciente, precisamos conhecer a estrutura de funcionamento do nosso cérebro para só então, aprendermos a destravar nossos “poderes especiais”, livrando-nos dos nossos cadeados mentais.

Extraído de http://www.universodamente.com.br/ler_artigos.php?id_ler=3

O Despertar :

Dilts relembra que a definição de “despertar” é tanto “sair do sono” quanto “deixar um estado de letargia, indiferença, e tornar-se totalmente consciente e desperto”.

“Qualquer crescimento ou transformação em nossas vidas são acompanhados de um despertar, pois é como se acordássemos de um estupor imposto por outros ou por nós mesmos”, diz.

“O ato de despertar é constantemente associado à idéia de expansão cognitiva ou mental, mas também está relacionado ao coração e emoções das pessoas. Despertar, no entanto, freqüentemente tem a ver com nos reconectarmos com nossas emoções e motivações nos níveis mais profundos, o que gera transformações em nossas vidas pessoais e profissionais”, pontua Dilts.

Frases de Robert Dilts que é autor, trainer e consultor na área da Programação Neuro-Linguística desde sua criação em 1975. Além de liderar as aplicações da PNL à educação, criatividade, saúde e liderança, suas contribuições pessoais na área da PNL incluem grande parte do trabalho fundamental nas técnicas de PNL de Estratégias e Sistemas de Crenças, o desenvolvimento do que se tornou conhecido como ‘PNL Sistêmica’. Nos últimos anos Dilts tem sido um dos criadores-chave da terceira geração da PNL concluindo que a sabedoria necessária para mudança já está no sistema e pode ser descoberta e liberada pela criação do contexto apropriado.

Crenças: Generalizações arraigadas sobre (1) a causa, (2) o significado, (3) os limites (a) do mundo à nossa volta, (b) do nosso comportamento, (c) das nossas capacidades e (d) das nossas identidades. As crenças funcionam em diferentes níveis que concretizam a realidade e servem para guiar e interpretar nossas percepções da realidade, muitas vezes conectando-as a nosso sistema de critérios ou valores. As crenças são notoriamente difíceis de mudar através das regras da lógica ou do pensamento racional.
Bibliografia :
Hora de Mudar
Bandler, Richard
Rocco
2003
Pág. 172

A PNL nos mostra que não é possível mudar o passado, mas é possível mudar a forma como arquivamos este passado, a representação interna que guardamos dele. Na verdade, é só isso que conta, uma vez que nós, seres humanos, não reagimos às coisas em si, mas sim às representações que temos delas (as imagens que temos delas, os sons, sabores, odores, sensações, etc.). E este é um processo pessoal, sobre o qual podemos aprender a ter controle.
Nelly Beatriz M. P. Penteado

Hierarquias de Critérios
Por Robert Dilts

"Critério" refere-se aos valores ou padrões que uma pessoa utiliza para tomar decisões e julgamentos. O termo veio da palavra grega ‘krites’, que significa "juiz." Nosso critério define e exprime os tipos de estados desejados que nós buscaremos, e determina as evidências que utilizaremos para avaliar nosso sucesso e progresso nestes estados desejados. Por exemplo, aplicar o critério de "estabilidade" de um produto, organização ou família, levará provavelmente a certos julgamentos e conclusões, Aplicar o critério de "habilidade para adaptar" pode levar a diferentes julgamentos e conclusões sobre o mesmo produto, organização ou família.

Os critérios são sempre associados a "valores," mas eles não são sinônimos. Os critérios podem ser aplicados a quaisquer números de diferentes níveis de experiência. Podemos ter critérios ambientais, comportamentais e intelectuais assim como critérios baseados em emoções. Os valores, por outro lado, estão no mesmo nível lógico que as crenças. A partir desta perspectiva, os valores são similares ao chamado "critério principal" na PNL. De fato, as pessoas podem compartilhar valores similares (como "sucesso," "harmonia," e "respeito") mas elas têm muitas formas diferentes de indicação desses valores julgando se estes critérios são atendidos ou violados. Esta pode ser a fonte de cada conflito ou criatividade.

Reconhecer que as pessoas possuem diferentes critérios é essencial para resolver conflitos e gerenciar diversidades. O contato cultural, a fusão entre organizações e transições na vida de uma pessoa sempre traz à baila problemas relacionados aos critérios, hierarquias de critérios e equivalências de critérios.

É importante entender os critérios das pessoas para se obter uma mediação, negociação e comunicação bem-sucedidas. Os critérios também desempenham papel importante na persuasão e na motivação. A identificação e a utilização de critérios são os elementos-chave em muitas técnicas e processos de PNL. É a base para a técnica de Hierarquia de Critério, uma quantidade de Presdigitação lingüística é parte importante de quase todas as soluções de conflitos.

Estabelecer critérios para alcançar metas e avaliar o progresso, é um aspecto essencial de planejamento e de tomada de decisão. " equivalências de critérios " é o termo utilizado na PNL para descrever evidências específicas e observáveis que definem se um critério particular foi atendido ou não. As pessoas sempre diferem nos sistemas representacionais, nível de detalhes e posições perceptivas que utilizam para avaliar seu sucesso para atender seus critérios.

Hierarquias de Critérios
A Hierarquia de Critérios de uma pessoa é essencialmente a ordem de prioridades que a pessoa aplica para agir no mundo. As Hierarquias de critérios estão relacionadas ao grau de importância ou ao significado ao qual as pessoas atribuem a várias ações e experiências. Um exemplo de uma 'hierarquia de critério' seria uma pessoa que valoriza a 'saúde' mais do que o 'sucesso financeiro'. Tal pessoa tenderia a colocar sua saúde "em primeiro lugar." Esta pessoa provavelmente estruturaria sua vida mais em torno de atividades físicas do que de oportunidades profissionais. Uma pessoa cuja hierarquia de critérios coloque ”sucesso financeiro” acima da saúde tem um estilo de vida diferente. Tal pessoa poderá sacrificar a saúde e o bem-estar físico a fim de progredir monetariamente.

Um dos principais caminhos para evocar as hieraquias de critérios de uma pessoa é através do processo de se encontrar o que é conhecido como “exemplos contrários”. Exemplos contrários são, em essência, 'exceções à regra'. As seguintes questões utilizam o processo de encontrar exemplos que revelem a hierarquia de critérios de uma pessoa:

1. O que você poderia fazer, mas não faz? Por quê? - "Eu não entraria a um toalete que estivesse marcado com o sinal do sexo oposto, porque é contra as regras." Critério = 'Siga as Regras'.

2. O que poderia fazê-lo agir assim de alguma forma ? (Exemplo contrário) - "Eu entraria em um toalete marcado como sinal do sexo oposto se não houvesse outras escolhas, e eu realmente iria a contragosto." Critério mais alto = 'Conveniência em uma crise'.

Como o exemplo ilustra, a identificação dos exemplos contrarios podem ajudar a revelar o critério de ‘nível mais alto’ o qual sobrepuja outros níveis. Para entender sua própria hierarquia de critérios explorando os exemplos contrários, responda as seguintes questões:

1. O que o motivaria a tentar algo novo?
2. O que o faria interromper algo, mesmo se você estivesse satisfeito com a resposta da questão 1 ? (Exemplo contrário A)
3. O que o faria recomeçar algo, mesmo se você tivesse parado pelas razões identificadas na questão 2 ? (Exemplo contrário B)
4. O que o faria parar de fazer isto outra vez ? (Exemplo contrário C)

Conforme você reflete sobre suas respostas, observe qual critério surgiu, e em qual ordem de prioridade. Talvez você fizesse algo que sentisse que seria “criativo” , “excitante” ou ”divertido”. Estes seriam seus “critérios” de primeiro nível. Você poderá parar de fazer algo que fosse criativo, excitante e divertido, se você sentisse que estivesse sendo "irresponsável" com sua família (Exemplo contrário A). Neste caso, o critério de "responsabilidade" sobrepujaria a "criatividade" ou o "divertimento". Você poderá, entretanto, fazer algo que achasse que é "irresponsável" de alguma forma se você julgasse "necessário para seu crescimento como pessoa" (Exemplo contrário B). "Crescimento" seria então maior em sua 'hierarquia de critérios' do que a "responsabilidade" ou "divertimento". Aprofundando, você poderá achar que poderia parar de fazer algo que fosse "necessário para seu crescimento como pessoa" se você acreditasse que "arriscar sua segurança e a de sua família" (Exemplo contrário C). Desta maneira, "segurança" estaria em lugar mais alto em sua “escala” de critérios do que os outros.

Conseqüentemente, outra maneira de identificar exemplos contrários (e portanto hierarquias de critérios) é perguntar:
1. O que o motivaria a tentar algo novo?
- "Se fosse seguro e fácil"
2. O que o motivaria a tentar algo novo, mesmo que tal coisa não satisfizesse sua resposta à questão, 1? (i.e., Se não fosse seguro nem fácil.)
- "Se eu pudesse aprender muito fazendo isto."

As Hierarquias de critérios são uma das principais fontes de diferenças entre as pessoas, grupos e culturas. Hierarquias similares de critérios, por outro lado, são as bases para a compatibilidade entre grupos e indivíduos. As Hierarquias de critérios são um aspecto-chave da motivação e do marketing. Considere, por exemplo, o seguinte exemplo hipotético do uso do processo para encontrar exemplos-chave para identificar a hierarquia de critério para compra de cerveja :

P: Que tipo de cerveja você geralmente compra?
R: Bem, eu geralmente compro cerveja XYZ.
P: Por quê a cerveja XYZ ?
R: É o tipo de cerveja que eu sempre compro. Acho que estou habituado a ela (Critério 1 = Familiaridade)
P: Sim, é importante estar familiarizado com o que você está comprando não é? Você já comprou outro tipo de cerveja? (Identifique exemplo contrário)
R: Sim. Algumas vezes.
P: O que fez você decidir por comprá-la embora você não estivesse habituado a ela? (Deduz critérios de nível mais alto relacionados ao exemplo contrário)
R: Estava em oferta. Um bom desconto de seu preço normal. (Critério 2 = Poupar dinheiro)
P: Poupar dinheiro pode certamente ajudar algumas vezes. Eu me pergunto, você já comprou uma cerveja com a qual você não estivesse habituado a comprar que não estivesse em oferta? (Identifique o próximo exemplo contrário)
R: Sim. Eu comprei para alguns amigos que me ajudaram a me mudar para a casa nova. (Critério 3 = Demonstra estima pelos outros)
P: É difícil encontrar bons amigos. É bom mostrar-lhes quanto você gosta deles. Há alguma coisa que motivasse você a comprar uma cerveja com a qual você não estivesse familiarizado e que fosse cara embora você não precisasse pagar um favor a alguém? (Identifique o próximo exemplo contrário)
R: É claro, comprei as cervejas mais caras quando saía com os amigos do trabalho. Não sou muquirana. (Critério 4 = Impressionar os outros)
P: Sim, eu acho que existem certas situações onde o tipo de cerveja que você compra podem demonstrar suas prioridades. Estou de fato curioso em saber se há alguma coisa que pudesse levá-lo a comprar um tipo de cerveja mais cara com a qual você não estivesse familiarizado se você não devesse favor a ninguém ou se não houvesse ninguém para demonstrar uma afirmação. (Identifique o próximo exemplo contrário)
R: Suponho que eu pudesse realmente querer recompensar a mim mesmo por ter realizado algo difícil. (Critério 5 = Apreciar a si próprio)

Considerando que esta pessoa seja representante de uma grande parte da população de compradores potenciais de cerveja, o entrevistador descobriu então uma hierarquia particular de critérios que podem ser invocados a fim de vender um tipo não popular e mais caro de cerveja a pessoas que normalmente não podem comprá-lo.

Este processo de elaboração de hierarquias de critérios pela identificação de exemplos contrários também pode ajudar no processo da persuasão efetiva. Ouvindo pessoas que respondam estes tipos de questões você pode ajudá-las a modificar maneiras habituais de pensar e você poderá aprender sobre a determinação de seus valores.

Esta informação pode ser utilizada para se conhecer fronteiras que são sempre consideradas como certas. Por exemplo, este método de questionamento foi ensinado uma vez a um grupo de homens que eram de fato tímidos para sair com mulheres porque eles achavam que não tinham nada para oferecer a uma mulher. Eles foram instruídos a sair e entrevistar mulheres e aprender a identificar valores nas mulheres que os ajudou a perceber que eles tinham muitas escolhas socialmente. A seguir um exemplo de tal entrevista:

Homen: Com que tipo de homem você gosta mais de sair?
Mulher: Alguém que seja rico e bonito, naturalmente.
H: Você já saiu com alguém que não fosse particularmente rico ou bonito?
M: Sim. Eu conheci um rapaz que era realmente espirituoso. Ele conseguia me fazer rir de qualquer coisa.
H: As pessoas com as quais você sai são todas ricas e bonitas ou espirituosas, ou você já considerou sair com outros tipos de pessoas?
M: Certamente. Eu saí com esta pessoa que era muito inteligente. Ele parecia saber um pouco de tudo.
H: O que a fez sair com alguém que não fosse rico, bonito ou espirituoso, e quem particularmente não a impressionou pela inteligência?
M: Eu realmente gostava de um rapaz que não tinha nenhuma destas qualidades mas ele simplesmente parecia saber a direção de sua vida tomaria e tinha a determinação pra chegar lá.
H: Você já saiu com alguém que não tivesse dinheiro, boa aparência, humor, inteligência ou determinação?
M: Não. Não que eu me lembre.
H: Você lembra de alguma coisa que a tivesse motivado?
M: Bem, se eles fizessem algo ou se estivessem envolvidos em algo que fosse único ou excitante, eu me interessaria.
H: Algo mais?
M: Se eles realmente se importassem comigo e me ajudassem a entrar em contato comigo como uma pessoa... ou trouxessem para fora algo especial de dentro de mim.
H: Como você sabe que a pessoa se importa com você?...

Este diálogo mostra como algumas perguntas simples podem ser utilizadas para ir de níveis superficiais de crenças a níveis mais profundos e valores que possam estender as escolhas e a flexibilidade de uma pessoa.

Reconhecer que as pessoas têm diferentes critérios (e diferentes hierarquias de critérios) é essencial para resolver conflitos e administrar diversidades. O contato com outras culturas, fusões entre a organização e transições na vida de uma pessoa sempre traz debates relacionados ao critério, hierarquia de critérios, e equivalência de critérios. Algumas pessoas e culturas valorizam a 'realização de tarefas' mais do que a ‘preservação dos relacionamentos'. Outros têm exatamente um conjunto oposto de prioridades.

Ter algumas ferramentas e estratégias para poder identificar e direcionar diferentes hierarquias de critérios pode ser importante para o sucesso de gerentes, professores, instrutores e terapeutas.

Bibliografias :
Beliefs: Pathways to Health and Well-Being; Dilts, R., Hallbom, T. and Smith, S., 1990.
Changing Belief Systems with NLP; Dilts, R., 1990.
Overcoming Resistance to Persuasion with NLP; Dilts, R., and Yeager, J., 1992.
Visionary Leadership Skills; Dilts, R., 1996.
Tradução : Eliana Bars
Extraído de => http://www.portalcmc.com.br/artitrad01.htm

O Padrão do Perdão
Connirae e Steve Andreas

Este padrão foi desenvolvido por Connirae e Steve Andreas, juntamente com os participantes de um seminário intensivo de seis dias, realizado em Março de 1990. Ele é útil para qualquer pessoa que esteja com raiva ou ressentida, principalmente se for uma situação duradoura e se o indivíduo que praticou a ofensa já tenha falecido ou se retirado da vida da pessoa. O esquema desse padrão pressupõe considerável treinamento em PNL, particularmente em submodalidades e mudança (e alinhamento) de posições perceptivas.

Significado Geral. O objetivo deste padrão é trazer paz e solução à pessoa que está sentindo raiva ou ressentimento. Perdoar os outros (ou a si próprio) não significa aceitar o comportamento que nos prejudicou (ou prejudicou a outros), nem a renúncia aos valores que foram violados. Uma parte importante do padrão consiste em reafirmar seus próprios valores e critérios e usá-los para desenvolver maneiras de lidar com eles, com recursos. A solução e integração trazidas pelo perdão tornará mais fácil a tomada de atitude para manter seus valores e padrões no futuro.

Ressentimento/Raiva. Identifique a pessoa e o incidente que o faz permanecer com raiva ou ressentido, em relação aos quais você gostaria de chegar a um sentimento de perdão e solução. Verifique de que maneira você pensa sobre essa pessoa ou incidente agora. (Calibre as respostas não verbais do cliente).

Perdão. Identifique uma experiência de perdão que você teve no passado. Existem duas escolhas principais para esta experiência de recursos: a) Uma vez você ficou ressentido com alguém, mas quando pensa nessa pessoa agora, tem um sentimento de perdão e compaixão.

b) Alguém o prejudicou e você o perdoou imediatamente, porque reconheceu que ele o prejudicou acidentalmente, ou que estava fazendo o melhor que podia, etc. Por exemplo, uma criança o machucou, e você instantaneamente reconheceu que ela não podia agir de modo diferente, ou compreender as conseqüências daquilo que fez. (Calibre as respostas não verbais do cliente).

Análise contrastante. Compare as experiências dos passos 1. e 2. para determinar as diferenças de submodalidades entre as duas, particularmente a localização.

Teste as diferentes submodalidades. Uma de cada vez, mude as submodalidades a respeito da experiência de ressentimento/raiva, para torná-la semelhante à experiência de perdão. Verifique quais submodalidades são os "impulsionadores" mais poderosos para mudar o ressentimento/ raiva em perdão. (Tipicamente, a localização será a mais forte).

Verifique a Ecologia. "Alguma parte de você tem objeção a perdoar essa pessoa?" As objeções mais comuns são de dois tipos:

Significado. O perdão significaria concordar com o comportamento prejudicial que violou os valores e padrões da pessoa, ou algo sobre o próprio cliente, por exemplo, que ele é um tapado, etc. Ressignifique.

O perdão eliminaria uma função positiva, por exemplo, evitar a repetição de tal evento. Separe a função positiva da raiva ou do perdão, e ofereça respostas comportamentais específicas para realizar essa função protetora sem necessidade de zangar-se.

Satisfaça todas as objeções – pelo menos condicionalmente – antes de passar para o passo 7.

Passe para "Outra" Posição. Primeiro fique na posição de observador, a fim de observar a si próprio e a pessoa que o "prejudicou" de fora, no contexto em que você foi prejudicado. Depois entre na outra pessoa, notando o que você pode aprender de novo sobre a experiência dela. Que informações adicionais você conseguiu sobre a maneira como essa pessoa vê, ouve, sente, e compreende os eventos? (Isso será muito mais fácil e mais efetivo após o alinhamento das posições perceptivas.) "Você se dá conta de que esta pessoa (e você mesmo) estava fazendo o melhor que podia nessa situação, considerando suas experiências anteriores, conhecimento limitado, ou motivação, etc.?" Certifique-se de que essa pressuposição está presente.

Transforme o Ressentimento/Raiva em Perdão. Faça isso "mapeando" todas as submodalidades, iniciando com os impulsionadores mais poderosos identificados no passo 4. (Muitas vezes, a mudança de lugar pode ser suficiente). À medida que você faz isso, seja sensível a todas as objeções emergentes, ou relutância, e satisfaça-as antes de continuar.

Teste. "Pense na pessoa contra a qual você tinha ressentimento/raiva. Como se sente em relação a ela, agora?" Calibre as respostas não verbais, comparando com aquilo que você observou previamente, nos passos 1. e 2. Geralmente, agora o incidente que o prejudicou pertence ao passado, enquanto a pessoa que foi perdoada está no presente e/ou futuro, e com um sentimento de neutralidade ou compaixão.

(Opcional) Generalização na Linha do Tempo. Se a pessoa teve muitas experiências de ressentimento/raiva, poderá ser útil fazer a experiência de saber como perdoar, entrar na linha do tempo, depois voltar na linha do tempo antes dessas experiências de ressentimento e raiva terem ocorrido. Deixe-se andar no tempo até o presente, enquanto seu inconsciente transforma essas experiências. Esse processo de "re-escolha" pode ter um impacto dramático sobre um grande número de experiências passadas e também instalar o perdão como uma capacidade "através do tempo" que vem a tornar-se parte do sentido de si mesma da pessoa, no presente e no futuro (como no "Destruidor de Decisões").

Bibliografia :
Publicado na Anchor Point, Maio de 1999.
Publicado no Golfinho nº60 janeiro/2000.

A Eficácia e Sutileza da PNL

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A PNL nos mostra que não é possível mudar o passado, mas é possível mudar a forma como arquivamos este passado, a representação interna que guardamos dele. Na verdade, é só isso que conta, uma vez que nós, seres humanos, não reagimos às coisas em si, mas sim às representações que temos delas (as imagens que temos delas, os sons, sabores, odores, sensações, etc.). E este é um processo pessoal, sobre o qual podemos aprender a ter controle.

Agora, como eu disse anteriormente, o bom praticante de PNL usa a técnica para treinar e aprender e depois a aplica de forma tão natural que o cliente não possa nem ao menos pressenti-la.
...
Para que você possa ter uma idéia de como a PNL caminha hoje para níveis cada vez mais refinados de eficácia e sutileza, Richard Bandler, um dos principais criadores da PNL, prometeu certa vez num seminário ensinar uma técnica para cura rápida de fobia.

Ele avisou aos participantes para que ficassem atentos porque ele seria bastante sutil.

O seminário prosseguiu e num determinado momento ele perguntou a determinado participante se ele seria capaz de caminhar de costas até o palco e este assim o fez. Depois ele fez uma série de perguntas específicas, estando ainda o participante de costas para a platéia. Perguntou sobre uma receita culinária e outras coisas do gênero. Em seguida virou o participante de frente para a platéia e fez novas perguntas e finalmente agradeceu e pediu a ele para que voltasse ao seu lugar.

No final do seminário, alguns participantes perguntaram a Bandler se ele havia se esquecido de demonstrar a cura rápida de fobia, ao que ele respondeu que ela já havia sido feita, eles é que não tinham percebido.

Na verdade, aquele participante tinha fobia de falar em público e Bandler o curou distraindo a atenção consciente dele enquanto tratava de fazer com que falasse diante de uma platéia de mais de cem pessoas durante vários minutos!

Várias técnicas da PNL usam este princípio: você percorre com o cliente o mesmo circuito (do medo ou de outras sensações indesejáveis), só que de uma forma diferente, agregando novas e melhores sensações.

Mais ou menos assim: um dia uma pessoa passou por uma situação traumática ao andar por determinada rua. A partir de então, todas as vezes que ela passa por aquela rua, ela tem aquelas sensações desagradáveis. Então designamos várias pessoas para percorrerem com ela aquele mesmo caminho e ajudarem-na a perder o medo: seu pai, seu irmão, o Papa, Stallone, um humorista, etc. A cada vez que esta pessoa percorre o mesmo caminho, agregando uma nova sensação possibilitada pela companhia de uma outra pessoa, o circuito do medo se enfraquece e cria-se uma nova associação. É a partir deste princípio simples que a PNL realiza as curas de fobias e de alergias (É óbvio que o exemplo é ilustrativo e que não é necessário percorrer o mesmo caminho concretamente, fisicamente, mas sim apenas na imaginação).Hoje em dia sabemos que estas técnicas enfraquecem aqueles circuitos no cérebro e possibilitam novas conexões. Isso é PNL!
...

Parte de uma entrevista de Nelly Beatriz M. P. Penteado (Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística)

Resolvendo Conflitos com PNL
Por Robert Dilts

Conflito é definido por "um estado de desarmonia entre pessoas incompatíveis ou antitéticas, idéias, ou interesses." Psicologicamente, conflito é um esforço mental, às vezes inconsciente, que surge quando diferentes representações do mundo são mantidas em oposição ou em exclusividade. Os conflitos podem ocorrer tanto entre partes de nossa própria consciência internamente (conflito interno) como externamente com os outros. (conflito interperssoal).

Internamente, ocorre entre diferentes partes da experiência humana e em muitos níveis. Os conflitos podem ocorrer em relação a comportamentos, por exemplo. Uma pessoa pode querer assistir certo tipo de programa de televisão por um lado, e por outro lado sai e vai se exercitar. Os conflitos podem ocorrer também entre várias capacidades, entre criatividade e proteção. Uma pessoa pode ter crenças ou valores conflitantes. Um indivíduo pode acreditar que é muito adequado aprender matemática, por um lado, mas não acredita que seja possível para ele ou ela aprender. Isto levará a uma luta em relação ao aprendizado de matemática. Conflitos do nível de identidade sempre ocorrem em relação a papéis. Uma pessoa pode experimentar lutas entre suas obrigações como pai por um lado, e como profissional por outro lado.

Interperssoalmente, mapas da realidade de diferentes indivíduos são às vezes tão diversos que ocorrem "choques" quando eles tentam se comunicar ou interagir juntos. As suposições básicas, crenças, valores e pressuposições sobre o mundo se agrupam para criar diferentes modelos da realidade. Quando estes modelos ou mapas não contêm mecanismos para responder com criatividade aos “choques” com outros mapas, a energia será liberada sob a forma de divergência, disputa, luta, ou outras formas de conflito. A negociação, a mediação e a arbitragem são todas várias formas de se administrar os conflitos interpessoais.

'Partes' Conflitantes

Às vezes, as pessoas experimentam a sensação de ser “incongruente," e de estar em um "conflito interno," "de dois desejos," ou "em desacordo" consigo mesmos. Estes problemas não se relacionam muito com pressões externas, mas de preferência com as estruturas mais profundas dentro da pessoa em si do que com conflitos entre diferentes 'partes' do seu próprio sistema mental. Em outras palavras, estes problemas se relacionam com conflitos entre partes de si próprio. Freud acreditava que tais lutas internas estavam enfim na raiz de muitos problemas psicológicos. Como ele dizia :
"Um lado da personalidade representa certos desejos, enquanto a outra parte luta contra e resiste a eles. Não há neurose sem um conflito."

De acordo com Freud :
O conflito é produzido pela frustração...para tornar-se patogênica, a frustração externa deve ser suplementada pela frustração interna...a frustração externa remove uma possibilidade de satisfação, a frustração interna tenta excluir outra possibilidade, e é esta segunda possibilidade que se torna o motivo do debate do conflito.

Em uma situação típica, se formos impedidos se alcançar uma meta devido a um impasse externo, mantemos nosso foco no resultado, inibimos qualquer "idéia antitética" e continuamos a tentar outras saídas ou estratégias a fim de atingir a meta.

Se houver um conflito interno, entretanto, o "motivo do debate" muda para o interior, e uma batalha começa entre as duas partes do ego. Como Freud destaca, a frustração externa é complementada pela interna. É como se você fosse "pego entre um precipício e um deserto." E quando a luta for entre duas partes ego, você não pode "vencer." Como Freud dizia Este conflito não é resolvido ajudando um lado a vencer o outro…um lado em qualquer evento permanecerá insatisfeito.

Tentar resolver este tipo de conflito suprimindo o outro lado, como poderia ser feito por alguém com típicas "idéias antitéticas," cria uma 'dupla ligação' na qual você é "condenado se fizer e condenado se não fizer." É como se a luta fosse entre duas intenções conflitantes e não entre uma intenção e a incerteza do êxito. Isso faz com que a situação seja diferente daquilo que é reestruturado, neste caso, a discussão central não está entendendo a intenção da parte que você não está atendendo. Neste caso, o foco está sobre um comportamento problemático particular. A solução envolve encontrar a intenção por trás do comportamento e gerar escolhas alternativas a fim de alcançar a intenção. No caso do conflito, entretanto, a comparação de intenções antagônicas é que está em debate. Pelo motivo das partes terem finalidades opostas, nenhuma alternativa pode ser produzida que satisfaça ambas intenções diretamente.

Ademais, devido ao fato do conflito interno não estar estabelecido em eventos ou resultados externos, ele não pode ser resolvido por feedback de alguma fonte externa. De fato, em tal situação, qualquer coisa pode se tornar outro estímulo (ou desculpa) para uma luta. Mesmo as decisões mais simples levam a uma contenda – uma contenda que nunca é resolvida porque não se trata realmente do conteúdo da decisão, mas sim de uma estrutura mais profunda, que está abaixo dela.

O stress constante do conflito e da frustração pode levar a outros sintomas, incluindo sintomas físicos. Estes sintomas também se tornam um "motivo de debate" para as partes conflitantes. Embora os sistemas tentem alcançar o equilíbrio ou a homeostase, certos sintomas podem realmente fornecer um ponto potencial de "conciliação" entre as partes conflitantes.

Como Freud sustentava :
Os dois poderes que estão se opondo se juntam no sintoma e se reconciliam através do acordo na formação do sintoma. É por isso que o sintoma é capaz de tal resistência; ele é sustentado por ambos lados. . . É uma batalha entre duas forças das quais uma consegue chegar ao nível pré-consciente e consciente da mente, enquanto o outro fica limitado ao nível inconsciente. Este é o motivo pelo qual o conflito nunca pode ter um resultado final de uma forma ou de outra...Uma decisão efetiva pode ser alcançada apenas quando eles se confrontam no mesmo debate. E em minha opinião, para concluir, esta é a única tarefa do tratamento.

Integração do Conflito

Integração do Conflito refere-se ao procedimento de PNL pelo qual respostas contraditórias ou incompatíveis, "parte" ou processos cognitivos são selecionados e resolvidos. A Integração do Conflito é uma das intervenções centrais da PNL e é essencial para a solução de muitos problemas mentais, físicos e interpessoais.

De acordo com Grinder e Bandler (The Structure of Magic Volume II, 1976, p. 45), as etapas básicas da integração do conflito envolvem

1. Identificar as incongruências do cliente observando as contradições nas mensagens verbais e não verbais.

2. Escolher as incongruências do cliente dentro das polaridades via classificação espacial, fantasia (símbolos), sistemas representacionais, desempenho de papéis, ou Categorias Satir (Culpar, Conciliar ou Super-Justificar).

3. Integrar as incongruências do cliente fazendo primeiro o contato entre as polaridades, e então alcançar a posição meta para juntar as polaridades de uma nova maneira.

Um componente-chave para o processo de Integração de Conflito que tem sido citado desde a publicação do livro “The Structure of Magic Volume II” é a identificação e o reconhecimento de intenções positivas de ambas partes envolvidas.

Uma grande parte do processo de integração de conflito da PNL envolve a escolha de experiências dentro de seus níveis adequados a fim de evitar confusões desnecessárias e problema. Uma aproximação típica para solucionar o conflito na PNL é primeiro fazer o "chunk up", a segmentação a um nível acima do conflito e encontrar um consenso em relação ao "nível mais alto" de intenções positivas. A segunda etapa envolve o "chunking down", a segmentação para um nível abaixo no qual o conflito está acontecendo. Neste "nível mais baixo" é possível encontrar recursos "complementares" relacionados às partes do sistema que estão aparentemente no conflito.

Resolver um problema através de um diferente nível de pensamento em vez de criar o problema. A PNL proporciona muitas habilidades e ferramentas para tratar e resolver ambos conflitos internos e interpessoal. Isto inclui técnicas de Recomposição, Integração de Conflito, Modificação de Posições Perceptivas, e muitas habilidades de comunicação fundamental tais como o Modelo de Meta, Calibração e métodos de comunicação não verbais.

O processo de Integração do Conflito na PNL foi inicialmente desenvolvido para tratar conflitos internos dentro do indivíduo, e deve tornar-se também a base para modelos de negociações na PNL. O exposto abaixo é uma visão geral da aproximação básica de PNL para tratar conflitos.

1. Identificar claramente os pontos-chave envolvidos no conflito. Estes pontos serão expressos como qualquer de seus oponentes ou polaridades. Determinar em qual nível lógico o conflito é mais focado. Por ex., investir ou gastar dinheiro contra poupar dinheiro = conflito de nível de comportamento.

2. Estabelecer uma ‘posição meta’ imparcial que é claramente distinta de quaisquer das partes em conflito.

3. Encontrar intenções e finalidades positivas por trás dos problemas de cada parte. A intenção positiva estará necessariamente em um nível mais alto do que os problemas que criam o conflito. ("Você não pode resolver um problema no mesmo nível de pensamento no qual ele foi criado.") Intenções positivas não serão tipicamente contrárias ou polaridades. Muito freqüentemente elas são complementares, e sistematicamente benéficas ao contrário de serem excludentes. por ex, gastar dinheiro= "crescimento"; poupar dinheiro = "segurança".

4. Assegurar que cada parte reconheça e admita a intenção positiva da outra parte. Isto não significa que cada parte tenha que aceitar o método com o qual a outra parte tenta satisfazer a intenção positiva, nem significa que cada parte tenha que chegar a um acordo com sua posição.

5. A partir de 'posição meta', manter o ‘chunking up’, ou seja, a segmentação para cima até que uma intenção em um nível mais alto tenha sido identificada na qual ambas as partes possam compartilhar. Por ex: otimizar recursos.

6. Explorar alternativas para alcançar a intenção compartilhada em vez das duas que estão produzindo o conflito. Isto pode incluir uma mistura de duas escolhas existentes, mas deve incluir pelo menos uma alternativa que é completamente diferente das duas em conflito. (e.g., investir algum dinheiro e economizar algum dinheiro, emprestar dinheiro, criar um fluxo alternativo de lucro, encontrar um sócio de investimento, reduzir o tamanho de algumas despesas de modo que o dinheiro possa ser investido em outras áreas, etc.)

7. Identificar qual escolha ou combinação de escolhas satisfarão mais efetiva e ecologicamente a intenção comum e as intenções positivas individuais com o maior impacto positivo sistematicamente.

Bibliografias :
The Structure of Magic Volume II, Grinder & Bandler, 1976.
NLP Volume I, Dilts, R., Grinder, J., Bandler, R. and DeLozier, J., 1980.
Reframing, Bandler, R. and Grinder, J., 1982.
Changing Belief Systems with NLP, Dilts, 1990.
Beliefs: Pathways to Health and Well-Being, Dilts, Hallbom, T. & Smith, S., 1990.
Strategies of Genius Volume II, Dilts, R., Capitola, CA, 1994.
Tradução : Eliana Bars
Extraído de => http://www.portalcmc.com.br/artitrad02.htm

Utilizando a Ancoragem para memorizar uma tarefa

Por exemplo, se você se esqueceu várias vezes de devolver um livro a um colega, eis como pode utilizar a ancoragem. No momento em que você pensar : "Ah, de qualquer jeito, tenho de devolver esse livro a Benard amanhã", você pode fazer várias vezes o gesto de abrir sua porta de entrada sem que para isso tenha, de fato, de pegar na maçaneta. A esse gesto, você associa o nome de Bernard e a capa do livro. Repita a operação mentalmente três ou quatro vezes. Deste modo, quando abrir a porta para sair, no dia seguinte de manhã, você vai pensar automaticamente em Bernard e no livro. O mecanismo usado é a ligação entre a coisa na qual se deve pensar (o livro) e o estímulo inevitável (aqui, o fato de abrir a porta para sair de casa).
Bibliografia :
Neurolinguística - Prática para o dia-a-dia
Bidot, Nelly
Morat, Bernard
Nobel
São Paulo
1997
Pág. 97 e 98

O que é estar associado ou dissociado ?

Talvez você tenha observado que a evocação de uma lembrança pode ser acompanhada ou não das emoções ligadas a ela. Vamos dizer que estamos associados à lembrança quando nela reencontramos as emoções, e dissociados no caso contrário.
Bibliografia :
Neurolinguística - Prática para o dia-a-dia
Bidot, Nelly
Morat, Bernard
Nobel
São Paulo
1997
Pág. 110

Transformação Essencial e Objetivos Positivos


Uma pressuposição importante no Processo de Transformação Essencial é a de que cada um dos nossos comportamentos, sentimentos ou reações tem um objetivo positivo. Mesmo aquelas coisas de que gostamos menos em nós têm um objetivo positivo.
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às vezes as pessoas falam como se tivessem várias partes envolvidas numa decisão.
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Se eu prestar atenção a meu objetivo de estar confortável, ignorando meu objetivo de fazer coisas interessantes, meu lado que cuida das coisas interessantes vai ficar insatisfeito. Se eu organizar a minha vida de maneira a atingir apenas alguns dos meus objetivos, os lados insatisfeitos vão interferir.
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No Processo de Transformação Essencial, todos os nossos lados saem ganhando. Descobrimos os objetivos positivos mais profundos que nossos lados têm para nós e transformamos esses lados que nos causam problemas em aliados internos.

Bibliografia :
Transformação Essencial - Atingindo a nascente interior
Andreas, Connirae
Andreas, Tamara
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 28 e 29

TRANSFORMAÇÃO ESSENCIAL: Caminho para a auto-aceitação
por Susan Schachterle

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Durante 17 anos de trabalho com organizações e indivíduos visando a facilitar a mudança, eu tenho me surpreendido ao ver o quanto esse tipo de desconforto emocional/espiritual prevalece em tantos de nós, desde a mãe incapaz de ver uma saída para sua condição até o Presidente de uma corporação de bilhões de dólares, brilhante na condução de seus negócios mas subjugado pelo desespero em sua vida pessoal. Quando as camadas são retiradas e nossos personagens que eram cuidadosamente mantidos são afastados, permanece o medo de que talvez não sejamos bons o suficiente e de que as pessoas comecem a ver através de nossa fachada; e o vento frio e rude da solidão começa a soprar em algum lugar vazio, no mais profundo de nosso espírito. Tendo vivido pessoalmente minha infância, adolescência e início da vida adulta com esse medo e desespero, estou familiarizada com esse território. Eu estive lá, eu fiz isso.

Os sintomas podem ser tratados, as distrações e divergências podem ser penetradas proporcionando algum alívio temporário; mas, uma questão crucial e profunda permanece: qual é a fonte dessa angústia, desse sentimento, para que tantos de nós vaguemos pela vida desconectados, não aceitos, numa postura permanente de auto-proteção?

Muitos argumentam (e a autora deste artigo também) que, em última análise, essa inquietação, experimentada em graus que vão desde a irritação e a ansiedade até o desespero e o desalento, provém da separação da alma de sua Fonte. É como se vivêssemos longe de nosso verdadeiro Lar e sofrêssemos a aflição da saudade.

Num plano menos esotérico da experiência terrestre, a história (a minha própria e a de muitos clientes) parece indicar que grande parte da dor escondida logo abaixo da superfície é, para muitos de nós, um reflexo de nossa separação de partes de nós mesmos. Crescemos aprendendo a esconder certos aspectos, com medo de que, se os outros nos virem como realmente somos, eles não nos aceitarão nem nos amarão. Esse ato de esconder-se aparece de várias maneiras: negação da existência do aspecto, negligência dessa parte (muitas vezes na esperança, consciente ou não, de que se não lhe dermos atenção, isso vai desaparecer ou morrer), raiva e/ou abuso do aspecto de nós mesmos que achamos inaceitável. Seja qual for a forma na qual a separação de si mesmo se manifesta, é como se nós considerássemos o aspecto que nos agita como inimigo, ao invés de um aliado potencial no processo do aprendizado de viver uma vida rica e plena. Ao tratar qualquer aspecto de nós mesmos como inimigo, nós deixamos esse aspecto sem crédito e separado do resto de nós mesmos. E, ironicamente, ao rejeitar uma parte de nós porque não gostamos do jeito que ela é, de como se comporta, ou do que é, nós virtualmente garantimos que ela continue, e provavelmente aumente, aquelas coisas pelas quais a rejeitamos. É mais ou menos como uma criança de dois anos de idade que, ao sentir-se separado de sua mãe, age de modo a chamar atenção dela, para garantir que ela o ame e que ele está seguro. Quando nós permitimos que uma parte de nós mesmos saiba que não é querida, essa parte tenderá a fazer aquilo que tem a fazer para obter nossa atenção. O excesso de peso, que sempre tem sido teimoso, torna-se ainda mais, os vícios tornam-se compulsões, a falta de confiança torna-se um sentimento de impotência, a raiva começa a colorir tudo na nossa experiência, cegando-nos para a alegria.

E então, como curar-nos? Viver com algum aspecto de nós mesmos ausente é como dirigir com apenas alguns cilindros – a gente não vai longe e viaja mal. Portanto, convidar essas partes que deixamos de lado é imperativo para estarmos realmente presentes em nossas vidas. O processo de Transformação Essencial®, desenvolvido por Connirae Andreas, é um veículo gentil e respeitoso para esse convite (ver o livro Transformação Essencial, por Connirae e Tamara Andreas, Summus Editorial). Com base na pressuposição de que por detrás de tudo em nossas vidas está uma intenção positiva, este processo de mudança envolve no diálogo o aspecto separado (e geralmente mal compreendido) do indivíduo; isso resulta em reconhecimento, compreensão e mudança. Logo, fica claro que, na raiz do comportamento, dos sentimentos ou pensamentos que o indivíduo deseja mudar, sempre houve uma intenção positiva, até mesmo amorosa e nobre. O peso que não queria baixar, os vícios, a raiva ou o medo, a timidez dolorosa, não eram produtos da auto-sabotagem ou traição de si próprio mas, antes, tentativas de uma parte nós para tirar-nos de onde estamos e levar-nos para onde precisamos estar; e, freqüentemente, tentativas feitas por uma parte que está operando com recursos limitados mas fazendo o melhor que sabe. Quando podemos responder a essa parte na base de sua intenção mais do que de seu comportamento problemático, é muito mais fácil e até alegre convidar essa parte a voltar para nós mesmos.

A Transformação Essencial permite que essa parte do indivíduo, talvez pela primeira vez, seja realmente compreendida e bem-vinda. E, com resultados notáveis e muitas vezes capazes de mudar nossa vida, o aspecto que havia sido xingado, maldito e geralmente desrespeitado por tanto tempo aprende como entrar e operar no estado que sempre procurou, seu verdadeiro destino emocional.
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Ao proporcionar expressão e reconhecimento de todas as partes do ser, a Transformação Essencial oferece a oportunidade de mover-se em direção da totalidade, da auto-aceitação e da alegria.

Bibliografia :
Parte do Artigo de Susan Schachterl, que é Diretora da Core Transformation International.
Publicado na Anchor Point, Abril 2001.
Publicado no Golfinho Impresso Nº81 - Out/2001

Valores II

Valores são coisas que consideramos importantes em nossa vida. Valorizar alguma coisa significa dar-lhe importância. Naturalmente, pessoas diferentes terão valores diferentes.
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Os valores essencias são aqueles que permeiam a maior parte daquilo que fazemos. Eles são especialmente importantes, pois são a chave para compreendermos o que fazemos e por que fazemos. Os valores essenciais são coisas como satisfação, auto-respeito, realização, ousadia, independência, apredizagem, crescimento, integridade, amor, alegria, paz.
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Nós usamos palavras muito genéricas para descrever valores - "integridade", "energia", "felicidade" - e elas significam coisas diferentes para pessoas diferentes.

O que especificamente elas significam para você ?
Como você saberá quando elas estão sendo satisfeitas ?
Quais as suas regras para saber quando os valores são alcançados ?
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Atualmente, as suas atitudes estão lhe proporcionando aquilo que você valoriza ?

Bibliografia :
Treinando com a PNL
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 107, 108 e 109

Algumas perguntas sobre PNL

O que é Programação Neurolingüística?

A maneira mais fácil de começar a entender o que é Programação Neurolingüística, que abreviamos sob a sigla PNL, é comparar o cérebro humano a um computador. O que acontece é que este computador não vem com manual do usuário e então você pode aprender a operá-lo pelo menos de duas maneiras: por ensaio-e-erro (tentando, errando, corrigindo, tentando de novo, etc.) ou pode ir direto ao ponto, ou seja, aprendendo a operá-lo como o fazem as pessoas competentes em determinadas áreas ou habilidades. Isto equivale a adquirir novos e melhores programas ou então a uma reprogramação dos programas que você usa habitualmente.

A PNL tem sido às vezes classificada como auto-ajuda, terapia alternativa, ou então associada a práticas místicas, "pensamento-positivo", etc. Esta associação é correta?

De forma alguma. Especificamente, é tudo o que ela não é. Ela não é uma nova modalidade de terapia alternativa (aliás, PNL não é uma abordagem psicoterápica, apesar de que ela pode ser utilizada também para esta finalidade). Não é nova e nem alternativa porque ela na verdade se originou de práticas existentes há muito tempo e reconhecidas no meio acadêmico. É o caso do trabalho de Milton Erikson, um psicanalista e hipnoterapeuta que serviu de modelo para inúmeras técnicas hoje utilizadas pela PNL. É o caso também de Virginia Satir, uma terapeuta familiar reconhecida mundialmente por sua atuação sistêmica e seu trabalho magistral com famílias. É também o caso de Fritz Perls, criador da Gestalt Terapia, e Gregory Bateson, o antropólogo britânico criador da teoria do duplo vínculo de esquizofrenia. Como se vê, a PNL não é nova, não é mística e não está em fase experimental, não está carecendo de dados ou resultados práticos e consistentes que demonstrem sua eficácia.

Mas o que se ouve é que a PNL possui fórmulas que propiciam resultados imediatos, quase mágicos...

O grande mérito da PNL foi ter descrito os procedimentos dos profissionais citados anteriormente, aqueles que ela usou como modelos, de forma que estes procedimentos pudessem ser repetidos por outras pessoas - e isto é ciência, este é um procedimento científico. A PNL traduziu estes procedimentos em notações, esquemas, tal qual fórmulas. É a mesma coisa que eu ensinar você a dançar usando um esquema gráfico, um desenho num papel e uma descrição verbal, mais ou menos assim: dois passos para a direita, um para a esquerda, uma volta, etc. Você pode compreender meu esquema facilmente, mas isto ainda não é dançar! Você aprendeu o esquema, mas dançar é mais que isso. Se você nunca dançou antes, não adianta colocar o papel com o esquema debaixo do braço e ir a um baile. Acontece a mesma coisa com a PNL: algumas pessoas tiveram algum tipo de contato com os esquemas que a PNL disponibiliza (através de livros, apostilas, etc.) e saíram por aí aplicando-os de forma indiscriminada, como se fosse mágica (1-2-3 e pronto!) ou receita de bolo. E na maioria das vezes, aplicadas desta forma, as técnicas não funcionam. Porque PNL se aprende de forma prática, daí a importância de se fazer um treinamento em PNL em entidades sérias e reconhecidas pela comunidade internacional da PNL.

Parte de uma entrevista de Nelly Beatriz M. P. Penteado (Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística)

P.N.L. e Saúde
por Deborah Epelman

Uma nova forma de modificar comportamentos “prejudiciais” ao ser humano, através de um conjunto de técnicas que transformam elementos lingüísticos, fisiológicos e de representação interna da realidade individual, é a proposta da Programação Neurolingüística (PNL) surgida em meados dos anos 70, nos Estados Unidos, a partir dos estudos de comunicação humana feito pelos pesquisadores Richard Bandler, Jonh Grinder, Robert Dilts, Todd Epstein, entre outros. No início de suas investigações, eles mostraram que o ser humano não opera diretamente no mundo em que vive, mas cria modelos e “mapas do mundo” que são usados para guiar seus comportamentos. Um dos modos específicos pelo qual as experiências individuais são representadas corresponde aos sistemas lingüísticos.

Assim a Programação Neurolingüística (PNL) trata fundamentalmente de estudar o tipo de linguagem empregada pela pessoa, suas distorções, omissões e demais peculiaridades para conhecer melhor a estrutura interna do funcionamento do cérebro humano.

Todos os dias estamos submetidos às idéias expressas verbal e não verbal-mente (através de gestos, posturas, etc.) pelo mundo a nossa volta, tanto “positivas” como “negativas” que formam nosso modelo de mundo. Os pesquisadores “co-criadores” da PNL observam que os seres humanos estão estruturados nos seguintes níveis: vivemos em ambientes, profissional, familiar, social etc. e utilizamos comportamentos para atuar nesses ambientes; para podermos ter comportamentos, precisamos nos sentir com capacidades, pois se achamos que não somos capazes, não conseguimos ter o comportamento; para termos capacidades precisamos acreditar e valorizar estas capacidades e, este sistema de crenças e valores forma e dá suporte à nossa identidade.

Acima e fora de nós existe o nível Espiritual, que inclui todos os sistemas além da estrutura interna, começando pela família, a comunidade, o trabalho etc e chegando no que cada um nominaliza de sua forma: D’us, Cosmos, Universo, Inteligência, Jeová, Cristo, etc.

A partir desta Estrutura, vivemos ou não com Saúde, pois dependendo de como são registradas nossas experiências, acontecem respostas em nosso corpo. Com as Estratégias pesquisadas podemos compreender e alterar registros que trazem desarmonia, desequilíbrio e conseqüentemente, falta de Saúde, tendo como resultado seres humanos mais equilibrados e com Saúde. Já existem muitos casos de cura em doenças como alergias, miopias, gastrites, miomas, câncer, entre muitas outras.

É nosso próprio Sistema nos auxiliando em nossa própria Cura!

Este artigo escrito por Deborah Epelman, foi extraído de http://www.pahc.com.br

Exercício de harmonização
por Paul Liekens

Inicialmente, aprendi a usar este exercício de harmonização a fim de criar um rapport melhor entre eu e as pessoas que me ouviam, para que elas me compreendessem melhor, e para que eu percebesse o significado daquilo que estava por detrás de suas perguntas.

Freqüentemente, eu notava que as pessoas que chegavam após o exercício de harmonização mostravam, pelas suas perguntas, que haviam ouvido as palavras mas não conseguiram apreciar o sentido que eu havia dado a elas. Em termos de PNL, isso significa que eu não estabelecera um rapport tão bom com essas pessoas como com as outras.

A única diferença, a meu ver, era a de que essas pessoas não haviam participado da harmonização.

É muito fácil realizá-lo com um indivíduo.

Faça a pessoa relaxar da maneira usual. Depois, peça-lhe para imaginar uma bola brilhante de luz, pairando por sobre sua cabeça, representando simbolicamente a fonte criativa da vida.

Depois, continue: "Peça a essa bola de luz que envie um facho sobre sua cabeça, que ele desça por sua coluna vertebral, pelas pernas, até seus pés, que atravesse o assoalho e desça até o centro da terra."

"Agora, na sua próxima respiração, absorva energia do centro da terra: que essa energia suba através de seus pés até o centro do seu peito, e deixe essa energia ficar aí girando, como uma pequena bola."

"Peça novamente um facho dessa luz por sobre sua cabeça, e deixe essa energia conectar-se com a pequena bola em seu peito, e que essas duas energias se fundam."

"Agora você está, simbolicamente, recebendo uma energia que cria nova vida, e outra energia que vem da terra e que faz a vida florescer."

"Deixe essa energia crescer e encher todas as suas células, veja-a expandir-se, saindo de seu corpo e enchendo cada átomo e cada molécula nesta sala, onde você está sentado."

"Agora, acompanhe essa energia ao penetrar cada átomo nesta sala, perceba e experimente como tudo provém da mesma fonte de vida, agradeça por essa igualdade, e agradeça pelas diferenças."

"Agora receba tudo de volta, e deixe a energia crescer até transformar-se numa brilhante pérola de luz no meio do seu peito, sinta a paz, ouça o silêncio dentro de você, e diga a si próprio: ‘Eu sou a paz’."

"Quando estiver pronto, volte para esta sala com sua consciência, em seu próprio ritmo e a seu próprio tempo."

Enquanto você estiver orientando a pessoa no exercício, você mesmo poderá realizá-lo.

Porque, na verdade, esta é uma técnica de ancoragem com o seu Ser total, você não somente fica alinhado em uma posição com seu VAK mas acrescenta uma nova dimensão, qual seja a do alinhamento consciente com o seu Eu superior.

Dessa maneira, você fica conectado em todos os níveis a todos os seus recursos.

Somente agora dou-me conta de que conectamos a pessoa que vem para uma consulta aos seus próprios recursos ao mesmo tempo que otimizamos nossas próprias habilidades terapêuticas e de rapport.

Não é preciso dizer que as palavras que a gente usa devem ser ajustadas, de modo que sejam congruentes com nosso próprio modelo de mundo e com o da pessoa que está nos consultando.

Afora as situações de terapia, podemos também utilizar esta técnica para nós mesmos, a fim de entrarmos num estado de muitos recursos e trazer mais qualidade para qualquer situação.

Podemos usar este método em situações de problema, conferências, negócios, discussões; mas por que não usá-lo também para melhorar e trazer mais qualidade a interações íntimas, agradáveis e amigáveis?

Após praticarmos por algumas vezes, seremos capazes de realizá-lo durante uma respiração completa, em dez segundos.

Para aqueles que podem colocá-lo em seu modelo de mundo, este método é muito poderoso para estabelecer a conexão com um senso geral de autoconfiança.

Paul Liekens é o fundador do Heart Systems N.V., International Training Institute for Communication & NLP, na Bélgica. Ele realiza treinamentos em PNL e escreve sobre PNL e outros assuntos. www.paulliekens.be

Bibliografia :
Publicado no Golfinho Impresso Nº61 de Fevereiro de 2000
Publicado na Anchor Point de Mar/1997

Esperança

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A esperança é o oposto da preocupação e da depressão; ela encerra a promessa de um futuro melhor. "Falsa esperança" é uma contradição. Toda esperança é real se nos leva a agir para trazer o futuro que desejamos até o momento presente.

A esperança não tem sentido a não ser que estimule a ação. Ela não é uma desculpa para esperar passivamente que as coisas melhorem, mas uma inspiração para criar um futuro que vale a pena.
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Com frequência, as pessoas pensam na esperança como se ela fosse uma coisa ou uma mercadoria - "Você deve ter esperança". Mas esperança também é um verbo - alguma coisa que fazemos. Quando esperamos, estamos imaginando um futuro melhor. Que futuro desejamos ? Muito melhor ?

Um futuro melhor é alguma cosia que criamos para nós mesmos, primeiro em nossas mentes, depois na realidade. O primeiro passo é o primeiro pilar da PNL - saber aquilo que você deseja. Isso significa criar aquilo que você deseja.

A pergunta a ser feita é : "O que eu desejo ?" Isso cria objetivos que o levam em direção a um estado desejado.

Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 159 e 160

Modelagem de Excelência - II

Falamos no início deste livro em modelagem da excelência, lembra-se? Pois é, o que lhe passei como segredos para a criação de seu futuro, são estratégias de pessoas bem sucedidas, como por exemplo Walt Disney, que ao criar seu futuro fazia exatamente isso:

Tinha sonhos ousados - CRIATIVO, sabia avaliar de uma maneira bem realista o momento presente - REALISTA, e então construía uma ponte para o futuro, especificando as etapas para atingir seu sonho, partindo de sua realidade presente - CRÍTICO CONSTRUTIVO. Se você observar a estratégia de criação de futuro de um brasileiro muito ousado e muito bem sucedido - Amyr Klink, pode constatar que estão presentes os mesmos elementos.

Se você quer ter sucesso, modele pessoas de sucesso !

Bibliografia :
Modelagem de Excelência
Vieira, Dra. Deodete Packer
Editora Eko
Blumenau
1996
Pag. 111

Afinal, o que é PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA?

"PNL É O ESTUDO DE COMO REPRESENTAMOS A REALIDADE EM NOSSAS MENTES E DE COMO PODEMOS PERCEBER, DESCOBRIR E ALTERAR ESTA REPRESENTAÇÃO PARA ATINGIRMOS RESULTADOS DESEJADOS." Getúlio Barnasque
Extraído do Artigo : Afinal, o que é PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA?, de Getúlio Barnasque, trainer em PNL certificado por Richard Bandler, publicado em O GOLFINHO de Outubro de 1996.

O que é e como ocorre uma Impressão (Imprint)

Uma impressão é um incidente significativo ocorrido no passado, durante o qual se tornou uma crença ou um grupo de crenças. Todos os métodos de cura física ou psicológica que conheço, aceitam o fato de que os comportamentos atuais são muitas vezes criados ou moldados por comportamentos ou incidentes passados.

Para os especialistas em PNL, o que é importante na experiência passada não é o conteúdo do que aconteceu, mas a impressão ou crença que a pessoa passou a ter a partir da experiência.
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As impressões podem ser experiências "positivas" significativas, que geram crenças úteis, ou experiências traumáticas ou problemáticas, que conduzem a crenças limitantes. Na maioria das vezes, elas incluem pessoas consideradas importantes, que inconscientemente serviram como modelo.

Bibliografia :
Crenças
Dilts, Robert
Hallbom, Tim
Smith, Suzi
Summus Editorial
São Paulo
2o Edição 1993
Pág. 64, 65 e 66

Rapport

O "rapport" é a empatia construída conscientemente. Foi descoberto que na comunicação humana profunda e verdadeira, cada indivíduo começa a reagir inconscientemente a cada movimento, postura e forma de expressão do outro. Isto é, quantas vezes você já percebeu que pessoas que falavam o mesmo assunto, com os mesmos pontos de vista, não estavam se entendendo ? É porque não havia essa sintonia inconsciente, não havia a empatia. Por outro lado, quando ele está presente, as pessoas assumem posturas corporais semelhantes, tonalidades, volumes e velocidades de fala e voz também semelhantes e conseguem se entender com facilidade.
Extraído do Artigo : Programação Neurolinguística: O Mapa da Mente de Walther Hermann

ENTREVISTA DE PNL COM ARLINE DAVIS

O que é PNL? A PNL é um conjunto de premissas, modelos e processos, focado para apoiar as pessoas na expressão da excelência humana.

Qual o objetivo da PNL? O maior objetivo da PNL é de aumentar nossas escolhas para poder comunicar, agir e realizar projetos que significam realização em que eu, o outro e o sistema que nos cerca ganham.

O que a PNL entende por Comunicação? A comunicação é um processo que envolve a troca de mensagens e idéias. Para uma comunicação ser bem sucedida, além de se ter a capacidade de enviar e receber mensagens com uma percepção acurada, é importante ter a habilidade de compreender as pessoas. Quanto mais você consegue descobrir a respeito do modelo de mundo do outro, melhor vai compreende-lo. Quanto mais consegue lidar com as diferenças entre as pessoas, melhor vai comunicar com uma variedade de pessoas.

De acordo com a resposta da pergunta anterior, Como se dá esse processo comunicacional na PNL? Com a PNL, o comunicador aprende a criar metas adequadas para cada instância de comunicação, ter uma variedade de mensagens para contextos diferentes e adquirir uma flexibilidade no seu repertório de comunicação por estar monitorando respostas verbais e não verbais e ajustando sua abordagem de acordo com feedbacks recebidos.

Para alcançar esta comunicação, quais as técnicas utilizadas e como se aplicam? Penso que o principal é o uso das posições perceptuais, em que se sai do seu próprio modo de entender as coisas para conseguir entender o outro e seus motivos, especialmente a intenção positiva por trás dos seus comportamentos. Outros elementos importantes são os usos dos sistemas preferenciais de comunicação (visual, auditivo, cinestésico) segundo observação da linguagem, gestos e movimentos oculares do outro e também dos meta programas, que são filtros cognitivos que cada um usa para organizar a informação que entra do mundo lá fora. Muito conhecido da PNL é o rapport - uma qualidade na relação em que ambos experimentam um senso de confiança e compreensão mútua. Fazer um espelhamento de linguagem corporal, expressão facial e qualidades vocais e até a respiração do outro aumentam o rapport numa relação.

Como se dá o processo de relação entre programador (profissional de PNL) e o programado (aluno/cliente)? Quando um practitioner se encontra com um cliente, uma prioridade é estabelecer o rapport. Isso se dá junto ao processo de levantar uma expectativa para o encontro que está havendo no momento. O Practitioner de PNL vai entrar em um acordo com seu cliente sobre o objetivo da reunião ou sessão. O Practitioner procura criar enquadres para sua comunicação, introduzindo tópicos e conduzindo o processo com perguntas freqüentes e também dá e recebe feedback. Outro ponto de atenção é o estado mental ou emocional que ambos estão tendo durante a comunicação; e se o estado interno não está condizente, o Practitioner faz algo para mudar este estado para um melhor ou mais adequado. O Practitioner usa informação de alta qualidade para saber se está conseguindo ou não seus objetivos - ou seja, usa observação precisa em vez de interpretação e leitura mental.

Há possibilidade da não efetivação do processo da PNL? Qual o motivo? Não há interlocutores resistentes - somente há comunicadores pouco flexíveis. Conseguir se comunicar é uma questão de flexibilidade e disposição. Com um grande ponto a acrescentar: é importante saber fazer uma boa formulação de metas de comunicação.

Não existe fracasso, tudo é feedback. Desde que a comunicação seja considerada um processo em vez de um evento estanque, sempre há chance de tudo se acertar.

Segundo Gregory Bateson, antropólogo, biólogo, teórico de comunicação sistêmica e mentor intelectual para os criadores da PNL, o tempo que leva para um sistema mudar é o tempo que leva para todas as partes receberem as mensagens adequadas que necessitam receber.

Arline K. Davis é consultora, treinadora e coach especializada na aplicação da PNL para desenvolvimento pessoal e profissional e idealizadora da Oficina "Os Códigos da Genialidade".

Extraído de http://www.portalcmc.com.br/entrev03.htm

O que é a Programação Neurolinguística ? O que é a PNL ?

Programação Neurolinguística é o nome de uma tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos. Seus criadoers são Richard Bandler e John Grinder. Também é conhecida como a ciência da Modelagem da Excelência. Tem evoluído muito e recebido contribuições das mais diversas áreas do conhecimento sobre o comportamento. Apesar de criada e apresentada ao público na década de 70, tem suas origens nos trabalhos de vários outros cientistas e pesquisadores do comportamento humano : Milton Erickson, M.D., Gregory Bateson, Fritz Perls e Virginia Satir.

Por muitas pessoas, é considerada uma "caixa de mágicas". Inclui algumas técnicas e métodos que, originalmente, foram desenvolvidos em outras abordagens comportamentais. Creio que, essencialmente, seja uma ATITUDE. Uma forma de observar a vida com os olhos, ouvidos e percepções bem abertos, tendo o intuito de identificar O COMO FAZER MELHOR... Tem sido considerada, também, a apresentação do "Manual de Instruções" do funcionamento da experiência subjetiva humana.
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Bibliografia :
Domesticando o Dragão - Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras
Hermann, Walther
São Paulo
W. Hermann
1999
Pág. 221

Regras: Se Você Nâo É Feliz, Eis o Motivo!

Enquanto estruturarmos nossas vidas de uma maneira em que a felicidade seja dependente de algo que não podemos controlar, então vamos experimentar dor.
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Pense sobre a última vez em que você ficou transtornado com alguém. Foi realmente com a pessoa, ou por causa de alguma coisa que ela fez, disse, ou deixou de fazer ? Irritou-se com a pessoa, ou irritou-se por que ela violou uma de suas regras ? Por trás de cada transtorno emocional que você já teve com outro ser humano há um transtorno de regras. Alguém fez alguma coisa, ou deixou de fazer, e isso violou suas convicções sobre o que a pessoa deve ou tem de fazer.
...
Portanto, se você se sente zangado ou transtornado com alguém, lembre-se de que são as suas próprias regras que o estão transtornando, não o comportamento da outra pessoa.
...
Como sabemos se uma regra nos fortalece ou enfraquece ? Há três critérios primários :

1. É uma regra enfraquecedora se é impossível atendê-la. Se seus critérios são tão variados, complexos e rígidos que você não pode nunca vencer no jogo da vida, é evidente que você tem uma regra enfraquecedora.

2. Uma regra é enfraquecedora se algo que você não pode controlar determina se a regra foi atendida ou não. Por exemplo, se outras pessoas têm de reagir a você de uma determinada maneira, ou se o ambiente deve ser de uma determinada maneira, entrão é evidente que se trata de uma regra enfraquecedora. Um exemplo clássico é o das pessoas esperando para ver o eclipse, e que não poderiam ser felizes a menos que o tempo - algo que não podiam controlar - correspondesse a suas expectativas específicas.

3. Um regra é enfraquecedora se proporciona apenas alguns meios de se sentir bem, e numerosos meios de se sentir mal.

Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 380, 383, 397, 398, 391 e 392

Mudança de Crenças

Podemos escolher nossas crenças, deixando de lado as que nos limitam e criando outras que tornarão nossa vida mais prazerosa e mais eficiente. Crenças positivas nos permitem descobrir o que é verdadeiro e do que somos capazes. Funcionam como uma autorização para explorar um mundo de possibilidades.

Que crenças vale a pena manter porque nos ajudam a atingir nossos objetivos ?

Pense em algumas das crenças que você tem sobre si mesmo. Elas são úteis ?

Funcionam como uma permissão ou como um obstáculo ?

Todos nós temos crenças arraigadas sobre o amor e sobre o que é importante na vida. Também criamos muitas crenças sobre nossas possibilidades e nossa felicidade, mas elas podem ser mudadas. Um fator essencial do sucesso é ter crenças que nos permitam alcançá-lo. Embora não sejam uma garantia de sucesso permanente, elas nos mantêm num estado de recursos, criando a possibilidade de atingi-lo.
...

Pense em três crenças que têm limitado sua vida e anote-as num papel.

Agora, mentalmente, veja-se diante de um espelho imenso e feio. Imagine como será sua vida dentro de cinco anos se continuar a agir como se essas crenças limitadoras fossem verdadeiras. Como será sua vida em dez anos ? E em vinte ?

Pare um instante e limpe sua mente.
Levante-se, ande pela sala e respire profundamente algumas vezes.

Agora pense em três novas crenças que poderiam fortalecê-lo e melhorar significamente sua qualidade de vida.

Pare durante alguns segundos para anotar essas crenças.

Mentalmente, olhe para um espelho grande e amistoso. Imagine-se agindo como se essas novas crenças fossem verdadeiras. Como será sua vida daqui a cinco anos ? E daqui a dez ? E a vinte ?

A mudança de crenças sempre faz com que o comportamento se modifique ...

Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 99 e 100

PNL e os Operadores Modais de Necessidade

Os operadores modais de necessidade pressupõem necessidades e são indicados pelo uso das expressões "deveria" e "não deveria", "tenho que" e "não tenho que", "sou obrigado a" e "não sou obrigado a".
Nelas, há uma regra de conduta que não fica explícita.
Quais são as consequências, reais ou imaginárias, de se quebrar essa regra ?
Elas vêm à tona com a pergunta: "O que aconteceria se você fizesse, ou não fizesse, isso?"
...
Do momento que ficam explícitas, as consequências e as razões podem ser examinadas e avaliadas. Se não o forem, elas apenas limitam as opções e o comportamento.
Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 113

Gerador de novos comportamentos

1. Imagine que você está se vendo no início do incidente, como se estivesse assistindo à repetição da cena numa fita de vídeo. Observe e ouça a si mesmo e às outras pessoas, com muita atenção. Identifique a primeira coisa que não lhe agrada e dê uma pausa no seu vídeo mental.

2. Pergunte-se: "O que seria mais efetivo aqui para atingir o objetivo que eu pretendia ?" Veja esse comportamento alternativo em seu vídeo mental e verifique se ele é satisfatório para você. Então, veja-se com esse comportamento.

3. Agora, imagine que você está entrando naquele "você" do vídeo, que acabou de ensaiar as novas atitudes. Entre em seu vídeo mental e aja da nova maneira que você decidiu que seria a melhor. Vivencie-a tão completamente quanto puder, vendo, ouvindo e sentindo-se de volta àquela situação. Desfrute como teria sido agir daquela maneira.
Enquanto você representa, verifique novamente se dá certo. Se você descobrir que alguma coisa ainda está errada, saia, pense em outra alternativa, observe a si mesmo utilizando-a e refaça todo o processo, até ficar completamente satisfeito a partir dos dois pontos de vista: o seu ponto de vista observando a si mesmo e realmente agindo daquela maneira.

4. Finalmente, pergunte-se: "Como saberei quando fazer aquilo que acabei de ensaiar?", e identifique exatamente o que você veria, ouviria e sentiria, interna ou externamente, que atuará como um sinal automático para utilizar esse novo comportamento que você acabou de criar. A próxima vez que surgir uma situação semelhante, você estará preparado para ela; a nova escolha estará mentalmente ensaiada e disponível.

Quando terminar, guarde o seu vídeo mental em algum lugar seguro e esqueça-o.
Você não percisa restringir esse processo ao treinamento. Utilize-o em qualquer incidente insatisfatório em sua vida cotidiana, até ele se tornar automático. Esse é um processo geral que pode ser usado para aprender com aquilo que aconteceu, e para ensaiar mentalmente o que ainda não aconteceu.

Bibliografia :
Treinando com a PNL
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 120 e 121

A estrutura da experiência subjetiva

A estrutura de uma experiência subjetiva é formada a partir de processos de abstração. O primeiro nível de abstração é uma representação mental de uma situação ou estímulo, que em neurolinguística chamamos de Representação Interna. O segundo nível de abstração é o processamento do mesmo através da busca de dados internos e externos. Esse processo é denominado de Processamento Interno, e que indica como pensamos. O terceiro nível de abstração acontece após representar e processar as informações, quando criamos um significado para o estímulo, um Estado Interno, caracterizado por um tipo de emoção, e indica o por que fazemos algo. A partir deste estado emocional, geramos mentalmente um Comportamento Externo, que indica o que consideramos ideal como resposta ao estímulo ou situação. Todas essas abstrações criam uma Resposta Adaptativa, que indica o modo como nos adaptamos a esta situação e satisfazem certos critérios e valores.
Bibliografia : Repensando Sócrates : padrões cognitivos do pensamento socrático modelados pelo método da programação neurolinguística
Mazzilli, José Carlos
Ícone Editora
Página : 76

Técnica da imagem construída

O processo etapa por etapa.

1a etapa: ouça atentamente o que acaba de dizer seu interlocutor, depois represente para si o que isso significa para você visualmente, construindo uma imagem ...

2a etapa: escute e observe atentamente o seu interlocutor, depois tente representar para si o que isso significa para ele, construindo uma imagem ...

3a etapa: observe as diferenças entre essas duas imagens, quais são elas ? O que você acrescentou, tirou, imaginou que seu interlocutor não evocou ? E finalmente quais são os pontos comuns ?

Essa técnica ... é muito importante realizá-la desse modo, isto é, etapa por etapa, durante algum tempo para chegar a desenvolver de maneira espetacular sua capacidade de compreensão dos outros.

Bibliografia :
PNL e Comunicação - A dimensão da criatividade
Cudicio, Catherine
Editora Record
Rio de Janeiro
1996
Pág. 89

Macroestrutura de Experiência e Aprendizagem : o Modelo TOTS

Em geral, o comportamento efetivo está organizado num ciclo contínuo de informação chamado TOTS (Miller, et al., 1960). As iniciais TOTS significam, em português, Teste-Operação-Teste-Saída. O conceito do TOTS determina que todos os programas mentais e comportamentais dependem de um objetivo fixado e de possibilidades variáveis de se atingir esse objetivo.

Este modelo indica que, à medida que pensamos, estabelecemos objetivos na nossa mente (de maneira consciente ou inconsciente) e desenvolvemos um TESTE para quando ele tiver sido atingido. Se ele não for atingido, OPERAMOS para modificar ou fazer algo para chegar mais perto do nosso objetivo. Quando nossos critérios de TESTE tiverem sido satisfeitos, então SAÍMOS para a próxima etapa. Portanto, a função de qualquer parte específica de um programa pode ser (T)estar a informação com os nossos sentidos para verificar se estamos progredindo em direção ao objetivo estipulado, ou (O)perar para modificar uma parte da experiência para que o (T)este seja positivo e a (S)aída para a etapa seguinte do programa.

Bibliografia :
Enfrentando a Audiência -
Recursos de Programação Neurolinguísticas para Apresentações
Dilts, Robert
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 35

Técnicas de Apresentação

Normalmente, uma apresentação tem quatro objetivos :

1) informar os outros;
2) entreter os outros;
3) ensinar aos outros; e
4) motivar os outros.

O objetivo de informar os outros é dar a eles informações ou conhecimentos básicos, geralmente sob a forma de algum tipo de "mapa" cognitivo. O objetivo de entreter os outros é criar uma experiênciar positiva ou colocar as pessoas em um "estado" positivo. O objetivo de ensinar aos outros é fazer a ligação entre o conhecimento e a informação, usando comportamentos e experiências de referência importantes que serão necessários para colocar o conhecimento e a informação em prática. O objetivo de motivar os outros é fornecer um contexto ou um incentivo que dê significado ao conhecimento, às experiências e comportamentos, de tal forma que as pessoas sejam levadas a agir. É claro que muitas apresentações incluem componentes de alguns ou de todos esses objetivos.

Bibliografia :
Enfrentando a Audiência -
Recursos de Programação Neurolinguísticas para Apresentações
Dilts, Robert
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 21

Os Sete Mandamentos

1. O primeiro mandamento a ser seguido é:
"Responsabilize-se por onde você se encontra."

2. O segundo mandamento a ser seguido é:
"Tenha claro seus valores".

3. terceiro mandamento a ser seguido é:
"Escreva o que você quer".

4. O quarto mandamento a ser seguido é"
"Remova memórias passadas não consistentes com o que você quer".

5. O quinto mandamento a ser seguido é:
"Programe seu futuro criando memórias para seu futuro, em sua Linha do Tempo".

6. O sexto mandamento a ser seguido é:
"Alinhe seus pensamentos com suas metas".

7. O sétimo mandamento a ser seguido é:
"Execute tudo a 100%".

Bibliografia :
Criando seu futuro com sucesso
James, Dr. Tad
Editora EKO
Blumenau
1993
Pág. 13 e 14

O Perdão é um ato de inteligência.

Ao perdoar, estamos nos desligando de situações passadas e energizando o presente. Ao perdoar-nos e ao perdoar as demais pessoas, estamos mandando uma poderosa mensagem para nossos cérebros. Estamos declarando que nos aceitamos do jeito que somos e que o poder de mudar está sempre em nossas mãos. Responsabilizamo-nos por tudo que ocorre em nossas vidas, portanto aumentamos tremendamente nosso poder pessoal. O poder de transformação fica, assim, conosco e com mais ninguém no universo.
Bibliografia :
Sucesso - Ontem, Hoje, Sempre - Neurolinguística em Ação
Souki, Ômar
Editora EKO
Blumenau
1996
Pág. 164

Crenças Úteis

Se você está acostumado a considerar as crenças simplesmente como falsas ou verdadeiras, leia novamente este título. A PNL sugere que é útil substituir a idéia de crenças pela de "pressuposições". Pressuposições são princípios de ação. Elas são como crenças, mas você as escolhe. Você não sabe se elas são verdade ou não, mas pode agir como se fossem e prestar atenção aos resultados que obtém. Isso é muito razoável, porque nunca sabemos realmente se aquilo que acreditamos é verdade, mas as consequências são suficientemente reais.

Você mantém as pressuposições enquanto obtém resultados que melhoram sua saúde e bem-estar. Você as modifica quando não obtém resultados que lhe agradem. Uma vez que as crenças agem como profecias auto-realizadoras, ao agir como se elas fossem verdade, é mas provável que você obtenha resultados que estão de acordo com elas.

Que pressuposições você gostaria de ter sobre saúde e moléstia ? Quais seriam positivas e lhe dariam apoio ?

Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 80

A Chave para Compreender as Pessoas

A chave para compreender as pessoas é compreender seus Sistemas Centrais, a fim de se conhecer a maneira sistemática individual de raciocinar. Todos nós possuímos um sistema ou procedimento a que recorremos, a fim de determinar o que as coisas significavam para nós, e o que precisamos fazer em relação a eles, praticamente em qualquer situação da vida. Precisamos lembrar que coisas diferentes são importantes para pessoas diferentes, e que elas avaliarão o que está acontecendo de maneiras diferentes, baseadas em suas perspectivas e condicionamentos.
Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 335

Quais são os valores que estão me controlando ?

Como sei quando meus valores estão sendo atendidos... e quais são meus valores ?

Anthony Robbins

Intenção

Você tem uma intenção maior na vida, alinhada com os seus valores, que lhe dá uma direção geral, como se fosse uma espécie de missão pessoal ? Se eu lhe pedisse para pensar no assunto, o que lhe viria à mente ?
...
Um jeito de você descobrir sua intenção em sua vida é o seguinte : Imagine-se no final de sua vida, velhinho ou velhinha, saudável e feliz, recebendo uma grande homenagem, ... O que levou você a merecer este justo reconhecimento ?
...
Você sabe por que a intenção é tão importante ? Se você apenas estabelece metas, sem ter uma direção, ao alcança-las você pode sentir um vazio e se perguntar :
- E agora ?
Bibliografia :
Modelagem de Excelência
Vieira, Dra. Deodete Packer
Editora Eko
Blumenau
1996
Pág. 97 a 99

Do Formigamento à Alta Energia

Como seria sua vida se você pudesse pegar todas as emoções negativas que já sentiu e baixar sua intensidade, a fim de que não tenham um impacto tão poderoso, o que lhe permitirá se manter sempre no comando ? Como seria sua vida se pudesse pegar as emoções mais positivas e intensificá-las, levando assim sua vida para um nível superior ?
Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 225

Sonhar criativamente

Sonhar criativamente é a parte "sonhadora" do ciclo criativo e pode ser realizada separadamente ou como parte da estratégia Disney. No grupo, o sonhar criativo pode produzir algumas excelentes idéias, e a sinergia entre pessoas diferentes pode desenvolver idéias com a qualidade que uma pessoa sozinha não poderia criar. Existem algumas orientações para se obter o máximo do processo grupal, muito semelhante à criatividade interna do sonhador na estratégia Disney :

- Os membros do grupo não criticam suas próprias idéias nem as de qualquer outra pessoa, de forma verbal ou não-verbal.
- As idéias não precisam ser realistas. Não existem limites para aquilo que é possível.
- Todos podem participar igualmente e as idéias de todos têm o mesmo valor. Todas as idéias são anotadas.

Bibliografia :
Treinando com a PNL
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 82 e 83

...
Um dos ensinamentos da PNL é que
"Conhecimento é apenas um rumor até estar no músculo"
...
Desde o início dos anos 70, a visão da PNL vem sendo de fornecer ferramentas simples para transformar a Vida de qualquer pessoa.
...

Robert B. Dilts
Santa Cruz, Califórnia
Julho, 2001

Bibliografia :
Mude sua Vida com PNL! Programação Neurolinguística
Com a Apresentação de Robert Dilts "Co-Criador da PNL"
Epelman, Deborah
www.pac.com.br
São Paulo
2001
Pág. 13 e 14

Mapa da Realidade

Grinder e Bandler afirmam em The Structure of Magic que as pessoas agem não em função da realidade, mas da representação que construíram dela e que eles chamam de "mapa da realidade". Este se compõe de imagens sensorias e de palavras; em muitos casos, substitui a realidade, notadamente nas situações conflituais, nas tensões relacionais, nas dificultades de comunicação. Essas situações são encaradas de um lado no plano da interação de duas ou várias pessoas, de outro lado em termos de "comunicação interna", isto é, de conflitos pessoais.

Para concluir, podemos sublinhar também que a mudança é uma questão de modificação das representações: o objetivo que se procura atingir é primeiramente imaginado da mesma forma que o desempenho que se quer melhorar. Passar de uma relação conflitual para uma relação harmoniosa necessita também de mudar as representações que cada um construiu do outro e de seus comportamentos.

Bibliografia :
PNL e Comunicação - A dimensão da criatividade
Cudicio, Catherine
Editora Record
Rio de Janeiro
1996
Pág. 36 e 37

O que é Programação Neurolingüística-PNL?

É o estudo da estrutura da experiência subjetiva. Ela estuda os padrões (“programação”) criados pela interação entre o cérebro (“neuro”), a linguagem (“lingüística”) e o corpo.

A PNL estuda como o cérebro e a mente funcionam, como criamos nossos pensamentos, sentimentos, estados emocionais e comportamentos e como podemos direcionar e otimizar esse processo. Em outras palavras, ela estuda como o ser humano funciona e como ele pode escolher maneira que quer funcionar.

Ela estuda como se processa o pensamento. Pensar é usar os sentidos internamente. Pensamos vendo imagens internas, ouvindo sons ou falando internamente e tendo sensações. Também estuda a influência da linguagem que, embora seja produto do sistema nervoso, ativa, direciona e estimula o cérebro e é também a maneira mais eficaz de ativar o sistema nervoso dos outros, facilitando a comunicação.

Extraído da Apostila do Inap para o Projeto PNL na Escola, disponível em www.pnl.med.br

Representações Inconscientes

No trabalho de desenvolvimento pessoal, quando se quer ajudar as pessoas a se conhecerem melhor e a se aceitarem melhor, aquele que as conduz é encarregado de pô-las em contato com representações inconscientes que influem em seus comportamentos e às vezes os bloqueiam. Em seu livro Frogs into Princes (De sapos a príncipes), Bandler e Grinder citam o caso de uma de suas pacientes dominada por vertigem toda vez que se aproximava de uma janela. Essa mulher não tinha consciência de que, ao fazer isso, deixava surgir em si uma imagem na qual se via cair e à qual reagia pela sensação de vertigem. Todavia, ter consciência disso não bastava; faltava muito, ainda, para resolver a dificuldade. Bandler e Grinder então utilizaram em seguida uma técnica que consistiu em mudar ao mesmo tempo a representação negativa e suas modalidades sensoriais.
Bibliografia :
PNL e Comunicação - A dimensão da criatividade
Cudicio, Catherine
Editora Record
Rio de Janeiro
1996
Pág. 63

Convicções

Não são os eventos externos em nossas vidas que nos moldam, mas sim as convicções sobre o que esses eventos significam.
...
Como se pode constatar, nunca é o ambiente; nunca são os eventos de nossas vidas, mas sim o significado que atribuímos aos eventos - como nós os interpretamos - o que molda quem somos hoje, e o que nos tornaremos amanhã. São as convicções que fazem a diferença entre uma vida inteira de alegre contribuição e uma existência de sofrimento e desolação.
Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 78 e 79

MODELOS E AS CRIANÇAS

Um dos fatores que moldam o caráter do ser humano é um modelo. As crianças tomam como modelo o comportamento dos pais; já os adolescentes escolhem um ídolo.

A necessidade de seguir um modelo está profundamente enraizada na psique do animal humano. (animal humano; sim, nós não somos vegetais nem minerais, lembre-se.)
...
Um modelo é algo a ser copiado. Através do modelo maternal o animal aprende o básico para a sua sobrevivência, e o homem aprende a base da vida social, o que é muito: todos os alicerces culturais, políticos e morais sedimentados ao longo dos séculos precisam ser aprendidos pelo pequeno ser antes que ele possa ser considerado civilizado.

Portanto prestemos atenção em primeiro lugar ao nosso comportamento, pensando que nossos filhos vão, sim, copiar as nossas atitudes.

Se queremos que as crianças falem em português correto, como falaremos em gírias e palavrões ? Se queremos que sejam tranguilos, como correremos esbaforidos de um lado para outro, gritando uns com os outros e apressando-os com "Vamos! Ande Logo!" ?

Há que se ter coerência.

Analisemos os valores que queremos passar para nossas crianças e verifiquemos se estamos vivendo de acordo com eles. Tenhamos a coragem de mudar o que for preciso ser mudado.

Bibliografia :
O que você diz a seu filho ? - Programação neurolinguística para pais e educadores.
Rodrigues, Sonia
Espa Editora
São Paulo
1999
Pág. 25 e 26

COMPREENSÃO

Perceber que os outros têm seu próprio modelo representativo do mundo ou da experiência exterior, que por mais estranho que ele possa nos parecer, tem muito sentido no contexto de cada um. Portanto, não há graça alguma em queixar-nos dos outros, quando estes encaram a vida de modo bem diferente do nosso.
Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 66

Tudo o que Focalizamos se torna nossa Idéia da Realidade

... O foco não é a verdadeira realidade, porque é a visão de uma pessoa; é apenas uma percepção do modo como as coisas realmente são. Pense nessa visão - o poder do nosso foco - como sendo a lente de uma câmera. A lente mostra apenas a imagem e o ângulo que você focalizou. Por isso, as fotografias que você tira podem com a maior facilidade distorcer a realidade, apresentando apenas uma parcela mínima da imagem ampla.

Vamos supor que você foi a uma festa sem a sua câmera, sentou num canto, focalizou um grupo de pessoas discutindo. Como essa festa seria representada ? Seria projetada como uma festa desagradável e frustrante, em que ninguém se divertiu, e todos brigaram. E é importante para nós lembrar que a maneira como representamos as coisas na mente vai determinar como sentimos. Mas o que aconteceria se você focalizasse sua câmera em outro ponto da sala, onde as pessoas riam, contavam piadas, se divertiam ? Mostraria ter sido a melhor das festas, com todo mundo se divertindo demais !

...
Parafraseando Ralph Waldo Emerson, cada um de nós vê nos outros o que temos em nossos corações.

Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 168 e 169

Adaptação

... não são os eventos que mais importam para nós; em vez disso, é a maneira como interpretamos esses eventos que vai determinar como pensamos a respeito de nós mesmos, e como agiremos no futuro. Uma das coisas que nos torna tão especiais é a maravilhosa capacidade de adaptação, de transformar e manipular objetos e idéias para produzir algo mais agradável ou útil. Acima de tudo, nosso talento de adaptação é a capacidade de absorver as experiências de nossas vidas, relacioná-las com outras experiências, e criar uma tapeçaria caleidoscópica de sentidos que é diferente da projetada por qualquer outra pessoa do mundo.
Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 63

Decisões I

Decisões sobre quem somos, especialmente decisões limitantes, podem afetar toda a nossa vida. Decisões podem criar crenças, valores e atitudes e até o modo de viver. Ou pode simplesmente afetar nossa percepção ao longo do tempo. O problema com muitas decisões é que elas foram feitas inconscientemente na mais tenra idade e esquecidas. Além disto, tomamos decisões em um determinado momento e não reavaliamos, quando crescemos ou quando nossos valores mudam. Aquelas decisões que não reavaliamos (especialmente as limitantes), frequentemente afetam nossa vida de maneira ou modos que não correspondem a nossa intenção original.
Bibliografia :
A Terapia da Linha do Tempo e a Base da Personalidade
James, Tad
Woodsmall, Wyatt
Editora Eko
Blumenau
1993
Pág. 9

Valores I

Valores ... a maneira pela qual decidimos se nossas ações são boas ou más, certas ou erradas. Os Valores definem como nos sentimos a cerca de nossas ações. Deles provem a força primária de nossa motivação, por de trás de nossas ações. Os Valores são organizados em uma hierarquia, onde o mais importante está no topo e os menos importantes estão abaixo dele. Cada um de nós possui modelos distintos de mundo (uma representação interna de como o mundo é) e nossos valores estão interrelacionados com tais modelos. Ao nos comunicarmos conosco mesmo ou com outra pessoa, se o nosso modelo de mundo conflita com nossos valores ou com valores da outra pessoa, provavelmente haverá um conflito. Richard Bandler diz: "Valores são aquelas coisas das quais não abrimos mão."
Bibliografia :
A Terapia da Linha do Tempo e a Base da Personalidade
James, Tad
Woodsmall, Wyatt
Editora Eko
Blumenau
1993
Pág. 7

Nós não podemos mudar os outros. Só podemos mudar a nós mesmos. Nós não podemos controlar o que acontece no mundo à nossa volta - nós só podemos dar um jeito na nossa maneira de reagir diante dele.
...
A chave para definir como administramos nosso estado de espírito é nossa habilidade em estruturar e reestruturar as situações de maneira que elas funcionem para nós.

Se, por exemplo, sempre que alguém der um retorno sobre algo que você fez e você mesmo tomar isso como uma crítica negativa, provavelmente se sentirá frustado e até mesmo aborrecido quando alguém fizer qualquer tipo de comentário a seu respeito.

Se, no entanto, você captar em sua mente todo retorno como uma oportunidade de aprendizagem, e se essa for importante para você, então todo retorno, independentemente da maneira como for dado, vai ser uma dádiva.

Bibliografia :
Introdução à Neurolinguística
Knight, Sue
Nobel
São Paulo
2001
Pág. 33 e 34

O Efeito Paradigma

...
Thomas Kuhn percebeu um tipo incomum de comentário que ocorre nos escritos dos cientistas que mudaram seus paradigmas. São frases que têm sabor não científico, com descrições exageradas e subjetivas, tais como: "As escadas ruíram por terra, bem em frente dos meus olhos". Parece que tais cientistas passaram a ver coisas que não viam antes. A razão lógica para isso é que o novo paradigma os força em direções diferentes.

Dizia Kuhn: "Num sentido que não consigo explicar, os proponentes de paradigmas competitivos percorrem seus caminhos em mundos diferentes... Dois grupos de cientistas vêem coisas diferentes ao olhar para o mesmo ponto. Mais uma vez, isto não quer dizer que eles vêem o que querem. Ambos estão olhando para o mundo, e o que eles observam não mudou. Mas em certas áreas, eles vêem coisas diferentes e as vêem em diferentes relações um com outro. É por isso que leis que nem sequer conseguem ser demonstradas para um grupo de cientistas podem ser intuitivamente óbvias para outro."

O que Khun diz é que paradigmas atuam como filtros fisiológicos.

Isto significa que qualquer dado existente no mundo exterior, mas não ajustado ao nosso paradigma, terá dificuldade para passar pelos filtros (Eliminação), assim como os dados que se ajustam ao paradigma passam pelo filtro e se concentram de tal modo que criam uma ilusão (Distorção) - a de ser uma grande evidência do paradigma.

Portanto, o que percebemos é dramaticamente determinado pelos nossos paradigmas. O que é visível e óbvio para uma pessoa com um paradigma pode ser literalmente invisível para outra, que tenha um paradigma diferente. este é o Efeito Paradigma.

Portanto, quando alguém lhe diz: "Isto é impossível", estas palavras podem ser traduzidas por: "Baseado no paradigma em que estamos atuando agora, não sabemos como fazer isto". O Pior disso tudo é o efeito fisiológico: a pessoa é literalmente incapaz de perceber coisas que estão bem à sua frente.
...

Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 63 e 64

Objetivos

O segundo princípio da PNL é saber o que você deseja. A não ser que saiba onde está indo, ficará vagando sem direção e nem mesmo saberá se chegou lá. A PNL pressupõe que agimos com um objetivo, apesar de algumas vezes não sabermos muito bem qual ele é. Quanto mais você souber aquilo que deseja, mais fácil será alcança-lo. Na PNL, as coisas que você deseja são conhecidas como "objetivos".
Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 41

Acuidade Sensorial

O terceiro pilar da PNL é a acuidade sensorial: usar os seus sentidos, ficar alerta aos sinais que você está recebendo. Permanecer saudável significa prestar atenção àquilo que seu corpo está lhe dando. Ele lhe dirá quando você está fazendo alguma coisa que não é boa para ele.
Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 41

Meta-Programas (Ir em direção ao positivo ou fugir do negativo)

Você possui inúmeros programas, específicos para cada comportamento: programas que lhe permitem andar, ler, operar uma máquina, etc. E possui também os meta-programas, que organizam os programas e lhes dão direção.

Hoje analisaremos dois meta-programas (existem vários).

Responda: se você tivesse que correr 20 Km, você preferiria correr porque iria receber um prêmio milionário ou porque atrás de você estaria um cachorro enorme e muito bravo?

Ir em direção ao positivo (o prêmio milionário) ou fugir do negativo (o cachorro bravo) são dois importantes meta-programas, que dirigem muitos de nossos comportamentos. Cada um é adequado a determinados contextos.

Por exemplo, você coloca seu carro no seguro fugindo do negativo (roubos, acidentes). Você vai ao cinema buscando o positivo (distrair-se, ver seu ator preferido). E você compra um número de rifa ou para que parem de insistir e de importuná-lo (fugindo do negativo) ou na esperança de ganhar o prêmio (indo para o positivo).

Também um aluno pode estudar a fim de não ser reprovado (fugindo do negativo) ou para adquirir conhecimentos (indo em direção ao positivo).

Na verdade, na maioria das situações, é possível tanto se dirigir ao positivo quanto se afastar do negativo. É você quem escolhe o que focalizar.

Se você resolve ir a uma festa, poderá fazê-lo para se divertir (positivo) ou para não ficar em casa vendo programas monótonos na TV (negativo).

Há pessoas que estão sempre fugindo do negativo, em todas as situações. Estão sempre "lutando" contra algo.

Se resolvem fazer uma limpeza em casa, não é para que ela fique mais agradável (positivo), mas sim para "lutar" contra o pó, a desorganização, etc.(negativo).

Quando saem para o trabalho, não pensam nas coisas positivas que poderão realizar, mas sim na possibilidade de ficarem sem dinheiro caso não trabalhem, nas dívidas que têm para pagar (negativo) e encaram as tarefas como um inimigo que deve ser derrotado e eliminado.

Geralmente, têm muita dificuldade para sentir alegria, prazer nas coisas que fazem, pois estão sempre se obrigando a fazer algo: a lutar contra o tempo, lutar contra o cansaço e o desânimo frente a tarefas vistas como desagradáveis, que buscam fugir do negativo. São autoritárias e exigentes consigo próprias.

Algumas crenças contribuem para isto. Por exemplo: "Trabalho não combina com prazer, mas com obrigação, esforço, força de vontade". "Estou sofrendo agora, mas depois meu esforço será recompensado".

Pessoas com este tipo de crença sentem-se mal se estiverem se divertindo em seu trabalho. Para elas, a sensação do dever cumprido vem depois de "suar a camisa", "dar o sangue", "batalhar", etc. Diversão combina com lazer.

Em geral elas se sentem bem melhor e mais felizes quando passam a questionar as crenças acima e quando reaprendem a sentir prazer em tudo o que fazem. Às vezes elas precisam se reconectar às suas sensações, pois estão como que anestesiadas. Suprimiram boa parte delas, uma vez que não se permitem sentir prazer e também porque precisam desconsiderar as sensações desagradáveis (cansaço, fome, sono) a fim de realizarem tarefas a que se obrigam, em que estão fugindo do negativo.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado (Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística)

As crenças são como bens

Falamos sobre crenças como se elas fossem bens. A linguagem é particularmente reveladora. Nós "temos" crenças. Podemos "adotá-las" ou "adquiri-las", e podemos "herdá-las". Dizemos que as pessoas "mantêm" crenças e "agarram-se" a elas. Quando desistimos delas, as "rejeitamos", as "abandonamos" ou as "perdemos".

Se as crenças são bens, podemos ser possessivos. Algumas poderiam ser heranças preciosas, outras objetos do dia-a-dia. Revelamos algumas, outras são valiosas para serem mostradas para todos.

As escolhemos de muitas maneiras e, como a mobília ou a decoração, elas são escolhidas de modo a não entrarem em conflito. Podemos gostar de algumas crenças, mas elas não "combinam" com a decoração.

Se você pensasse nas crenças como bens que pudesse escolher e rejeitar deliberadamente, não aleatoriamente, como você decoraria e mobiliaria o seu mundo interno ?

Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 79 e 80

...
Como nos descreve Robert Dilts, um dos maiores pesquisadores e autores atuais da P.N.L. e suas aplicações, "A Programação Neuro-Lingüística é um nome que engloba os três componentes mais influentes na produção da experiência humana: Neurologia, Linguagem e Programação. O sistema neurológico regula o funcionamento de nosso corpo, a linguagem determina como interagimos e nos comunicamos com outras pessoas e nossa programação determina os tipos de modelos de mundo que criamos. A P.N.L. descreve a dinâmica fundamental entre mente (neuro) e linguagem (lingüística) e como suas interações afetam nosso corpo e comportamentos (programação). A P.N.L. é uma escola pragmática de pensamento - uma "epistemologia" – que se refere aos múltiplos níveis envolvidos no ser humano, sendo um processo multidimensional que encerra o desenvolvimento de competência e flexibilidade comportamental, também envolve o pensamento estratégico e a compreensão dos processos mentais e cognitivos por trás dos comportamentos.

A P.N.L. provê ferramentas e habilidades para o desenvolvimento de estados de excelência individual, e também estabelece um sistema de fortalecimento das crenças e pressuposições sobre o que é o ser humano, o que é comunicação e sobre o que são processos de mudança. Em outro nível, a P.N.L. é sobre auto-descoberta, é sobre explorar nossa identidade e missão. Também oferece uma estrutura para compreender e referir-se à parte "espiritual" da experiência humana que vai além de nós mesmos, de nossa família, comunidade e sistema global. A P.N.L. não é apenas sobre competência e excelência é sobre sabedoria e visão.".
...

Extraído de parte do artigo : A Programação Neuro-Lingüística nas Organizações - História e Aplicações - Por Antonio Carlos Fortes Veiga - Diretor SynapsiS - www.synapsis.com.br

Uma Representação do Mundo

Diversas pessoas na história da civilização estabeleceram este ponto - que há uma irredutível diferença entre o mundo e a nossa experiência do mesmo. Nós como seres humanos não operamos diretamente no mundo. Cada um de nós cria uma representação do mundo em que vivemos - isto é, criamos um mapa ou modelo que usamos para gerar nosso comportamento. Nossa representação do mundo determina em grande escala o que será nossa experiência do mesmo, como perceberemos o mundo, que escolhas teremos à disposição enquanto nele vivermos.
Bibliografia :
A Estrutura da Magia - um livro sobre a linguagem e terapia
Bandler, Richard
Grinder, John
Editora Guanabara Koogan
Rio de Janeiro
1977
Pág. 27

Compreender a experiência

Há duas formas principais de compreender a experiência e os acontecimentos. Podemos nos concentrar no conteúdo, na informação. O que significa esta peça ? Como é chamada ? Qual a sua aparência ? De que maneira ela é parecida com as outras ? Grande parte da educação é assim: peças de quebra-cabeça podem ser interessantes e bonitas para serem estudadas isoladamente, mas que só nos fornecem uma percepção unidimensional. Para uma compreensão mais profunda é necessário outro ponto de vista: a relação ou contexto. O que significa esta peça ? Como ela se relaciona com as outras ? Onde ela se encaixa no sistema ?
Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 83

Perceba os Feedbacks

Você, provavelmente, já sabe que quase tudo (ou será que é tudo?) neste mundo de Deus é processo. E que processo tem direção. Se você está fazendo mudanças em direção aos seus Resultados Finais Desejados, perceba os feedbacks. Feedbacks são pistas. Siga mentalmente as pistas, os resultados que está obtendo ...
Está na direção que você estabeleceu ?
Bibliografia :
É tempo de mudança : programação neurolinguística
Guilhermino, Clô
Editora Gaia
São Paulo
1996
Pág. 118

Metáforas

A PNL faz grande uso das metáforas e aconselha-as a todos os especialistas em PNL; elas efetivamente são muito poderosas, quer numa relação de ajuda ou de convicção, com a condição todavia de que os quadros de referência que elas utilizam estejam de acordo com as representações daqueles aos quais elas se dirigem.
Bibliografia :
PNL e Comunicação
Cudicio, Catherine
Record
Rio de Janeiro
1996
Pág. 69

Perspectivas diferentes

Uma maneira poderosa para ser flexível em seu raciocínio é adotar perspectivas diferentes.
...
Quanto mais pontos de vista você puder obter, mais ricas serão as informações, tornando-se mais fácil descobrir qual a melhor maneira para agir em seguida. Na PNL isso é conhecido como descrição múltipla.

Existem três pontos de vistas básicos, três maneiras de considerar qualquer comunicação.

1. Há a sua própria realidade. Aquilo que você pensa como indivíduo a partir de sua experiência pessoal, que é conhecido como primeira posição.

2. Então, há a realidade sob o ponto de vista da outra pessoa: essa é a segunda posição. Muitas pessoas não gostam dessa idéia, achando que compreender e concordar são a mesma coisa, isto é, que se consideramos alguma coisa a partir de outro ponto de vista, precisamos concordar com ela. Entretanto, embora seja necessário compreender o ponto de vista do outro, não é preciso concordar com ele. De qualquer modo, a não ser que o compreendamos, não saberemos se concordamos com ele.

3. Finalmente, há a chamada terceira posição ou metaposição. Essa é a visão sistêmica, que considera o relacionamento do lado de fora.

Bibliografia :
Treinando com a PNL
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 44

Hierarquia de Valores Essenciais

Eis um exercício simples que você pode fazer nos próximos cinco minutos para esclarecer os seus valores essenciais:

1. Pense em pelo menos três das experiências mais significativas de sua vida. Considere sucessivamente cada uma delas e pergunte-se o que você obteve delas para que se tornassem tão significativas. Escreva uma lista de palavras ou frases-chave.
2. Continue até obter um grupo de mais ou menos cincos palavras que representem os valores essencias que se repetem em diferentes experiências significativas.
3. Desses cinco valores essencias, se você tivesse que perder um, qual deles escolheria? Sublinhe essa palavra e escreva o número cinco ao seu lado. Repita para cada um deles, sucessivamente, até ficar com um único valor mais importante, o número um.

Você acabou de planejar uma hierarquia dos seus valores essenciais. As decisões são difíceis porque, geralmente, representam um conflito de valores. Por exemplo, você aceita ou não fazer um trabalho extra? Por um lado, você precisa de dinheiro extra, por outro, deseja dedicar-se mais à família. Se você souber o que é mais importante, a decisão torna-se simples.

Bibliografia :
Treinando com a PNL
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 108

A mudança de postura mental lhe proporciona um alinhamento mais preciso com seus objetivos. A partir do momento em que decide que algo é prioritário, você lhe concede uma tremenda intensidade emocional, e com o foco contínuo, qualquer recurso que ajudar na realização se tornará evidente.
Anthony Robbins

PNL e Coaching

O que é Coaching?
O "Coaching" visa guiar as pessoas no processo de desenvolver uma atuação na vida pessoal e profissional, com um desempenho que corresponda ao potencial de suas habilidades. Durante a orientação, o "Coach" ajuda seu cliente a estar ciente dos seus recursos e capacidades, bem como de seus valores fundamentais e um senso de propósito de vida. Os pontos fortes do cliente são reforçados através de observação, feedback e estímulos, para o bem de sua vida pessoal, familiar e no contexto profissional.

Coaching e PNL
As habilidades desenvolvidas através da Programação Neurolinguística facilitam o desenvolvimento do trabalho de coaching. Saber elaborar uma meta bem formulada, usar apropriadamente as perguntas do metamodelo, manter sintonia com o cliente, tomar diferentes perspectivas de uma situação, reconhecer estados internos ou de recursos, estão entre algumas das habilidades desejáveis de um coach que o practitioner aprende na formação básica de PNL.

Esse conhecimento se constitui numa vantagem para o practitioner e favorece um treinamento voltado para como estruturar o trabalho de coaching utilizando o “Ciclo de Coaching” e como fazer as escolhas certas das técnicas e ferramentas da PNL para se obter um resultado eficaz para o processo de mudança do cliente.

Extraído do site : www.pnlnucleo.com.br de Arline Davis que é Consultora, Treinadora e Coach, Diretora do Núcleo Pensamento & Ação e Presidente do Conselho Administrativo da ONG R.E.D.E. .

Enquanto estruturamos nossas vidas de uma maneira em que a felicidade seja dependente de algo que não podemos controlar, então vamos experimentar dor.
Anthony Robbins

Equivalência de Critério - III

Dois indivíduos podem dizer que têm os mesmos valores e ainda assim agir de modo diferente em situações semelhantes. Isto ocorre porque, apesar de as pessoas compartilharem valores semelhantes (como “sucesso”, “harmonia” e “respeito”), eles podem ter muitas formas diferentes de evidência para julgar se esses critérios são satisfeitos ou violados.

A evidência de uma pessoa para o valor “respeito”, por exemplo, pode ser que sua audiência seja calma e mantenha contato ocular constante.
A evidência de “respeito” para outra pessoa pode ser que a audiência tenha um envolvimento ativo, com questionamentos provocativos.
Isto pode ser a origem ou de conflito ou de diversidade criativa.

Equivalência de critério é o termo usado em PNL para descrever evidências específicas e observáveis que definem se um critério específico é satisfeito ou não.
Equivalências de critério são muito mais baseadas no sensorial do que nos próprios valores ou critérios, e podem ser influenciados por várias qualidades sensoriais de uma experiência. As pessoas geralmente diferem em seus sistemas representacionais, níveis de detalhe e perspectivas que usam para avaliar seu sucesso em satisfazer seus valores ou critérios essenciais.

Robert Dilts

Sabe qual é a diferença entre o teimoso e o persistente ?

O teimoso é aquele que, não conseguindo o seu objetivo, repete os mesmos comportamentos e atitudes na expectativa de lograr sucesso.

O persistente é aquele que, na mesma situação acima, altera criativa e flexivelmente seus comportamentos e atitudes até alcançar o objetivo desejado.

O persistente sempre obtém o que deseja. O teimoso nem sempre.

Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 100

"As pessoas fazem as melhores escolhas a cada momento, dadas as possibilidades e capacidades que são percebidas como disponíveis a partir de seu próprio modelo de mundo ou seu próprio mapa."

Bibliografia :
Mude sua Vida com PNL! Programação Neurolinguística
Com a Apresentação de Robert Dilts "Co-Criador da PNL"
Epelman, Deborah
www.pac.com.br
São Paulo
2001
Pág. 34

DISTORÇÃO: é o processo que nos permite fazer substituições em nossa experiência de dados sensoriais. É o nosso poder de imaginação, de criatividade e de fantasia. Isto é, a capacidade de imaginar as coisas antes que estas ocorram, a habilidade de mudar a realidade presente, das criações artísticas e científicas, de fazer planejamento para o futuro, de sonhar.

Entretanto, é o mesmo processo de Distorção que limita o modelo de mundo de muitas pessoas gerando sofrimento, expectativas, angústias ou medos, simplesmente imaginando atitudes, comportamentos ou situações problemáticas e negativas ainda inexistentes.

Bibliografia :
Magia da mente em ação
Chung, Dr. Tom
Double Tree Editora
1991
Pág. 42

ELIMINAÇÃO: é o processo pelo qual concentramos seletivamente a atenção em certos aspectos de nossa experiência e excluímos outros. É o poder mental que temos para concentrar-nos naquilo que nos interessa ou que queremos realizar, liberando-nos da sobrecarga de informações desnecessárias que possam perturbar nossa eficiência ...
Em contrapartida, usando o mesmo processo, há pessoas que são capazes de bloquear ou eliminar a audição de mensagens de apreço de outras.
Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 60

Generalização é o processo pelo qual os elementos ou partes do modelo de uma pessoa afastam-se de sua experiência original, e vêm a representar toda a categoria da qual a experiência é um exemplo. Nossa habilidade para generalizar é essencial para enfrentar o mundo. Por exemplo, nos é útil sermos capazes de generalizar a partir da experiência de nos queimarmos quando tocamos um fogão quente, formulando a regra de que não se deve tocar fogões quentes. Mas generalizar esta experiêrncia a uma percepção de que fogões são perigosos e, portanto, recusar-se a ficar no mesmo recinto com um fogão é limitar desnecessariamente nossa movimentação no mundo.
Bibliografia :
A Estrutura da Magia - um livro sobre a linguagem e terapia
Bandler, Richard
Grinder, John
Editora Guanabara Koogan
Rio de Janeiro
1977
Pág. 36

“Os filósofos reconheceram e classificaram dois tipos de problemas. Primeiro existe o problema de como as coisas são, o que é uma pessoa, e que tipo de mundo é este. São problemas de Ontologia. Segundo existem os problemas de como sabemos sobre algo, ou mais especificamente, como sabemos que tipo de mundo é este e que tipo de criaturas somos que podemos saber algo, ou nada, sobre estes temas. Este é um problema de Epistemologia. Na história natural do ser humano, ontologia e epistemologia não podem estar separadas. Nossas (geralmente inconscientes) crenças sobre que tipo de mundo é este determinarão nossas crenças sobre a natureza. O ser humano está desta forma, atado a uma rede de premissas ontológicas e epistemológicas que, independentes de verdade ou falsidade últimas, se tornam parcialmente valiosas para ele”
Gregory Bateson

Comunicação com o outro

Para nos comunicarmos melhor, portanto, devemos compreender que somos todos diferentes na maneira como vemos o mundo, e usar este entendimento como guia para nossa comunicação com o outro, isto é, ter sempre em mente que as pessoas com quem estamos nos comunicando possuem experiências subjetivas diferentes das nossas e representadas em níveis diferentes dentro das suas memórias.
Bibliografia :
Magia da mente em ação
Chung, Dr. Tom
São Paulo
Double Tree Editora
1991
Pág. : 77

Como Selecionar as emoções - O Procedimento de seleção "Antes"

1 - Descreva a situação, incluindo de maneira específica o que já conhece e o que é novo e diferente.

2 - Pense no que deseja obter nessa situação, mesmo que seja apenas se divertir, ser prestativo ou se proteger.

3 - Decida o que quer sentir nessa situação.

4 - Identifique os comportamentos que sejam as consequências naturais da emoção que gostaria de sentir nessa situação. Isto é, que comportamentos adota ao sentir emoção ? Esses comportamentos são os que deseja para a ocasião ? São eles compatíveis com os resultados estabelecidos para a situação ? Se a resposta for negativa, volte ao item 3 e escolha outra emoção que gostaria de sentir nessa ocasião.

5 - Imagine-se na situação sentindo a emoção escolhida, e avalie o possível desenrolar dos acontecimentos. Inclua em suas considerações a reação das outras pessoas, a preservação de seu bem-estar e sua eficácia em atingir os objetivos desejados. Se a emoção escolhida não for suficiente para satisfazer suas necessidades, volte ao item 3 e acrescente outras emoções que considere apropriadas.

6 - Tenha acesso à emoção (ou emoções) que deseja na situação atual.

Bibliografia :
O Refém Emocional - Resgate sua vida afetiva
Cameron-Bandler, Leslie
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1993
Pág. 186

O que é escolha ?

Para mim, escolha é ter respostas múltiplas para o mesmo estímulo.
Bibliografia :
Sapos em Príncipes : Programação Neurolinguística
Bandler, Richard
Grinder, John
Summus Editorial
São Paulo
1982
Pág. 102

Como Selecionar as emoções - O Procedimento de seleção "Durante"

1 - Quando tiver consciência de que sua experiência atual é de certa forma insatisfatória, identifique como está se sentindo e se comportando nessa situação.

2 - Respire fundo e "saia de dentro de si mesmo". (Imagine-se dentro da situação, como se fosse um mero espectador.) Desse ponto de vista imparcial pergunte-se : "O que eu quero ? Qual o meu objetivo neste momento ?"

3 - Selecione um ou mais sentimentos que seriam mais úteis para alcançar o que deseja.

4 - Identifique os comportamentos que constituem as consequências naturais da emoção que quer sentir. Quais os comportamentos que tem naturalmente quando sente aquela emoção ? Esses comportamentos serão úteis para conseguir o que deseja ? Se a resposta for negativa, volte ao item 3 e escolha uma emoção diferente, mais adequada para a ocasião.

5 - Imagine-se sentindo a emoção escolhida e pense no desenrolar dos acontecimentos ao se sentir daquela maneira. Inclua em suas considerações a reação das outras pessoas, a preservação de seu bem-estar e sua eficácia em atingir os objetivos desejados. Se a emoção escolhida não for suficiente para satisfazer suas necessidades, volte ao item 3 e acrescente outras emoções que considere apropriadas.

6 - Proponha-se ter acesso à emoção (ou emoções) que deseja ter na situação atual.

Bibliografia :
O Refém Emocional - Resgate sua vida afetiva
Cameron-Bandler, Leslie
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1993
Pág. 185 e 186

Como Selecionar as emoções - O Procedimento de seleção "Depois"

1 - Identifique uma experiência que considera insatisfatória devido a sentimentos e/ou comportamento que teve na ocasião. Avalie o que aconteceu em termos de "O que estava acontecendo?" e "Aonde eu estava querendo chegar?" (As respostas a essas perguntas podem incluir emoções, comportamentos e objetivos).

2 - Especifique a maneira como gostaria de ter-se comportado.

3 - Procure identificar a emoção necessária para gerar o comportamento desejado.

4 - Após descobrir a emoção que poderia tê-lo ajudado a se comportar da maneira desejada, imagine o mesmo tipo de situação no futuro e, mantendo a emoção escolhida, imagine de que maneira ela afetaria sua experiência e comportamento. Lembre-se de levar em consideração a reação das outras pessoas, a preservação de seu bem-estar e a eficiência em alcançar o objetivo desejado. Se a emoção escolhida lhe parecer inadequada ou insuficiente, volte ao item 3 e escolha outra emoção ou acrescente uma segunda à escolhida.

5 - Se a emoção escolhida satisfizer o objetivo que deseja atingir naquela situação, sinta-a realmente, para que da próxima vez que se encontrar na mesma situação possa sentir-se da maneira desejada.

Bibliografia :
O Refém Emocional - Resgate sua vida afetiva
Cameron-Bandler, Leslie
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1993
Pág. 184 e 185

Congruência

A congruência ocorre quando assumimos um compromisso plenamente consciente e inconsciente para atingir um objetivo ou comportamento específico.
...
A pessoa tem de assumir um compromisso pessoal pleno, sem lutar contra si mesma ou contra outras pessoas, para ser capaz de atingir seu objetivo.
Robert Dilts

Observação

A primeira sugestão para você se tornar um observador mais perspicaz é : não faça qualquer julgamento precipitado sobre o que esteja ocorrendo ao seu redor.

Mesmo que você acredite estar vendo claramente o que está acontecendo, lembre-se, existe sempre uma outra explicação alternativa igualmente visível.

E a segunda sugestão é : traga sua atenção total para o presente, para o aqui e agora.

Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 155

Perguntas que solucionam

1) O que este problema tem de bom ?
2) O que eu realmente quero aqui ?
3) O que ainda é impossível fazer mas que, se fosse feito, mudaria significativamente a situação para melhor ?
4) O que posso fazer nesta situação ?
5) O que estou realmente disposto a fazer para obter o que quero ?
6) O que estou disposto a deixar de fazer para obter o que quero ?
7) Como posso desfrutar este processo enquanto faço o que for necessário para obter o que quero ?
8) Como isto tudo pode ajudar positivamente as pessoas envolvidas ?
...
Só por curiosidade, preste atenção nas perguntas que você faz a si mesmo pela manhã, ao acordar, ou à noite, ao se deitar. Verifique se estas perguntas são construtivas ou limitantes.
Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 189 e 190

PNL e os Operadores Modais de Possibilidade

Aos clientes que diziam "não posso", Fritz Perls, criador da Gestalt terapia, costumava responder o seguinte: "Não diga que não pode, diga que não quer".
Esta ressignificação bastante drástica imediatamente desloca a pessoa de paralisia para um estado em que ao menos é capaz de reconhecer a possibilidade de escolha.

Uma pergunta mais clara (e menos suscetível de quebrar o rapport) é:
"O que aconteceria se você fizesse isso ?"
Ou "O que o impede ?"
Ou ainda: "Como você se impede ?"
Quando alguém diz que não pode fazer algo, estabeleceu um objetivo e depois o colocou fora de seu alcance. A pergunta "O que o impede ?" enfatiza o resultado final e o obriga a identificar as barreiras, uma primeira etapa para ultrapassá-las.

Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 112

Flexibilidade de Comportamento

Responda às seguintes perguntas:

1- Indo ao seu restaurante favorito, você pede sempre o mesmo prato?
2 - Você faz todos os dias um mesmo caminho para voltar para casa?
3 - Se você vai preparar uma receita e descobre que não possui um dos ingredientes, você deixa de fazê-la?

Se você respondeu "sim" às perguntas acima, é possível que esteja apegado a rotinas, a padrões rígidos, e que lhe falte flexibilidade de comportamento.

Pessoas flexíveis possuem várias alternativas para lidar com uma mesma situação.

No caso de preparar uma receita, poderão substituir o ingrediente que falta ou pedi-lo ao vizinho e só em último caso deixarão de realizá-la. São pessoas que diante de imprevistos e da pergunta "E agora, o que eu faço?" são criativas e possuem escolha. Possuir escolha é sempre melhor do que sentir-se controlado pela vida, pelos desejos e receios.

Se uma pessoa acende um cigarro (ou come em excesso, bebe, etc) sempre que está ansiosa (ou insegura, ou deprimida), isto pode indicar que ela possui uma única maneira para lidar com a ansiedade.

Todavia, outras pessoas possuem comportamentos diferentes diante da ansiedade: lêem, praticam esportes, ouvem uma música suave. Tais pessoas podem escolher inclusive a alternativa mais adequada para cada situação. Por exemplo, no ambiente de trabalho, não sendo possível praticar esportes, pode-se andar um pouco ou conversar com um colega e assim driblar a ansiedade.

As formas como reagimos a cada tipo de situação ou pessoa em geral se tornam intensamente condicionadas (programadas) através da repetição.

O condicionamento por um lado é positivo porque nos permite agir automaticamente (você não precisa pensar demoradamente sobre o que fazer quando um pedestre cruza a rua bem na frente do seu carro). Em outras situações é negativo porque deixamos de experimentar novas possibilidades (se você sempre pede o mesmo prato em seu restaurante favorito, deixa de experimentar novas texturas, novos temperos, novos sabores, que enriqueceriam o seu paladar e a sua experiência).

A fim de adquirir maior flexibilidade de comportamento, faça algo que você nunca fez antes. Amplie seus interesses. Adquira novos "programas" (aprenda um esporte diferente, informe-se sobre novos assuntos, participe de cursos interessantes).

Identifique e interrompa antigos padrões de comportamento que lhe sejam prejudiciais. Por exemplo, se cada vez que você se sente entediado você "ataca" a geladeira, experimente algo novo, como ler uma revista ou outra atividade que o agrade. Repita isto várias vezes e você terá condicionado uma nova alternativa.

Quer você seja bem sucedido ao realizar um objetivo, quer você fracasse, da próxima vez use uma estratégia diferente. O sucesso pode impedi-lo de ser mais flexível e com relação ao fracasso, há um fato curioso: as pessoas tendem a insistir num comportamento mesmo quando ele não dá bons resultados (como nos chamados jogos de azar).

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado, Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística


A Evolução dos Modelos de Mundo

Essa abordagem evolutiva pressupõe que as nossas experiências do mundo e as nossas reações ao mundo sejam uma função dos modelos através dos quais percebemos esse mundo. Korzybsky sugeriu essa suposição quando afirmou que "o mapa não é o território". Mudando nossos modelos, podemos mudar nosso mundo e nós mesmos. A mudança que estamos propondo aqui é a diferença entre entender suficientemente bem os mecanismos de uma televisão para ser capaz de melhorar sua imagem e de sintonizar mais canais e ser capaz de gerar novos modos de transmitir informações. Uma vez que o paradigma de modelos evolutivos seja dado como certo (como a noção de relatividade), o mundo imediatamente deixará de ser um fluxo contínuo de obstáculos e limitações para se transformar em um mundo de oportunidades e possibilidades.
Bibliografia :
O Método EMPRINT : um guia para reproduzir a competência
Cameron-Bandler, Leslie
Gordon, David
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1992
Pág. 279

O que é intuição ?

É simplesmente a habilidade de (1) mover-se para níveis de maior abstração de pensamento (2) encontrar a interrelação entre as idéias e então (3) dirigir-se a níveis de maior especificidade ou de pensamento mais detalhado e (4) relacioná-las com a situação presente. Este é o processo.
Bibliografia :
A Terapia da Linha do Tempo e a Base da Personalidade
James, Tad
Woodsmall, Wyatt
Editora Eko
Blumenau
1993
Pág. 100

A responsabilidade da comunicação é do comunicador

A ação com que sua mente realiza tudo aquilo que faz se dá pela comunicação, seja a interior, seja aquela que mais conhecemos, que é o contato com outras pessoas.

E o modelo da PNL centraliza-se no PROCESSO da comunicação, isto é, na pesquisa de COMO a comunicação é realizada, passo a passo, para a obtenção dos resultados desejados, e não no conteúdo da comunicação.

Conhecendo esses passos estratégicos, você poderá interagir com mais sucesso e resultados, consigo mesmo e com os outros.

O primeiro passo para maior eficiência na comunicação é entender e praticar uma nova atitude, uma nova mentalidade, típica das pessoas de sucesso: se você deseja algo de uma pessoa (por exemplo, fazer uma venda ou estabelecer um relacionamento melhor), a responsabilidade quanto a obter o resultado desejado é sua !

Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 96 e 97

Técnicas de Ponte para o Futuro

As técnicas de ponte para o futuro e ensaio mental podem ser usadas para o aprendizado do dia-a-dia e para gerar novos comportamentos. Seria interessante você repassar as etapas descritas a seguir todas as noites antes de dormir.

Ao fazer uma revisão do seu dia, escolha algo que fez muito bem e algo com o qual não está tão satisfeito. Reveja ambas as cenas, ouça os sons, vivencie-as de novo de maneira associada. Depois saia fora das cenas e pergunte-se: "Que outra coisa eu poderia ter feito?" Quais seriam suas opções nessas experiências ? Como as boas experiências poderiam ser ainda melhores ? Poderia ter feito outras escolhas na experiência que não foi tão positiva ?.

Agora reviva as experiências plenamente, mas comportando-se nelas de maneira diferente. Como é que você vê agora a experiência ? Como ela lhe soa ? Verifique seus sentimentos. Esse pequeno ritual lhe dará novas opções. Você poderá identificar na experiência insatisfatória um sinal que possa alertá-lo, da próxima vez que essa experiência ocorrer, a usar outra opção já ensaiada mentalmente.

Você pode usar essa técnica para gerar comportamentos inteiramente novos ou para mudar e melhorar algo que já faz.

Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 80 e 81

Equivalência Complexa

A equivalência complexa ocorre quando duas afirmações são ligadas como se sempre significassem a mesma coisa, por exemplo: "Você não está sorrindo... não está se divertindo".

Outro exemplo seria "Se você não olha para mim quando estou falando com você, então não está prestando atenção".
...
Equivalências complexas podem ser questionadas com a seguinte pergunta:
"De que maneira isto significa aquilo ?"

Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 116

As macroestratégias e o TOTS

O TOTS fornece a estrutura básica e as distinções para identificar e definir macroestratégias de desempenho efetivo. A estrutura geral de um programa de computador, por exemplo, pode ser descrita em termos de um TOTS específico. Um programa de corretor ortográfico, por exemplo, tem o objetivo de assegurar a ortografia correta. Ele revê todas as palavras do texto, para verificar se cada uma delas enquadra-se no critério fornecido para determinar a ortografia correta. Caso encontre uma palavra escrita de maneira incorreta, o programa opera, informando o autor para que ela seja modificada.
...
Existe uma macroestratégia no exemplo fornecido pela citação de abertura do Gênesis. Cada dia é um tipo de TOTS, no qual Deus estabelece o alcance de um objetivo específico na sua criação (E disse Deus, Haja...), operando para obtê-lo ("E Deus fez...") e depois avaliando ("E viu Deus que isso era bom").

Para modelar as "macroestratégias" da genialidade é necessário identificar a maneira como as pessoas que estamos estudando usaram os vários elementos do TOTS:

1)Quais foram os objetivos que elas lutaram para atingir?
2)Que tipos de comprovação e procedimentos de comprovação elas utilizaram para obter feedback e determinar o seu progresso em direção aos objetivos?
3)Que conjunto de meios e obrigações elas empregaram para atingir os seus objetivos?

A resposta a essas perguntas indicará a macroestratégia da pessoa.

Bibliografia :
A estratégia da genialidade - Vol. I
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1998
Pág. 66 e 67

Emoções e Atributos Funcionais


Imagine observar dois amigos íntimos seus, Jim e Linda. Você gosta muito dos dois e os respeita e sabe que eles se preocupam muito um com o outro. Enquanto observa, você ouve Jim insistir com Linda para que ela siga seu conselho. Os argumentos de Jim são tão insistentes que parecem exigências. É claro para você que essas "exigências" são motivadas por uma real preocupação e cuidado em relação a Linda. Ela, entretanto, continua ignorando Jim e tudo o que ele diz.

Agora mude de perspectiva e imagine-se no lugar de Jim. Você sabe que Linda precisa de ajuda e orientação. Ela está prestes a cometer um terrível erro ignorando os sinais de atenção - seja num relacionamento, ou um investimento, ou em seu trabalho -, sinais que são claros para você, mas que estão sendo ignorados por ela. Você é a única pessoa que pode evitar que ela se machuque. Você está mais do que preocupado, está desesperado para ajudá-la. Você implora, mas ela não dá a mínima atenção. Linda continua olhando para o outro lado, ignorando-o completamente.

Finalmente, mude novamente de ponto de vista e imagine-se no lugar de Linda. Você é a pessoa que não sabe que está ignorando uma mensagem importante. Um bom amigo, um amigo sábio, que quer o melhor para você, está implorando para que o ouça. Ele está implorando e mesmo exigindo que você faça o necessário para proteger seu bem-estar. Mas desta vez há uma mudança de contexto. O amigo sábio e preocupado que está implorando são suas emoções.

Suas emoções são como um amigo preocupado que está alertando-o para uma situação que necessita de sua atenção. Também como um amigo cuidadoso, suas emoções podem estar avisando-o de algo desagradável. Talvez elas estejam dando informações de uma forma que lhe é desagradável. No entanto, seria bobagem ignorar as palavras de seu amigo emotivo.

Mesmo que a emoção pareça muito desagradável, ela é válida enquanto sinal. O que o sinal significa - o que a emoção está tentando dizer - é chamado de "atributo funcional" da emoção. Mesmo as emoções mais desagradáveis têm atributos funcionais que podem ser úteis se reagimos a elas como sendo mensagens importantes sobre as nossas necessidades.

O primeiro passo para se usar as emoções é reconhecer seus avisos.
O segundo, reagir de forma adequada à mensagem.

Bibliografia :
O Refém Emocional - Resgate sua vida afetiva
Cameron-Bandler, Leslie
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1993
Pág. 37 e 38

O segredo do sucesso é aprender como usar a dor e o prazer,
em vez de deixar que usem você.
Se fizer isso, estará no controle de sua vida.
Se não fizer, é a vida quem controla você.

Anthony Robbins

A Programação Neurolinguística - PNL - é uma ciência que estuda o funcionamento do cérebro humano desde o momento em que ele capta as informações do meio ambiente, a forma como ele as registra, e finalmente, a maneira como elas interferem nos comportamentos, nas capacidades, nas crenças, nos valores, na identidade e nos relacionamentos com outras pessoas, com o meio ambiente, e com o que está acima de nós e que cada um chama de um jeito: D'us, Cosmos, Universo, Unidade, Eu Superior, entre outros nomes.

A PNL não foi criada por alguém, foi observada e pesquisada no início da década de 70, por alguns americanos: Richard Bandler, John Grinder, Robert Dilts, Todd Epstein, Judith DeLozier, Steve Andreas. Eles partiram do Pressuposto de que os seres humanos mudam no decorrer de suas vidas e, para que isto aconteça, devem existir estratégias cerebrais que trazem este resultado - a partir deste Pressuposto eles fizeram muitas pesquisas, comprovaram a existência destas estratégias, decodificaram e estruturam-nas, dando o nome de "Neuro Linguistic Programming - NLP", ou seja, a inter-relação dos neurônios cerebrais com a linguagem verbal e não-verbal estabelecendo assim uma programação mental.

Bibliografia :
Mude sua Vida com PNL! Programação Neurolinguística
Com a Apresentação de Robert Dilts "Co-Criador da PNL"
Epelman, Deborah
www.pac.com.br
São Paulo
2001
Parte do texto da Capa do Livro

Objetivo

Não importa o quanto um objetivo pareça inalcançavel; isso não muda o fato de que algumas pessoas o alcançaram.
Bibliografia :
O Método EMPRINT : um guia para reproduzir a competência
Cameron-Bandler, Leslie
Gordon, David
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1992
Pág. 26

Flexibilidade

A PNL recomenda que você determine o seu objetivo e use os diferentes meios à sua disposição para aproximar-se dele. Isso funciona para a saúde positiva e para qualquer objetivo que deseje alcançar. Tenha o maior número de escolhas possível, com respeito à maneira de alcançar o seu objetivo, e use os sentidos como um feedback, para saber o que o aproxima mais dele e o que o afasta. Se o que você faz não está funcionando, faça outra coisa.
Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 45

Modelagem de Excelência

"modelagem de excelência é a duplicação de um padrão de excelência. Trata-se de levantar a estratégia de uma pessoa que faz algo muito bem naturalmente, entendê-la, detalhá-la, e escrever um procedimento que sirva de base para treinar outra pessoa a ser tão excelente quanto àquela modelada"
Bibliografia :
Modelagem de Excelência
Vieira, Dra. Deodete Packer
Editora Eko
Blumenau
1996
Pag. 17

Estratégia para lidar com o estresse

Quando seu corpo mostrar que você está sob tensão:

1. Reconheça as sensações em seu corpo. Acompanhe a si próprio. As sensações são verdadeiras, mesmo que você pense que não deveriam estar lá.

2. Focalize o incidente estressante.

3. Que significado você dá a essa experiência?
Quando tiver uma resposta e, normalmente, ela virá rapidamente, pergunte-se
"O que mais isso poderia significar?"
E, então: "O que eu gostaria que significasse?"

4. Você pode fazer alguma coisa a esse respeito?
Ela esta dentro de sua área de influência?
Se não estiver, deixe o incidente para trás e siga em frente.
Se estiver, que recursos você tem para lidar com ele?
Nessa situação, o que você quer que aconteça?
Qual é o seu objetivo?

5. O que você pode aprender com esse acontecimento, para poder evitá-lo na próxima vez?

Bibliografia :
PNL e Saúde - Recursos da Programação Neurolinguística para uma vida saudável
McDermott, Ian
O'Connor, Joseph
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 143

Einstein e a PNL

A estratégia de Einstein para solucionar um conflito é muito parecida com o processo básico de mudança da PNL, conhecido como "remodelagem". O método básico de remodelagem envolve olhar para a intenção positiva inerente a determinado comportamento problemático.

Uma abordagem típica em PNL para solucionar conflitos é primeiramente "segmentar" a um nível superior ao conflito para achar um consenso em relação aos valores desse nível superior. Um segundo passo envolve a "segmentar" a um nível inferior àquele no qual o conflito está acontecendo. Nesse "nível inferior" é possível encontrar recursos "complementares" relacionados às partes do sistema que estão aparentemente em conflito.

Bibliografia :
A estratégia da genialidade - Vol. II - Como utilizar a Programação Neurolinguística para entender a genialidade de Albert Einstein
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1999
Pág. 127

Equivalência de Critério - II

Ter um nome para um critério não é a mesma coisa que saber o que esse critério significa. ..., um critério é um nome para um certo conjunto de percepções ou comportamentos. Duas pessoas podem estar usando o mesmo critério (naquilo que diz respeito ao nome do critério) e, contudo, ter idéias muito diferentes quanto a percepções e comportamentos que constituem esse critério.

Por exemplo, os dois membros de um casal podem atribuir um alto valor a “respeito” mas, para o marido, respeito significa não fazer ou dizer coisas que possam magoar o outro, enquanto para a esposa significa expressar tudo o que lhe vá á mente que diga respeito á outra pessoa. Tanto o marido quanto a esposa tentarão atender a seu desejo de tratar o outro com respeito, mas cada um o fará à sua maneira.

Uma vez que você saiba os critérios ..., você pode eliciar equivalências de critério para cada um deles, pedindo-lhe para especificar o que quer dizer com um critério particular ou como ele sabe que um determinado critério foi atendido.

Por exemplo, você pode fazer perguntas de forma genérica.

O que (critério) significa?
Como você sabe quando você ou outras pessoas estão sendo (critério)?
O que você precisa ver, ouvir ou sentir para saber que você está sendo (critério),
ou que outras pessoas estão sendo (critério)?
Quando alguém está sendo (critério)?
Como você descreveria (critério)?

Assim, qualquer pergunta ou afirmação que direcione uma pessoa para especificar as percepções e comportamentos em particular que ela utiliza para reconhecer um determinado critério provavelmente revelará sua equivalência de critério.

Bibliografia :
O Método EMPRINT : um guia para reproduzir a competência
Cameron-Bandler, Leslie
Gordon, David
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1992
Pág. 203 e 204

Equivalência de Critério

A equivalência de critério, então, especifica o que você vê, ouve e/ou sente que lhe permite saber que um critério seu foi, está sendo ou será atendido. Como exemplo, responda às perguntas. Como você sabe que...

Um amigo está feliz?
Você cometeu uma gafe?
Alguem gosta de você?
Você gosta de alguem?
Você entendeu algo?

A resposta a cada uma dessas questões é uma de suas equivalências de critério. Suponha que a resposta à primeira pergunta tenha sido "Eu sei que um amigo está feliz quando ele está sorrindo". A equivalência de critérios aqui é entre feliz e sorriso (feliz=sorriso). Entretanto, nem todo mundo compartilhará suas equivalências de critério. Talvez uma outra pessoa saiba que um amigo está feliz pelo som alegre de sua voz e pela leveza de seus movimentos. Uma outra pessoa sabe que um amigo está feliz quando ele lhe diz. E uma outra sabe que um amigo está feliz quando ela mesma se sente à vontade com ele.

Funcionamos geralmente como se os outros compartilhassem das nossas equivalências de critério - uma circunstância que sozinha provoca mais mal-entendidos, discussões e conflitos do que qualquer outra. Cada um de nós tem suas equivalências de critério, que podem ou não coincidir com as equivalências de nosso cônjuge, amigos, sócios, governo, etc.

Bibliografia :
O Método EMPRINT : um guia para reproduzir a competência
Cameron-Bandler, Leslie
Gordon, David
Lebeau, Michael
Summus Editorial
São Paulo
1992
Pág. 89 e 90

Modelando os Processos Mentais

Uma das grandes contribuições da PNL é que ela nos oferece uma forma de olhar além dos conteúdo comportamental do que as pessoas fazem, passando a prestar atenção nas forças mais invisíveis que estão por trás desses comportamentos; passamos a ver as estruturas de pensamento que permitiram a essas pessoas geniais realizar as suas obras. A PNL fornece a estrutura e a linguagem que nos permite colocar em um grupo de segmentos ou etapas os processos mentais importantes utilizados por um Leonardo da Vinci ou um Einstein para que esses processos mentais pudessem ser ensinados a outros.

Uma outra contribuição importantes da PNL é que, ao examinarmos a estrutura subjacente do comportamento conseguimos transcender o conteúdo para que possamos transferir o processo mental das pessoas geniais para outra área de conteúdo. Podemos descobrir elementos da maneira de pensar de Einstein sobre a física, a sua estratégia para pensar a respeito da física e aplicá-la à nossa maneira de pensar sobre a sociedade ou um problema pessoal. Da mesma forma, podemos extrair elementos-chaves da estratégia de Mozart para criar música e transferi-la do conteúdo da música para solucionar problemas organizacionais ou ensinar leitura a crianças.

O sistema de crenças da PNL parte do princípio de que os processos mentais que existem por trás do resultado são os elementos mais importantes da criação de algo considerado genial.

Bibliografia :
A estratégia da genialidade - Vol. I
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1998
Pág. 19 e 20

Metamodelo de linguagem em diálogos internos

Podemos esclarecer os fatos simplesmente através de perguntas específicas, feitas com elegância e rapport, usando o metamodelo de linguagem.

É fundamental usar esta técnica também em diálogos internos, pois ela é um poderoso instrumento de mudanças.

Perguntas de pessoas realizadoras

1. Como posso utilizar isto?
2. Graças a isto, como posso ajudar outras pessoas?
3. Como posso melhorar isto?
4. O que posso fazer nesta situação?
5. Qual é meu objetivo real nesta confusão?
6. O que pude aprender com esta experiência?
7. Como posso aprender com este problema para que isto não ocorra novamente?

Estas perguntas criam destinos diferentes. Elas transformam as dificuldades em energia compelidora para nos tornar melhores.

Perguntas que esclarecem e buscam informações de qualidade :

1. Quem, especificamente...?
2. Como, especificamente...?
3. Como você sabe...?
4. É certo/errado para quem ... e em que situação?
5. Quando você faz "X", isto também significa "Y"?

... usar abertura suavizadoras ao empregar os desafios de metamodelo e colocá-los em forma de pergunta.

Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 220

Como aprender a amar e respeitar todos os nossos lados

O processo de Remodelagem em Seis Etapas é uma maneira rápida e elegante de provocar mudanças utéis de comportamento e sentimento. Mais importante do que obter a solução de um problema específico, a função da remodelagem é criar uma nova atitude positiva em relação a nós mesmos e aos outros.

Durante séculos, os santos e sábios nos ensinaram que amar a nós mesmos é importante, pois nos capacita a viver de maneira mais produtiva e a amar ao próximo. Entretanto, poucas pessoas conhecem maneiras específicas e eficientes de se amarem mais. Acredita-se que essa atitude decorra da força de vontade ou de uma graça especial.

Depois de usar a Remodelagem em Seis Etapas inúmeras vezes em nós mesmos e em outras pessoas, vimos que este método oferece uma forma de nos amarmos. Não há dúvida de que, se olharmos apenas os comportamentos e sentimentos que nos desagradam, é fácil não gostarmos de nós mesmos e dos outros. A remodelagem nos mostra como sermos receptivos a cada um desses comportamentos e sentimentos, graças aos seus propósitos positivos. Se nos sentimos infelizes, culpados, zangados ou embaraçados, ao invés de nos criticarmos por termos esses sentimentos, podemos aceitá-los e descobrir qual o propósito positivo de cada um deles. À medida que descobrimos outras formas de atingir esses objetivos positivos, não mais precisaremos ter sentimentos desagradáveis ou comportamentos problemáticos.

Bibliografia :
A Essência da Mente - usando o seu poder interior para mudar
Andreas, Steve
Andreas, Connirae
Summus Editorial
São Paulo
3o Edição
1993
Pag. 88

Manter-se em excelência e em estados de recursos

Excelência: respire.

A primeira coisa que aprendemos ao nascer é respirar. Se você for capaz de alterar a respiração, poderá modificar qualquer estado limitador que possua ou comportamento consequente. Assim, poderá mudar seus comportamentos limitadores. (Aqueles que você sabe que tem de mudar, mas nunca sabe como fazer, e vai vivendo assim mesmo.)

A cada comportamento corresponde um estado emocional, pessoal. Para cada estado emocional, você tem um pensamento/mapa e, para esse mapa, uma fisiologia ou postura física. Esta, por sua vez, encontra equivalência na respiração.

Comportamento < Pensamento < Fisiologia < Respiração

O caminho mais curto para mudar o comportamento é alterar o ritmo da respiração. Com isso, automaticamente você modificará a postura física, vão lhe ocorrer novos pensamentos e em consequência novas atitudes e comportamentos serão liberados de forma rica e competente. Aí reside o uso de seu potencial cerebral em proporções mais elevadas. Ele faz sozinho. Programe-se e relaxe.

Bibliografia :
Autonomia para vencer
Riecken, Claudia
Editora Gente
São Paulo
1999
Pag. 152 e 153

Resignificações

Comportamento algum é, em si e para si, útil ou não. Todo comportamento pode ser útil em algum lugar; identificar onde é a resignificação de conteúdo.
E comportamento algum significa, em si e por si, alguma coisa, de modo que vocês podem fazer com que signifique alguma coisa; isso é a resignificação de significado. Fazê-lo é simplesmente uma questão de habilidade ..., algo que é simplesmente função de sua criatividade e expressividade.
Bibliografia :
Resignificando - Programação Neurolinguística e a Transformação do Significado
Bandler, Richard
Grinder, John
Summus
São Paulo
1986
Pág. 22

Sistema de Crenças

Um sistema de crenças é um conjunto de crenças, organizadas em torno de um valor elevado. Imagine uma árvore onde cada um dos galhos principais segura um valor e ao redor de cada valor, pequenos galhos que são as crenças. O sistema interno de galhos ou crenças, pode ser chamado de sistema de crenças. Crenças são generalizações a cerca do que estamos fazendo ou do que necessitamos fazer.

Crenças estão ligadas a valores. Cada uma de suas crenças está ligada a um certo valor, que provavelmente é inconsciente. As crenças são ... generalizações de nossas ações, a cerca do que estamos fazendo, ou do que precisamos fazer. Elas são declarações de nossas representações internas de como nós acreditamos que o mundo é.

Bibliografia :
A Terapia da Linha do Tempo e a Base da Personalidade
James, Tad
Woodsmall, Wyatt
Editora Eko
Blumenau
1993
Pág. 154

FOBIAS

Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.

Uma reação fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva ("suar frio"), dentre outros sintomas.

O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projetadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.

Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo?

Contudo, trata-se de uma reação intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.

Note-se que as fobias muitas vezes se formam na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início em outros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte ( como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo).

Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento de nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.

Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização (...).

Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.

Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado ratos devorando-o, quando na verdade um rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reação fóbica sempre que estiver diante do objeto causador da fobia, em todas as situações e ambientes.

As reações fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um fato estando associada nele, seus sentimentos estão contidos no próprio fato. Porém quando as pessoas vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o fato.

A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa - se já esteve numa antes - ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que possa se ver passando pela experiência. Agora, "entre" dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações de sua vida. A dissociação, quando se lembrar de fatos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em conseqüência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.

Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação (a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).

Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê um indivíduo é fóbico.

Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir de seu problema, como atenção e carinho. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.
...

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Critérios

Os critérios e valores formam um categoria especial de crenças, que nos dizem por que algo é importante ou valioso para nós. São muitos poderosos e individualizados.

Pedimos a nossos leitores que escrevam, como se estivessem lendo em voz alta, a resposta à seguinte pergunta: "O que deseja de um emprego?" As palavras que vierem à sua mente representam os seus critérios pessoais para um emprego. Caso esses critérios não estiverem sendo amplamente satisfeitos pelo emprego atual, a pessoa sentir-se-á infeliz no trabalho.

Bibliografia :
Crenças
Dilts, Robert
Hallbom, Tim
Smith, Suzi
Summus Editorial
São Paulo
2o Edição 1993
Pág. 115

A partir do momento em que decide que algo é prioritário, você lhe concede uma tremenda intensidade emocional, e com o foco contínuo, qualquer recurso que ajudar na realização se tornará evidente.

Anthony Robbins

O que são Valores ?

Prezar alguma coisa significa atribuir-lhe importância; qualquer coisa que você muito preza pode ser considerada um "valor". Neste capítulo, estou me referindo especificamente aos valores da vida, às coisas que são mais importantes para você.
Há dois tipos desses valores: os fins e os meios. Se eu lhe perguntar "Quais são as coisas a que dá mais valor?", você pode responder "Amor, família, dinheiro..." Desses, o amor é o valor final que está procurando; em outras palavras, o estado emocional que deseja. Por outro lado, família e dinheiro são apenas valores que servem como meios. Em outras palavras, servem para você acionar os estados emocionais que realmente deseja.

Se eu perguntar "O que a família lhe dá?", você pode responder "Amor, segurança, felicidade". O que de fato preza - os fins que procura - é amor, segurança e felicidade. O mesmo acontece com o dinheiro. Eu poderia perguntar "O que o dinheiro realmente significa para você? O que lhe proporciona?" Você poderia responder: "Liberdade, impacto, a capacidade de contribuir, um senso de segurança." Como pode perceber, o dinheiro é apenas um meio para alcançar um conjunto de valores muito mais profundos, um conjunto de emoções que deseja experimentar numa base sistemática, ao longo de sua vida.

O desafio na vida é que a maioria das pessoas não compreende muito bem a diferença entre valores meios e valores fins, e com isso experimenta muitas dor.
As pessoas tanto se empenham na busca dos valores meios que não alcançam seu verdadeiro desejo: os valores fins.
Os valores fins são aqueles que o tornam realizado, fazem sua vida rica e compensadora. Um dos maiores desafios, a meu ver, é o fato das pessoas fixarem objetivos sem saberem o que realmente prezam na vida, e assim acabam indagando, ao alcançarem seus objetivos? "Isso é tudo?"

Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 358 e 359

Talvez a descrição mais abrangente da forma como o sonhador, o realista e o crítico de Disney operam em conjunção uns com os outros esteja incluída na declaração de Disney, segundo a qual :

O homem que cria histórias deve enxergar na sua própria mente como cada segmento da história será colocado. Ele deve sentir cada expressão, cada realização. Ele deve se distanciar o suficiente da história para poder ter um segundo olhar ... vendo se existe alguma fase morta ... vendo se as personalidades são interessantes e atraentes para o público. Ele também deve tentar ver que aquilo que as suas personalidades estão fazendo seja interessante.

Bibliografia :
A Estratégia da Genealidade Vol. I
Dilts, Robert
Summus Editorial
Pág. 176

...

Também as palavras constituem fôrmas em que vamos encaixando a realidade. Aquelas palavras que todos usamos, que acabam criando consensos em torno de alguns temas. Exemplo: hoje em dia se discute muito a palavra cidadania, e isso está ajudando o país, como um todo, a ultrapassar aquela fase anterior, da Lei de Gérson: "O negócio é levar vantagem em tudo, certo?" As palavras vão condicionando em nós uma determinada visão de mundo.

Imagine que as palavras são como pastas dentro de um imenso arquivo. Tudo aquilo que nos acontece, vamos classificando, vamos arquivando dentro destas pastas. Assim, existe um certo consenso em nossa sociedade sobre as coisas que são belas, justas, injustas, agradáveis, elegantes, etc., de forma que quando algo lhe acontece, você já sabe em que pasta deverá arquivar aquela experiência: "Isso que me aconteceu é uma injustiça" – e você vai arquivar a experiência na pasta da injustiça. "Isso é bonito" – e você colocará o rótulo ou etiqueta de "bonito" naquilo que estiver observando, etc. Você aprendeu a fazê-lo com as pessoas com quem convive, ou na TV, nos jornais, na escola, na igreja, etc.

A maioria das pessoas tenta ansiosamente arquivar o maior número possível de experiências nas pastas do "belo", "moderno", "bem-sucedido", "elegante", "lucrativo" - como se estas fossem as únicas coisas que realmente importassem na vida. Às vezes tentam converter toda e qualquer experiência em algo que possa ser arquivado nas tais pastas (exemplo: a morte de um parente, uma doença, ou outro evento doloroso ou fatalidade, acaba se transformando em estratégia para aparecer na mídia - tal como tem acontecido com artistas famosos...)

A Programação Neurolingüística surge neste contexto como uma maneira de ampliarmos e atualizarmos nossas fôrmas, de revermos o conteúdo de nossas pastas, de verificarmos se determinadas experiências não seriam melhor arquivadas em outras pastas – ou talvez até fosse necessário criar novas pastas, ou ainda, rever os critérios de importância segundo os quais as organizamos, as hierarquizamos. Isso se faz através de algumas intervenções que ela possibilita quer nas palavras usadas (daí o nome: Programação Neurolingüística), que expressam o modelo de mundo que uma pessoa possui, quer em alguns esquemas ou estratégias (programas) que esta pessoa usa rotineiramente em sua vida, seqüências de comportamentos usados para atingir determinados objetivos e que , com a prática, tornam-se inconscientes (exemplo: você não precisa pensar de seqüência de fatos que se sucedem no ato de escovar os dentes: você faz isso automaticamente, inconscientemente. Da mesma forma, você usa seqüências inconscientes, programas, para ficar alegre, deprimido, motivado, etc.). É como se a PNL nos fornecesse novos óculos através dos quais passaríamos a olhar o mundo, só que de uma maneira ampliada – óculos com super poderes, que nos permitem ver as coisas em terceira dimensão.

Bibliografia :
Parte do artigo : Mudança de Paradigmas
Escrito por Nelly Beatriz M. P. Penteado
Extraído do Site http://www.geocities.com/nellypenteado/35paradigm.htm

...

Quando tudo ao redor estiver mudando rápido e a pressão ficando cada vez mais intensa, o melhor lugar para encontrar força, estabilidade e direção para saber o que é certo e o que funciona para superar adversidades não é fora, mas dentro do self. É onde podemos largar as "coisas velhas" e ativar soluções.

Quando você sentir sua mente "assaltada" por padrões negativos, sente-se quieto por alguns minutos e contemple o problema como um observador. Mantenha-se desapegado ao observar, pois assim será possível estabilizar suas emoções e manter-se além do efeito dos acontecimentos que bloqueiam o seu potencial. Aproveite e note os seus condicionamentos, suas crenças, valores e comportamentos que contribuem para alimentar o padrão negativo, bem como avalie detalhadamente quais os recursos pessoais que faltaram a você no momento em que o padrão teve início. Identifique quais as habilidades que você precisaria dispor para transformar o padrão indesejado em um padrão positivo. Coloque em prática os novos comportamentos.

O desapego e a atenção plena ao fazer isto podem desenvolver novos pensamentos e diferentes níveis de percepção sobre o problema, criando uma nova base de ação para a solução criativa do padrão indesejado.

Lembre-se que quanto mais apegado, menos maleável e mais frágeis serão suas chances de se harmonizar com as mudanças que insistirão em desafiá-lo.

Flexibilidade de pensamentos (saber usar e controlar inteligentemente sua mente) torna-se portanto uma estratégia para a evolução do talento e da competência, que necessariamente passa pela maturidade em saber lidar com as emoções (criar, mudar, anular) . Mente "velha" não cria coerência em "novos contextos".

É a força da mente que permite sabermos que o fato de nos sentirmos competentes, felizes ou infelizes no trabalho ou na vida pessoal, tem muito pouco justificado pelas condições absolutas, mas sim pela maneira como pensamos e decidimos nos sentir à respeito do que nos acontece.

OMAR FRANCESCHI

Bibliografia :
Parte do artigo : Mente maleável
Escrito por Omar Franceschi
Extraído do Site http://sites.uol.com.br/omarfranceschi

Outro princípio básico da PNL é que as palavras são etiquetas inadequadas das experiências. Uma coisa é ler sobre como pregar um prego. Outra é sentir o martelo em suas mãos e ouvir o ruído característico do prego penetrando na parte lisa da madeira. Outra ainda é sentir a vibração e o movimento do martelo e ver o prego entortar quando existe um nó na madeira.

Os padrões ensinados neste livro são ferramentas. Devem, portanto, ser usadas para que se possa compreender a maneira como funcionam e há que se ter prática para usá-las bem. É possível passar uma vista d'olhos para se ter uma idéia do que trata o livro. No entanto, se o que se deseja é usar as informações aqui contidas, use-as em seu próprio proveito e no de outros, senão o seu conhecimento será simplesmente "teórico".

Connirae Andreas
Steve Andreas

Bibliografia :
Usando sua mente
Bandler, Richard
Summus Editorial
São Paulo
2o Edição
1987
Pág. 16 e 17

Aprendizagem generativa

Geralmente, a educação nas escolas pára no primeiro nível de aprendizagem: a lembrança de fatos ou habilidades. Normalmente, não aprendemos a aprender. Dizem-nos para lembrar, mas não como lembrar. Essa é a diferença entre dar um peixe para uma pessoa e ensiná-la a pescar. A Programação Neurolinguística (PNL) tem o seu lugar ... porque fala sobre aprender a aprender, como usar o que você sabe para aprender mais e mais rápido.
...
No nível organizacional, a aprendizagem generativa criará empresas que aprendem; no nível individual, ela conduzirá à melhora contínua do desempenho e à crescente satisfação pessoal.
Bibliografia :
Treinando com a PNL
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1996
Pág. 31 e 33

Organização que aprende

Uma efetiva "organização que aprende" é aquela que apóia o processo de aprendizagem em todas as suas dimensões - incentivando a aprendizagem do aprendizado. Algumas características importantes das organizações que aprendem foram definidas como :

1. ajudar as pessoas a desenvolver e aplicar pensamento sistêmico básico e técnicas de solução de problemas;

2. orientar as pessoas a aprenderem mais a respeito dos seus mapas mentais, pressuposições e estratégias cognitivas, a fim de desenvolver suas habilidades pessoais; e

3. aumentar a coordenação e a aprendizagem em equipe.

Bibliografia :
Enfrentado a Audiência - Recursos de Programação Neurolinguística para Apresentações
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1997
Pág. 24

Pessoas hábeis em fazer negociações são muito boas em avaliar a situação a partir de sua própria posição e, ao fazerem isso, deixam bem claro o que elas querem pessoalmente como resultado. No entanto, juntamente com isso, elas adquirem a habilidade de avaliar a posição das outras pessoas, bem como de recuar e observar a situação com distanciamento.

Perguntas

1 Que situações você enfrenta com outras pessoas nas quais você gostaria de ver novas escolhas e uma maneira de compreender melhor o que está acontecendo ?

2 Como você está influindo na situação: agravando-a, ratificando-a ou estimulando-a ?

3 Como você poderia mudar o seu modo de agir, levando a outra pessoa a despertar para uma nova maneira de reagir ?

Esta habilidade de se colocar no lugar dos outros e, principalmente, de ser capaz de observar as coisas de fora da dinâmica da qual você faz parte, está no cerne de sistemas de pensamento e aprendizagem continuada.

E finalmente...

Os peixes são os últimos a verem a água na qual estão nadando.

Bibliografia :
Introdução à Neurolinguística
Knight, Sue
Nobel
São Paulo
2001
Pág. 32

O Modelo TOTS


TOTS significa Teste-Operação-Teste-Saída. Ele define o ciclo de feedback básico pelo qual mudamos sistematicamente nossos estados mentais. Segundo o modelo TOTS, geralmente operamos um estado, modificando-o para atingir um objetivo. Testamos continuamente o estado atual comparando-o a algum tipo de evidência ou critério, a fim de descobrir se atingimos o objetivo. Dependendo do resultado deste teste, ajustamos as nossas operações. Isto é, primeiro testamos nossa relação com o nosso objetivo. Se não estivermos atingindo o objetivo, passamos a operar variando o nosso comportamento de alguma maneira. Em seguida, mais uma vez testamos o resultado do movimento e se tivermos sido bem-sucedidos passamos à próxima etapa. Senão, alteramos nosso comportamento e repetimos o processo.

Portanto, em termos do modelo TOTS, o comportamento inteligente é o organizado ao redor da capacidade de estabelecer :

1)Um objetivo futuro fixo;
2)os indícios sensoriais necessários para determinar de maneira clara o progresso em direção ao objetivo;
3)um conjunto variável de meios para atingir o objetivo e a flexibilidade comportamental para implantar essas escolhas.

Bibliografia :
A estratégia da genialidade - Vol. I
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1998
Pág. 63

NOMINALIZAÇÕES

Também chamada de SUBSTANTIVAÇÃO do verbo, trata-se de um processo que transforma uma ação (verbo) em algo estático (substantivo, nome).

O desafio será transformar o nome, uma coisa estática, novamente em algo dinâmico, isto é, transformar o substantivo de novo em verbo.

NOMINALIZAÇÃO

Frustação
Alegria
Confiabilidade
Zanga
Relações

DESAFIO

O quê/Quem frusta quem ?
Quem está contente com quê/Quem ?
Quem confia em quem p/ fazer o quê ?
Quem está zangado com quê/Quem ?
Quem se relaciona com quem e como ?

A questão principal aqui é:
"Esta pessoa está usando a palavra como uma coisa estática ou como algo dinâmico ? Houve alguma informação ?"
"Baseado somente no que vi, ouvi, vou conseguir criar um filme detalhado que represente aquela frase ?"

Exemplos:
"Sinto falta de amor."
"É uma excitação."
"Não me têm nenhum respeito."
"A felicidade é o mais importante."

Desafios:
"Como você gostaria de ser amado?"
"De que maneira você está excitado?"
"Como você gostaria de ser respeitado?"
"Quem está feliz e de que maneira, especificamente?"

Bibliografia :
Qualidade começa em mim
Chung, Dr. Tom
Editora Maltese
1994
Pág. 195 e 196

Você constrói a realidade

A PNL, como muitos outros sistemas de psicologia e filosofia, sugere que nós não vemos o mundo como ele realmente é, mas construímos um modelo dele. Nossas percepções são filtradas pelos sentidos e nossas experiencias são interpretadas à luz de nossas crenças, interesses, educação, preocupações e estado de espírito. Desenhamos um mapa e navegamos pela vida com ele. Se for um bom mapa, iremos longe e aproveitaremos a viagem. Um mapa limitado garante uma viagem limitada. Todos nós viajamos pelo mesmo território, porém, com diferentes mapas. Através da história, as pessoas lutaram e morreram em discussões para saber qual o mapa certo. A PNL não dá o mapa "certo", mas pretende lhe mostrar um pouco sobre a criação de mapas. Ela também pode ampliar o seu mapa, para que você possa fazer uma viagem mais interessante.
...
Bibliografia :
PNL e Saúde
McDermott, Ian e O'Connor, Joseph
Summus Editorial
1997
Pág. 144

PNL e os Sistemas

As relações entre seres humanos são muito complexas, já que muitas coisas acontecem simultaneamente. Não se pode prever exatamente o que vai ocorrer, porque a reação de uma pessoa influencia a comunicação de outra.
O relacionamento é um ciclo, em que estamos reagindo continuamente a feedbacks para saber o que devemos fazer em seguida.
...
A PNL pensa em termos de sistema. Por exemplo: Gregory Bateson, uma das figuras mais importantes para o desenvolvimento da PNL, aplicava a cibernética, ou pensamento sistêmico, à biologia, à evolução e à psicologia, enquanto Virgínia Satir, a mundialmente famosa terapeuta familiar e também um dos modelos originais da PNL, tratava a família como um sistema equilibrado de relacionamento, e não como um grupo de indivíduos com problemas. Cada uma das pessoas era considerada uma parte importante do conjunto. Para ajudar a família a atingir um equilíbrio melhor e mais saudável, sua arte consistia em saber exatamente em que ponto intervir e que pessoa precisava mudar para que todos os relacionamentos melhorassem. Como um caleidoscópio, não é possível modificar uma das partes sem modificar o padrão inteiro. Mas, que parte precisa ser mudada para criar o padrão desejado ? Essa é a arte da boa terapia.

Para modificar os outros é preciso mudar primeiro. Quando uma pessoa muda seus relacionamentos, geralmente os outros também mudam. À vezes, passamos muito tempo tentando mudar uma pessoa em um nível, enquanto em outro nível nos comportamos de forma a reforçar seu comportamento. Richard Bandler chama essa atitude de padrão "afaste-se... mas para perto..."

Em física, há uma interessante metáfora conhecida como o efeito borboleta. Em teoria, o simples movimento das asas de uma borboleta é capaz de provocar mudanças climáticas do outro lado do globo, pois pode perturbar a pressão do ar num momento e lugar críticos. Dentro de um sistema complexo, uma pequena modificação pode causar um enorme efeito.

Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
2o edição
1995
Pág. 82, 83, 84 e 85

VOCABULÁRIO TRANSFORMACIONAL


Recebemos informações do mundo através dos cinco sentidos. Essas informações (imagens, sons, sabores, odores, sensações) precisam ser categorizadas, precisam receber uma etiqueta, um nome, para serem compreendidas.

É como se as palavras que utilizamos fossem pastas de um imenso arquivo. Quando, por exemplo, vemos uma maçã, comparamos esta imagem com todas as imagens que estão no arquivo até chegarmos à pasta cujo nome é "maçã". Abrimos a pasta, comparamos as imagens que estão dentro dela com a imagem captada por nossos olhos e concluímos que aquilo é de fato uma maçã

O arquivo a que nos referimos acima contém pastas para sons, odores, sabores, imagens, sensações, sentimentos, e possui particularidades interessantes. Se nós não possuirmos, por exemplo um sentimento como "amor" em nosso arquivo, não seremos capazes de compreendê-lo, de experimentá-lo e também não o reconheceremos no mundo e nas pessoas.

Podemos inclusive afirmar que a língua falada num país molda sua cultura, seus valores, seus habitantes. Exemplo: O que é felicidade para um americano capitalista e para um monge tibetano? E o que é "levar vantagem" no Brasil? Quando uma nação tem a mesma interpretação ou tradução para uma palavra ou expressão (como "levar vantagem") esta interpretação programa a todos da mesma maneira. Um outro exemplo seria a força da palavra "reconstrução" no Japão do pós-guerra.

As palavras que usamos têm o poder de aumentar, diminuir e modificar nossas reações à experiência que estamos vivendo. Como você classifica (denomina, representa) a experiência de ter um pneu furado? "Terrível"? "Um transtorno insuportável"? Ou "Um pequeno imprevisto"? As palavras que você utilizar definirão a maneira como você vai interpretar a situação e também como você vai se sentir. Num outro exemplo, três pessoas descrevem sua situação de desemprego como "Estou desempregado", "Estou procurando uma nova oportunidade" e finalmente a terceira diz "Estou temporariamente sem ocupação remunerada". Conseqüentemente, cada uma delas se sente e reage de forma diferente diante da mesma situação.

A esta altura, você pode estar dizendo "Não é só um jogo de palavras? Que diferença faz?" A resposta é que se tudo o que você fizer for mudar a palavra, então a experiência não muda. Mas se o uso da palavra fizer com que você analise a experiência por um outro ângulo, então tudo muda.

Se você tem o hábito de dizer que odeia as coisas ("odeia" seus cabelos, "odeia" seu trabalho, "odeia" ter de fazer alguma coisa) aumenta a intensidade de estados emocionais negativos mais do que se usasse uma frase como "Eu prefiro ..."
Da mesma forma, como muda sua experiência interna se você muda a expressão
"Estou exausto" para "Estou recarregando a bateria"?
Ou "Estou perdido" para "Estou procurando"?
Ou ainda "Estou com ciúmes" para "Estou transbordando de amor"?

Crie seu próprio vocabulário transformacional mudando palavras que comumente você usa e que acabam por deixá-lo num estado ruim. Encontre palavras que possam colocá-lo numa direção mais positiva.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Neurolinguistíca em busca do espírito


... Robert Dilts e Robert MacDonald ... vêm pesquisando, por exemplo, Jesus Cristo, a maneira como ele trabalhava, como ajudava as pessoas a se curarem ... e outros místicos e gênios da humanidade. Eles aperfeiçoaram técnicas para se conhecer o lado "sombra" da nossa personalidade, como equilibrar esse lado dentro de você ... e muitas outras técnicas para o desenvolvimento da espiritualidade.
...
Sombra é o nome que damos ao lado negativo dentro de nós. Ela faz parte da polaridade do ser humano e deve ser equilibrada, não exterminada. Por exemplo, podemos chamar o ódio que existe dentro de uma pessoa de seu lado sombra, o lado escuro. Então convidamos a pessoa a entregar esse lado sombra ao seu Eu Superior. Daí ela se equilibra porque entra em contato com a sua própria Luz. E isso é muito emocionante no trabalho, porque existe uma tendência de não querer ver esse lado, de negá-lo. E negar é a última coisa que se deve fazer com a sombra, porque a negação faz com que ela se torne maior e mais incômoda.

Parte do Artigo : Neurolinguistíca em busca do espírito
Entrevista com a Dra Deborah Epelman, Advanced Trainer em Programação Neurolinguística e uma das ... representantes da P.N.L. no Brasil usando os chamados Instrumentos do Espírito - técnicas desenvolvidas pelos pesquisadores americanos Robert Dilts e Robert McDonald.

Bibliografia :
Revista Sannyas
Número 2
Agosto/Setembro de 1998
Editora Sannyas Ltda
São Paulo
Pág. 4

AGENDA OCULTA


Uma agenda oculta contém coisas que você sente e pensa em relação a uma pessoa mas não lhe diz, por vários motivos: ou para não perder a simpatia dela (e para que ela continue tendo uma boa imagem sua, e continue apoiando você), ou para não lhe dar a chance de rebater uma acusação sua, para ter um trunfo nas mãos contra ela, uma razão que diga que você está certo em não gostar dela (apesar de você nunca lhe dizer isso e nunca lhe dar a oportunidade de se modificar naquele aspecto). Contém também intenções secretas que podem existir em seus comportamentos.

Entre marido e mulher, é muito comum que, ao longo dos anos, um deles (ou ambos) tenha uma agenda oculta, constituída de mágoas, sentimentos negativos que jamais são revelados, mas através dos quais travam-se batalhas silenciosas, inconscientes.

As agendas ocultas afastam as pessoas, porque geram insegurança naquele que percebe que o outro não está totalmente no relacionamento, está como que "com um pé atrás".

Apesar de o conteúdo de uma agenda oculta não ser revelado, ele é pressentido, "intuído", através da observação da comunicação não verbal do outro: seu tom de voz, seu olhar, seus gestos, sua expressão, etc. Esta comunicação não verbal provém do inconsciente de quem fala (de quem possui a agenda oculta) e é percebida e interpretada pelo inconsciente de quem a recebe. Quem a recebe sente insegurança, angústia, rejeição, medo ou ansiedade, mas não sabe explicar por quê, ou apenas tem uma vaga percepção de que o outro está experimentando algo que não está sendo expresso verbalmente.

É quando alguém pergunta: "O que você tem?", e ouve: "Eu não tenho nada, estou ótimo", dito num tom de voz ríspido. Ou : "O que eu fiz a você para que me tratasse de forma tão agressiva?", e o outro diz: "Mas eu não fui agressivo...", com uma expressão furiosa.

Por medo, o outro é obrigado a se proteger e a se afastar também. O relacionamento perde a espontaneidade, como se as pessoas estivessem sempre em guarda, envolvidas nele apenas pela metade.

Uma pessoa com uma agenda oculta suga muita energia da outra, que passa a lhe devotar maior atenção tentando saber o que se passa na cabeça dela. Além de consumir sua energia, faz com que o relacionamento se deteriore.

Como o marido que chegou em casa e encontrou a esposa com uma expressão angustiada. Na verdade, a esposa está se sentindo só, e talvez gostasse que o marido a convidasse para um passeio, mas não lhe diz isso justamente para que o marido fique lhe perguntando ansiosamente sobre o que está acontecendo. Ela se sente bem com a preocupação do marido e com a atenção que ele lhe dispensa (a energia que ele lhe dirige). Já o marido, acaba ficando desanimado, com pensamentos derrotistas, ou então fica se sentindo culpado pelo estado da esposa .

Ou então aquela pessoa que não esquece um incidente desagradável do passado, que guarda a mágoa como trunfo contra o outro. Ela não diz nada a respeito, mas sua expressão revela a mágoa. Isso pode gerar sentimentos de culpa no outro, que acaba sentindo necessidade constante de reparar o mal cometido, como se fosse uma dívida eterna.

O que se nota em relacionamentos deste tipo é que não existe troca, envolvimento. Um está querendo só receber, e à força, arrancando do outro o que quer, e não querendo lhe dar nada em retribuição.

É uma batalha inconsciente, em que quem perde a batalha perde também a energia investida por ambos, como num jogo.

Há muitas batalhas que são travadas inconscientemente, ou pelo menos, de forma subliminar, de forma velada.

Paulo começou em seu novo emprego há uma semana. Trabalha na mesma sala que Mário, que o trata com educação, mas nota que algo não está bem neste relacionamento. Paulo tem a impressão de que na verdade Mário não gosta muito dele. Percebe isso pelo seu tom de voz, pelo seu olhar. Paulo esteve comparando estes sinais que Mário apresenta quando está com ele, com os sinais que observa quando Mário se relaciona com outras pessoas. São muito diferentes. Paulo começa a perceber até uma certa hostilidade, uma competição. Entra no jogo e começa a tratar Mário como rival. Ele não diz e não demonstra isto abertamente, mas de forma indireta. Continua tratando Mário com aparente respeito e educação, mas no fundo ambos sabem que estão numa batalha. Há dias em que Paulo chega em casa esgotado, sem energia para fazer nada, com vontade de largar tudo e sumir. Ele não sabe, mas Mário sente as mesmas coisas.

Um outro exemplo: Sandra conhece Lúcia há alguns anos. Sandra é muito observadora e perspicaz e está sempre procurando as falhas e dificuldades das outras pessoas, como forma de ter poder sobre elas, de controlá-las. E em relação a Lúcia, percebeu que ela é insegura, tem necessidade de agradar as pessoas, não tem uma boa auto-imagem. Sandra usa isso que percebeu tratando Lúcia com indiferença, pois sabe que este é um comportamento que ela não é capaz de tolerar. Sempre que Lúcia a encontra, imediatamente começa a se sentir insegura, desagradável, e se esforça para se comportar da forma que imagina que iria agradar Sandra, que se mantém distante. E quanto mais ela se distancia, mais Lúcia se esforça para conquistá-la. Quando se despedem, Sandra se sente "superior". Já Lúcia, está deprimida e esgotada.

Nestes dois exemplos, observamos como as pessoas acabam entrando nestas disputas, nestes jogos. Reflita: além da energia que é sugada do derrotado, o que mais se ganha?

Penso que no fundo esta necessidade de vencer e dominar sirva apenas e tão somente para diminuir a própria insegurança e impotência. Porque quando vence outro, o indivíduo se sente forte (energizado) e nega sua própria fraqueza.

Note que sempre que você trava uma batalha com alguém em sua cabeça, a outra pessoa pode perceber e entrar nela também. Porque existe uma comunicação inconsciente entre as pessoas, que é mediada pelos sinais não verbais (gestos, expressão, etc.).

Perceba como isto acontece no trânsito. Um motorista começa a tratar outro como se este fosse muito ruim ao volante, ou como se estivesse, por exemplo, andando devagar, ou na contra-mão, ou tentando ultrapassá-lo de propósito, só para irritá-lo, atrapalhá-lo. O outro motorista percebe e entra no jogo, sentindo raiva também, como quem diz: "Quem ele pensa que é? " O resultado pode ser desastroso para ambos. O que ambos querem é impor ao outro: "Eu sou bom, eu estou certo, você não" e também "Saia do meu caminho, não me atrapalhe".

Dentre as estratégias para lidar com situações como esta, você pode adotar a de não entrar no jogo.

Para perceber este tipo de jogo, observe como se sente. Quando perceber que está se sentindo sugado, cansado, "lutando", que não se sente bem consigo mesmo, mude seu comportamento. Pare o que estava fazendo e mantenha-se tranqüilo, recusando-se a tomar parte na disputa, na batalha, direcionando sua mente para outros estados internos, para outros sentimentos.

Melhor seria se todos nós aprendêssemos a nos relacionar com as pessoas de forma integral, transparente, com base naquilo que o outro realmente é, de forma que houvesse troca (de afeto, experiências, energia, etc.) e enriquecimento para ambos, ao invés de disputas em que se tenta extrair à força o que se deseja, ou nas quais se procura aniquilar o outro.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

A PNL no autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal

A Programação Neurolinguística oferece uma forma diferente de você pensar sobre você mesmo e sobre o mundo em que vive. Assim você terá mais consciência dos "filtros" que empobrecem a sua experiência e poderá modificá-los ou ampliá-los. E mais: você poderá também "entender" os seus sucessos e aprender a repeti-los. Você já ferveu por dentro tentando detectar o que você havia feito naquela vez que deu tão certo, em detrimento a uma tentativa frustrada atual ?

Estabelecer objetivos e alcançar resultados, mudar hábitos e comportamentos indesejados, adquirir novos comportamentos, transformar experiências limitantes e despertar o potencial criativo são algumas das conquistas que podem ser viabilizadas.

Bibliografia :
Revista VENCER!
Número 31
Abril 2002
Artigo : A Hora e a vez da Programação Neurolinguística
Pág. 50


O seres humanos vivem em um mundo ... Nós, no entanto, não operamos direta ou imediatamente neste mundo, mas antes operamos através de um mapa ou série de mapas, que utilizamos para guiar nosso comportamento. Este mapas, ou sistemas representativos, diferem, necessariamente, do território, que eles modelam, pelos três processos universais de modelagem dos humanos : Generalização, Eliminação e Distorção. Quando as pessoas chegam a nós na terapia, expressando sofrimento e insatisfação, as limitações que experimentam estão, tipicamente, em sua representação do mundo, e não do mundo propriamente dito.

Bibliografia :
A Estrutura da Magia - um livro sobre a linguagem e terapia
Bandler, Richard
Grinder, John
Editora Guanabara Koogan
Rio de Janeiro
1977
Pág. 219

Fórmula do Sucesso Supremo

conhecer seu objetivo, agir, desenvolver a acuidade sensorial para saber o que está conseguindo e mudar seu comportamento até conseguir o que quer.

... vivemos numa época onde o sucesso fabuloso está à disposição de todos nós, mas que só o alcançam aqueles que agem.

Conhecimento é importante, mas não é suficiente. Muitas pessoas têm as mesmas informações que um Steve Jobs ou um Ted Turner. Mas aqueles que agem criam sucesso fabuloso e mudam o mundo.

Bibliografia :
Poder sem Limites
Robbins, Anthony
Editora Best Seller
São Paulo
1987
5o Edição
Pág. 374

"Quando temos diversos pontos de vista de uma mesma situação, mesmo sem acrescentar recursos, a experiência já se modifica ...

Ter mais informações a partir de várias perspectivas cria uma mudança de ponto de vista ...

Ter vários pontos de vista é a base da sabedoria para se tomar decisões, resolver conflitos, fazer negociações e limpar a história pessoal."

Robert Dilts

Bibliografia :
Crenças - Caminhos para a saúde e o bem-estar
Dilts, Robert
Hallbom, Tim
Smith, Suzi
Summus Editorial
2o Edição
São Paulo
1993
Pág. 85 e 86

Fórmula para mudança comportamental


1. Determine o que realmente deseja.

O objetivo deve estar dentro de suas possibilidades reais e ser formulado afirmativamente, ou seja, algo que você "quer", e não que você "não quer".

Especifique como saberá que atingiu seu objetivo. O que irá ouvir, ver e sentir que lhe servirá de prova ?

Quais as consequências positivas e negativas de obter o seu objetivo ?

Modifique o objetivo para enfrentar quaisquer consequências negativas internas ou externas.

Estude qualquer reserva que possa surgir em relação à obtenção de seu objetivo.

Escreva as razões por que não pode obter o que quer, permita-se vivenciar plenamente quaisquer sentimentos negativos que possa ter e crie uma afirmação (uma auto-afirmação positiva) para liberar qualquer bloqueio que possa estar sentindo.

2. Entre num estado de espírito relaxado e receptivo.

3. Pense em algo que espera que venha a acontecer plenamente e sem reservas. Vá para dentro de si mesmo e observe as qualidades (submodalidades) de suas imagens internas (cor, localização, luminosidade, nitidez, número de imagens), de seus sons e vozes (tom de voz, volume e altura) e de suas sensações (táteis, de movimento e de ação). Escreva essas qualidades para lembrar-se delas.

4. Imagine que está se vendo depois de já ter atingido seu objetivo. Faça isso como se estivesse vendo um filme de si mesmo. Se não gostar da imagem que vê, modifique-a, até que ela lhe agrade.
Quando a imagem parecer "correta"e você não tiver nenhuma reserva sobre ela, entre dentro do filme e imagine que está vivenciando a experiência de ter atingido seu objetivo, usando as submodalidades de expectativa(3).

5. Deixe a imagem ir embora, enquanto diz a si mesmo que você merece ter o que deseja.

Bibliografia :
Crenças - Caminhos para a saúde e o bem-estar
Dilts, Robert
Hallbom, Tim
Smith, Suzi
Summus Editorial
2o Edição
São Paulo
1993
Pág. 138

Transformação Essencial


Cada um de nós tem aspectos dos quais não gosta. Muitas vezes vivemos situações em que ficamos extremamente insatisfeitos com nossa atitude e nossa forma de reagir. Sentimo-nos inadequados, desorientados e inseguros.

Cada um de nós já tentou mudar algum desses aspectos, certamente mais de uma vez. Em geral "nos propomos a ser" diferentes. Procuramos agir de modo "correto", mas que não flui naturalmente. Forçamos-nos e esforçamo-nos. Na maioria das vezes, os esforços são inúteis: continuamos insatisfeitos.

Isso ocorre porque, em geral, as propostas de mudança são "de fora para dentro". Obrigamo-nos a "ser" algo que não está em nós.

O método de Transformação Essencial procura reverter esse quadro. São dez passos em busca de um núcleo pessoal profundo, que servirá como nascente de onde jorrarão as águas de uma mudança genuína e efetiva.

Connirae Andreas desenvolveu seu método de modo acessível a qualquer leitor interessado, e não apenas aos profissionais.

Muitas vezes, somos obrigados a enfrentar situações que não podem esperar uma terapia demorada, e, obviamente, queremos enfrentá-las da forma mais autêntica possível.

Com as técnicas da programação neurolinguística, a autora nos leva a encontrar esse núcleo e gerar a Transformação Essencial, que nos ajudará a criar relacionamentos mais satisfatórios e profundos, com paz de espírito e sensação de integridade.

Bibliografia :
Transformação Essencial - Atingindo a nascente interior
Andreas, Connirae
Andreas, Tamara
Summus Editorial
São Paulo
1996
Contracapa

Todo comportamento tem uma Intenção Positiva II

O ser humano é um sistema complexo e organizado. Ele é um todo, um conjunto composto de várias partes que dependem uma das outras e que buscam o equilíbrio. A esta interdependência e equilíbrio, em PNL damos o nome de ecologia.

Todos nós temos uma ecologia interna que garante a manutenção e equilíbrio do nosso sistema. Um exemplo desta ecologia, que sempre atua a nosso favor, são aquelas mudanças que queremos realizar mas não conseguimos. Nestes casos, é como se sentíssemos que algo nos impede, nos bloqueia.

Muitas pessoas se revoltam contra si mesmas e chegam a sentir raiva por não conseguirem efetivar determinadas mudanças. Na verdade, deveríamos ser gratos à nossa ecologia interna, pois, como explicaremos a seguir, ela sempre nos protege.

Como aquela pessoa que prometeu a si mesma parar de fumar neste ano. Apesar de bem intencionada, como costuma acontecer quando um novo ano se inicia, é como se uma parte sua (ou várias) não concordasse e a impedisse de todas as formas. Isto ocorre porque, neste exemplo, a mudança desejada não seria ecológica. Se fôssemos investigar junto à parte (ou às partes) que tem objeções à mudança, constataríamos talvez que ela aja assim porque fumar é uma das poucas alegrias que aquela pessoa tem na vida. Como afirmamos, nosso sistema possui uma ecologia que nos protege, que busca o equilíbrio. E além disso, todo comportamento tem uma intenção positiva. Portanto, fumar para esta pessoa tem a intenção positiva de lhe dar prazer, alegria. E a parte dela que não quer que ela pare de fumar tem a intenção positiva de garantir que ela continue tendo este prazer.

Pensando de outra maneira, o que seria desta pessoa se de repente ela fosse impedida, por si mesma ou por outra pessoa, de obter este prazer? Ocorreria um desequilíbrio grave e o sistema todo seria afetado, ou seja, outras partes suas também seriam prejudicadas. Exagerando um pouco, poderíamos imaginar que esta pessoa, não tendo mais aquele motivo que a deixava alegre (o cigarro), não teria também motivação para trabalhar, resolver problemas, sair com os amigos, etc.

O que fazer então? Desenvolver outras alternativas que garantam o mesmo prazer que o cigarro, mas que não sejam nocivas à saúde e ao equilíbrio do sistema, ou seja, alternativas ecológicas. Se alguém se propõe a fazer exercícios ao invés de fumar, sendo que detesta se exercitar, não funciona, pois a alternativa não é ecológica - gerará objeções na parte que não gosta de exercícios.

Ou se promete a si mesmo um prêmio ao final de um ano, comprado com o dinheiro que seria gasto com cigarros, também não funciona, não é ecológico, pois a alternativa deveria proporcionar prazer imediato, como o cigarro, e não daqui a um ano.

É importante ressaltar que cada um possui sua própria ecologia. Assim, uma alternativa pode ser ecológica para uma pessoa e não o ser para outra.

Há pessoas que desconsideram sua ecologia, que tentam sabotar suas partes internas que têm objeções à mudança pretendida. É o caso daqueles que trancam o maço de cigarros à chave, saem de casa sem levá-lo consigo, numa verdadeira briga interna.

Ou então aquelas pessoas que querem emagrecer e que para isso usam a chamada força de vontade. Como o próprio nome diz, trata-se de uma força, só que neste caso ela é usada contra a pessoa, contra aquela parte interna que quer comer. Trava-se uma batalha interna, da qual ora uma, ora outra parte sairá vitoriosa. E então aquela pessoa engorda e emagrece sucessivas vezes.

Considerando que nosso sistema busca o equilíbrio, se ele for privado de algo por um certo tempo, tentará recuperá-lo num outro período.

É como se a parte que quer emagrecer e a parte que quer comer vivessem disputando o poder, e a cada período uma delas assumisse o controle da situação.

Melhor seria se elas entrassem num acordo, de forma que a intenção positiva de ambas fosse respeitada e que elas não mais se interrompessem. Neste caso, caberia a pergunta: "O QUE, QUANTO E QUANDO vou comer para pesar X Kg"? "QUANTO preciso comer para poder emagrecer X Kg em X DIAS?"

Ou então, que cada uma das partes buscasse uma outra alternativa para conseguir realizar sua intenção positiva. Poderíamos perguntar às partes: "Existem outras formas de obter prazer e alegria além de comer?" Ou "Existem outras formas de perder peso além de reduzir a quantidade de alimentos ingeridos?"

Por exemplo, se a parte que quer comer para satisfazer a intenção positiva de preencher aquele vazio que sente falta de carinho, de afeto (ou de alegria, de novidades, etc.), se esta parte concordar em obter este afeto através do contato com amigos de verdade (e não mais do amigo imaginário que o alimento representava), ela perceberá que não lhe será negado aquilo que buscava (o afeto), apenas mudará a fonte através da qual o recebe.

Conclui-se que sempre que alguém está diante de uma questão como "Quero mas não consigo "ou "Quero X, mas Y me impede", está ocorrendo um problema de ecologia. Neste casos, é necessário conhecer todas as partes envolvidas na questão para que se encontre uma alternativa que satisfaça a todas elas, uma alternativa que seja ecológica, o que equivaleria a um acordo entre as partes.

Além disso, é necessário ressignificar (redescobrir o verdadeiro significado, atribuir um novo significado a) a comida, o cigarro. No caso da comida, será necessário separar afeto e alimento, de forma que se perceba que afeto é diferente de prazer gustativo - que não deixará de existir e de ser apreciado. Trata-se desfazer um condicionamento.

Finalizando, gostaríamos de ressaltar que as "partes" a que nos referimos aqui não existem como tal. Falamos em "partes" assim como poderíamos falar de "lados", sendo este apenas um modelo que nos ajuda a compreender melhor a questão. O uso de modelos é comum também em Química, Física (por exemplo, o modelo tridimensional do átomo) e constituem uma tentativa de ilustrar melhor o funcionamento de algo.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

O Modelo BAGEL


O modelo BAGEL identifica um certo número de tipos de pistas comportamentais, entre elas as feições físicas e os olhos, associadas aos processos cognitivos - em particular, os ligados aos cinco sentidos. As letras que compõem o nome BAGEL identificam as categorias principais de padrões comportamentais.
...
B = body posture (postura corporal)
A = nom-verbal auditory cues (pistas auditivas não-verbais)
G = gestures (gestos)
E = eye movements (movimentos oculares)
L = language patterns (padrões de linguagem)
...
Pode ser muito valioso do ponto de vista prático aprender a observar esse tipo de pistas. Na verdade, para que sejam efetivas, muitas das técnicas de PNL baseiam-se na observação destas pistas. Elas podem fornecer informações importantes sobre a maneira de pensar de outra pessoa - mesmo quando a pessoa não tem consciência disto. Além de ser um auxílio importante e poderoso, que pode ser usado por terapeutas, empresários, professores, advogados, vendedores etc., para entender (ou ler) melhor as pessoas com as quais estão interagindo.

Bibliografia :
A estratégia da genialidade - Vol. I
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1998
Pág. 148, 149 e 151

O Modelo SOAR (State-Operator-And-Result)


O SOAR é um modelo geral de resolução de problemas e aprendizagem desenvolvido originalmente por Allen Newell, Herbert Simon e Clifford Shaw na década de 1950. Ele foi empregado para criar programas de jogos de xadrez. Esses programas ensinavam o computador a se tornar um especialista em xadrez, aprendendo a partir da experiência e lembrando-se da forma como os problemas que surgiram foram solucionados.
...
SOAR significa Estado-Operador-E-Resultado.
...
A Estrutura SOAR é o núcleo do processo de modelagem da PNL.
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O SOAR fornece uma estrutura básica com a qual modelar desempenhos efetivos em várias áreas de atividade.
...
Outro exemplo seria o da preparação de uma refeição. A cozinha define o espaço-problema no qual se sucedem vários estágios ou etapas da preparação do alimento. Os operadores são os instrumentos e utensílios de preparação do cozimento que produzem mudanças no estado do alimento. Cada "operação" leva a um resultado que passa por outra operação, até que seja produzido o alimento final.

Bibliografia :
A estratégia da genialidade - Vol. I
Dilts, Robert B.
Summus Editorial
São Paulo
1998
Pág. 45 e 47

O Segredo do Sucesso


O segredo do sucesso é aprender como usar a dor e o prazer, em vez de deixar que usem você. Se fizer isto, estará no controle de sua vida. Se não fizer, é a vida quem controla você.

Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
São Paulo
1993
pág. 57

...
Mais ou menos em 1.987, Robert Dilts, outro co-criador da P.N.L., pesquisou como a utilização de espaços imaginários, onde a pessoa "coloca " seu problema, ajuda na resolução do mesmo, principalmente por que fica mais simples para ela olhá-lo de fora, como se não fosse um problema dela. Esta descoberta foi chamada, na época, de "New Code", ou seja, o "novo código" da P.N.L..

À partir deste novo código, Dilts continuou suas pesquisas e ajudou sua mãe a curar-se de câncer (leia em "Crenças", da Editora Summus), e decodificou como podemos transformar crenças limitantes em possibilitadoras, logo após, descobriu também como transformar Identidades limitantes.

Também à partir deste novo código, Dilts chegou na chamada "2ª Posição", que tem permitido que ele pesquise gênios como Einstein, Disney e Seres de Luz como Buda e Cristo. Com estas pesquisas, a P.N.L. avançou mais no campo espiritual e hoje temos técnicas com as quais podemos trabalhar este lado.

Dilts se uniu com Robert McDonald para escrever o livro "Tools of the Spirit" (Instrumentos do Espírito - ainda não traduzido), onde descrevem como trabalhar inclusive com o chamado lado "sombra". Tanto Dilts quanto McDonald tem se aprofundado cada vez mais no trabalho a Nível Espiritual.

Dilts também se uniu a outras pessoas: Tim Hallbom e Suzy Smith. Neste caso eles tem desenvolvido muito o trabalho relacionado com a Cura, com a Saúde. Através da "Formação em Saúde" - curso desenhado para Master-Practitioners - eles vem ensinando essas técnicas em todo mundo. Quem faz esta Formação passa a fazer parte da "Comunidade Mundial de P.N.L. em Saúde para o Século XXI".

Nesta área já temos resultados significativos de Cura em casos de miopia, astigmatismo, vitiligo, alergias, emagrecimento, vícios, entre outras coisas. O Brasil é o 5º país no mundo a ter um grupo de terapeutas membros desta Comunidade.

Bibliografia :
Parte do artigo : O Caminho Evolutivo da PNL
Escrito por Deborah Epelman
Extraído do site www.pac.com.br

"A Energia vai onde está a Atenção",

não estamos apenas falando em PNL, pois existem outras linhas de pensamento que também fazem esta afirmação. Inclusive a Física Quântica já comprova este fato...

Bibliografia :
Mude sua Vida com PNL! Programação Neurolinguística
Com a Apresentação de Robert Dilts "Co-Criador da PNL"
Epelman, Deborah
www.pac.com.br
São Paulo
2001
Pág. 57

A Magia da Harmonia


Pense numa época em que você e outra pessoa estavam em sincronia. Pode ser um amigo, ou amante ou um membro da família ou alguém que encontrou por acaso. Volte para aquele tempo e tente pensar o que havia nessa pessoa que fez você sentir-se tão em harmonia com ela.

É bem provável que você descubra que pensavam da mesma forma ou sentiam-se do mesmo jeito sobre um certo filme, livro ou experiência. Você pode não ter notado, mas talvez tivessem tipos semelhantes de respiração ou fala. Talvez tivessem antecedentes ou crenças semelhantes.

Qualquer coisa que você descobrir será o reflexo do mesmo elemente básico - harmonia. Harmonia é a habilidade de entrar no mundo de alguém, para fazer esse alguém sentir que você o entende, que vocês têm um forte vínculo comum. É a habilidade de ir totalmente, de ser mapa do mundo para o mapa dele, do mundo.

É a essência da comunicação bem-sucedida.

Bibliografia :
Poder sem Limites
Robbins, Anthony
Editora Best Seller
São Paulo
5o Edição
Pág. 219

Qual é a chave para estabelecer harmonia ?


Flexibilidade.

Lembre-se, a maior barreira para a harmonia é pensar que outras pessoas têm o mesmo mapa que você, e que por você ver o mundo de uma forma, elas também o vêem assim.
...
Harmonia não é estática; não é alguma coisa que permanece estável, uma vez conseguida. É um processo dinâmico, fluido, flexível.

... a chave para estabelecer um relacionamento verdadeiramente ressonante, duradouro, é a habilidade de mudar-se e ajustar-se ...

Bibliografia :
Poder sem Limites
Robbins, Anthony
Editora Best Seller
São Paulo
5o Edição
Pág. 234 e 233

O Processo de Harmonia

...
Uma congruência total como ser humano significa em PNL, uma harmonia entre diversos níveis neurológicos. Falamos de “congruência” quando a maneira como me comporto no mundo está em harmonia com as minhas capacidades e em harmonia com os meus valores e as minhas crenças e convicções e em harmonia como eu sinto a minha identidade e como experimento a minha transcendência, quer dizer, a minha missão em relação aos meus amigos, à minha família, ao meu trabalho, e ao resto do mundo.

O processo de harmonia, a busca de sentido, o encontro com a minha fonte interior, com o Eu mais profundo, ou Deus, ou como lhe queiram chamar, de modo que eu possa funcionar de forma congruente na minha vida privada em casa ou com os amigos ou no meu ambiente profissional são, hoje em dia, uma preocupação cada vez maior na PNL. E claro que estes aspectos não se resolvem simplesmente com uma dose de pensamento positivo.

A questão complica-se ainda mais porque não temos a ver com uma pessoa única. Eu não sou simplesmente “eu”. Eu sou um aglomerado de personalidades. Quantas vezes não tomamos a decisão de fazer ou não fazer isto ou aquilo e o “outro”, em nós, age precisamente como uma personalidade autônoma, como se fosse independente de nós? E quanto mais o queremos subjugar, mais ela age de forma autônoma e poderosa. A estas sub personalidades chamamos em PNL, de “partes”.

Habituamo-nos na nossa cultura, desde muito pequenos, a tentar subjugar as partes que não nos agradam ou que socialmente são menos aceitáveis, os nossos “demônios”. Cada parte possui em si determinadas recordações, convicções e valores próprios, programas especiais. É um conjunto de “outros” dentro de nós. Lutar com estes “outros”, que afinal de contas somos nós mesmos, significa “perder”.

Mas estes “outros” têm, segundo a PNL, uma hierarquia de intenções positivas conosco. Não só há técnicas para dialogar com estas partes a caminho duma maior congruência pessoal, como é unicamente através destas partes que, empregando as mais modernas técnicas da PNL, se atingem estados de Ser profundos que permitem transformações individuais a um nível superior.

...
Em PNL pensa-se em termos de totalidades, isso significa uma atenção extraordinária para a ecologia. A ecologia adquire em PNL um significado muito maior que o habitual - todo o comportamento e transformação devem ter em conta a harmonia global, as relações internas entre as nossas “partes” e a nossa relação harmoniosa com os outros e o mundo.

Bibliografia :
Parte do Artigo : Programação Neurolinguística - Introdução detalhada (II)
Autor : José Figueira
Master-Practitioner e Trainer com certificado internacional da NTI-NLP (Instituto Holandês de Programação Neuro-Línguistica), reconhecido pela ABNLP (The American Board of Neuro-Linguistic Programming)

As pessoas com maior variedade de opções eficazes estarão no controle


Esta é lei das Variedades Requisitivas, da Cibernética. Este princípio demonstra que num sistema de elementos inter-relacionados, aquele que tiver maior quantidade de funções, isto é, mais flexibilidade, é o elemento no controle. E isto é válido também para relações humanas.

Bibliografia :
Qualidade começa em mim: Manual neurolinguístico de liderança e comunicação
Chung, Tom
Editora Maltese
São Paulo
1994
Pág. 106

Pensamento de Richard Bandler
"Construa esperança a partir de experiências,

pois a realidade é criada a partir de idéias.

Em algum momento no passado não existiam nem avião, nem automóvel.

Em algum momento no passado não existiam nem dinheiro, nem linguagem.

Apenas através das idéias é que todos essas coisas se tornaram realidade."

Bibliografia :
Mude sua Vida com PNL! Programação Neurolinguística
Com a Apresentação de Robert Dilts "Co-Criador da PNL"
Epelman, Deborah
https://www.lojafunarte.com.br/exibeproduto_fra.asp?IDProduto=8687
São Paulo
2001
Pág. 11

Modelagem
Dentro da PNL, existem muitas técnicas de Modelagem, ou seja, de aproveitar como modelo alguém que faça o que eu quero aprender a fazer, para que eu possa saber utilizar as mesmas estratégias desta pessoa e consiga fazer tão bem quanto ela, o que ela faz ...

Para fazer uma Modelagem, na forma mais simples dela, que é a de Comportamento, você pode seguir estes passos :

l. Imagine que você pode se ver em uma tela à sua frente.

2. Selecione um modelo :

a) Pense em alguma pessoa que tem um comportamento que você quer aprender.

b) Veja esta pessoa tendo o comportamento que você quer aprender... perceba como ela se movimenta, o que ela faz exatamente, qual é a sua postura, o que ela se fala enquanto faz o comportamento, como ela parece se sentir enquanto faz o comportamento.

3. Veja-se na tela imitando a pessoa, movimentando-se como ela, colocando-se na mesma postura, falando a si mesmo o que ela fala, sentindo-se como se conseguisse fazer extamente como ela faz.

4. Teste Ecológico = olhando de fora verifique se este comportamento é realmente adequado para você... verifique se você realmente quer ter este comportamento.

5. Associação = agora ou ENTRE naquele você da tela ou TRAGA-O para dentro de você para poder SENTIR como você se sente fazendo o comportamento e verifique se realmente é o que você quer.

6. Ponte ao Futuro = se você tanto de fora quanto associado achar que é o que você quer, imagine-se agindo em uma situação no futuro onde este comportamento é adequado.

Bibliografia :
Mude sua Vida com PNL! Programação Neurolinguística
Com a Apresentação de Robert Dilts "Co-Criador da PNL"
Epelman, Deborah
https://www.lojafunarte.com.br/exibeproduto_fra.asp?IDProduto=8687
São Paulo
2001
Pág. 55 e 56

Palavras Processuais

Ao longo do tempo, só temos consciência de uma pequena parte de nossa experiência.

Enquanto lê esta frase, você pode estar atento aos sons à sua volta, à temperatura ambiente, às letras do texto, ao gosto em sua boca, ou à qualidade do ar que respira. É provável que você tenha prestado atenção a cada aspecto que foi sendo sugerido aqui e que antes disto não estivesse atento a todos eles.

Isto acontece porque nós não prestamos atenção a tudo e durante o tempo todo. A consciência humana é um fenômeno limitado. Nós selecionamos parte da experiência e omitimos o que resta. E esta seleção é determinada por nossas capacidades sensoriais, motivações atuais e por aprendizagens ocorridas na infância.

Se estamos atentos a um programa de TV, é provável que não prestemos atenção aos demais sons existentes no ambiente, mesmo quando alguém nos pergunta algo. Isto porque nossa motivação dirige e concentra nossa atenção.

Se uma mãe diz a uma criança: "Amo você, meu filho", mas com uma expressão de desdém, cerrando os dentes e os punhos, em qual das duas mensagens a criança acredita? É bem provável que ela dê mais atenção à parte visual da experiência, ou seja, que confie no que vê, muito mais do que no que ouve, e leve consigo esta aprendizagem para toda a sua vida. É desta forma que as pessoas aprendem a privilegiar a parte visual, auditiva ou cinestésica da experiência.

Como ouvintes, podemos discernir qual a parte da experiência de uma pessoa que está sendo representada em sua linguagem verbal prestando atenção às palavras processuais, aos predicados utilizados: adjetivos, verbos e advérbios.

A tabela abaixo contém exemplos de palavras processuais.

VISUAIS AUDITIVAS CINESTÉSICAS INESPECÍFICAS
Ver Ouvir Aconchegante Acreditar
Imagem Dizer Confortável Aprender
Claro Falar Sentir Estimular
Ponto de Vista Perguntar Sensação "Sacar"
Brilhante Explicar Gosto Estudar
Quadro Estalo Cheiro Saber
Luz Comentário Pesado Igualar
Aparência Boato Macio Detalhe
Observar Tom Doce Decidir
Obscuro Barulho Bloqueio Pensar

Tomemos o seguinte diálogo entre um vendedor e um cliente:

- Eu quero comprar um carro que seja confortável, em que eu me sinta muito bem, e que seja macio para dirigir.

- Pois não, senhor. Acabo de ter uma idéia brilhante. Eu imagino que o senhor gostaria muito de um carro de estilo jovem, como este aqui. Veja que linda cor...

É bastante provável que a venda não se efetue. É como se o cliente e o vendedor estivessem falando línguas diferentes. O cliente fala usando predicados que indicam que ele está num acesso cinestésico de sua experiência ("confortável", "sinta", "macio"), e também que ele privilegia critérios cinestésicos ao comprar um carro. Já o vendedor responde utilizando palavras processuais (predicados) visuais ("brilhante", "imagino", "estilo jovem" , "veja", "cor"). O cliente está pedindo uma coisa e o vendedor está lhe mostrando outra.

Isto acontece também com casais. Se a mulher usa predominantemente o canal sensorial auditivo e o marido o visual, ela poderá se queixar: "Meu marido não me ama. Ele nunca diz que me ama". E neste caso, o marido não diz porque para ele não é importante dizer, mas mostrar, visualmente, que ama a esposa, talvez levando-a a passeios, trazendo-lhe flores. O marido poderá ter a mesma queixa em relação à esposa porque ela não demonstra (visualmente) que o ama. Para o marido, não é importante que ela diga, mas que ela mostre que o ama (talvez deixando a casa mais bonita, cuidando de sua própria aparência ou preparando-lhe pratos que sejam visualmente atraentes).

Cada palavra processual usada (visual, auditiva, cinestésica) indica que a experiência interna daquele que fala está sendo representada num determinado sistema sensorial. O uso habitual de uma categoria de palavras processuais em detrimento de outra é indicativo de um sistema representacional primário. Este é o que é mais desenvolvido e usado com mais freqüência do que outros. Resultará no fato de que o indivíduo perceberá o mundo primordialmente através deste sistema.

Predicativos que não apontam nenhuma das partes da experiência (visual, auditiva, cinestésica) são chamados de inespecíficos. Isto é, não indicam como o processo está sendo representado.

E qual a utilidade em saber o sistema sensorial predominante de uma pessoa? A utilidade está diretamente relacionada à capacidade de relacionar-se com alguém de modo eficaz. Significa saber "falar a mesma língua" que o outro. Significa saber compreender e se fazer compreendido.

O ideal seria que todos nós tivéssemos todos os canais sensoriais igualmente desenvolvidos. Isto poderia ser comprovado através do uso equilibrado das palavras processuais, sem que houvesse predomínio de uma classe sobre outra. Em geral, não é isto que acontece com a maioria das pessoas.

Todavia, é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Sugerimos para isto a seguinte experiência: reserve um dia da semana para treinar cada canal sensorial. Por exemplo, às segundas-feiras, proponha-se a treinar seu olfato. Neste dia, esteja disposto a ampliar sua capacidade olfativa e a sentir o maior número possível de odores. Faça o mesmo com o paladar e com os canais cinestésico (sensações: quente, frio, áspero), auditivo e visual.

Sugerimos ainda ao leitor que treine a identificação de palavras processuais ouvindo programas de entrevistas. Observe o que acontece quando o entrevistado está usando palavras processuais auditivas e o entrevistador lhe pergunta algo usando palavras visuais. Muitas discussões acontecem pelo simples fato de que as pessoas não conseguem entender umas às outras porque estão utilizando canais sensoriais diferentes.

E para saber qual é seu canal sensorial predominante, conte as palavras processuais que você utiliza ao escrever um texto neutro, ou seja, um texto que não se refira especificamente a experiências apenas visuais (um texto que falasse sobre fotografia, por exemplo), auditivas (um concerto) ou cinestésicas (a comida de seu restaurante favorito).

Se em seu texto existirem mais palavras auditivas, isto quer dizer que seu canal auditivo é mais desenvolvido e utilizado em relação aos demais. Quer dizer que você dá preferência à parte auditiva das situações. E as palavras processuais menos utilizadas, aquelas que você usou em menor número em seu texto, correspondem ao canal menos utilizado e que poderia ser mais explorado.

Há pessoas que são tão visuais que são capazes de falar durante meia hora sobre um almoço delicioso usando apenas palavras visuais (Falando sobre a beleza dos pratos, da louça, dos talheres, etc.).

Já outras, são mais cinestésicas e estão sempre dizendo "Eu sinto...". Geralmente são pessoas que gostam de tocar nas demais, gostam de abraçar.

Pessoas predominantemente auditivas dizem muito "E então eu disse... Daí ele falou... Eu falo que isto não dá certo!"

E você? Já sabe qual é sua predominância? Ou você é uma dessas raras pessoas que são equilibradas quanto ao uso dos canais sensoriais?

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Como descobrir a intenção positiva da criança
A ser usado quando a criança se "comporta mal" - correndo o risco de se ferir, machucar alguém ou de cometer um ato de vandalismo.

1. Antes de mais nada, limite ou interrompa o comportamento indesejado tão rapida e calmamente quanto possível.

2. Descubra a intenção positiva do comportamento indesejado:
"O que você está tentando fazer ?"
"O que você deseja ?"

3. Concorde ou reconheça a intensão positiva da criança:
"É importante proteger os seus brinquedos."

4. Ajude a criança a encontrar outras formas de atingir sua intenção positiva:
"De que outro maneira você poderia obter o mesmo resultado ?"
Com crianças menores, deve-se mencionar outras possibilidades que a criança possa levar em consideração.

Bibliografia:
A Essência da Mente - Usando o seu Poder Interior para mudar
Andreas, Connirae
Andreas, Steve
Summus Editorial
São Paulo
1993
Pág. 98

O seminário de três minutos

Se a PNL fosse apresentada em um semínario de três minutos, ocorreria mais ou menos o seguinte :

O apresentador diria: "Senhoras e senhores, para ter sucesso na vida, uma pessoa só precisa ter em mente três coisas."

"Primeiro, saber o que quer. Ter uma idéia clara do objetivo desejado em qualquer situação."

"Segundo, estar alerta e receptiva para observar o que está conseguindo."

"Terceiro, ter flexibilidade para continuar mudando até conseguir o que quer."

Depois, escreveria na lousa :

RESULTADO
ACUIDADE
FLEXIBILIDADE

e sairia da sala. Fim do seminário.

Bibliografia :
Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
1995
Pág. 26

Uma das coisas das quais sempre me lembro é:

"Quais as palavras que fazem surgir imagens nas pessoas ?"

Então, as pessoas seguem o sentimento criado pela imagem.

Virginia Satir

Em essência, toda a PNL baseia-se em duas premissas fundamentais :
1 - O mapa não é o território.

No seu primeiro livro, A estrutura da magia - Volume I, Richard Bandler e John Grinder (Criadores da Programação Neurolingüística), nos falam sobre esta primeira premissa:

"Na história da civilização vários pessoas já expressaram esta idéia - a de que há uma diferença irredutível entre o mundo e a nossa experiência sobre ele. Nós, seres humanos, não agimos diretamente no mundo. Cada um de nós cria uma representação do mundo em que vivemos - isto é, criamos um mapa ou modelo que usamos para determinar o nosso comportamento. A nossa representação do mundo define em grande parte como será a nossa experiência do mundo, de que forma perceberemos o mundo, que escolhas teremos à nossa disposição enquanto vivermos nesse mundo... Não existem dois seres humanos que tenham exatamente as mesmas experiências. O modelo que criamos para nos guiar no mundo baseia-se nas nossas experiências. Portanto, cada um de nós pode criar um modelo diferente do mundo que compartilhamos e assim vivenciar uma realidade de certa forma diferente."

2 - A vida e a "mente" são processos sistêmicos.

No livro, A estratégia da genialidade - Volume I, Robert B. Dilts (Criador de várias técnicas e modelos, trainer, autor e consultor no campo da Programação Neurolingüística desde 1975), nos fala sobre a segunda premissa:

"Os processos que ocorrem dentro do ser humano e entre os seres humanos e o ambiente em que vivem são sistêmicos. Nosso organismo, as sociedades em que vivemos e o nosso universo formam uma ecologia de sistemas e subsistemas complexos que interagem e influenciam-se mutuamente. Não é possível isolar totalmente uma parte do sistema. Tais sistemas baseiam-se em alguns princípios 'auto-reguladores' e naturalmente procuram estados de equilíbrio perfeitos, ou homeostase."

O que é Rapport ?

Rapport é harmonia, é estabelecer sintonia, confiança com as pessoas com quem estamos nos comunicando. E portanto, é encontrar e comunicar-se com essa pessoa dentro do seu mapa representativo da realidade exterior, isto é, ter a acuidade sensorial para reconhecer como é o modelo subjetivo das experiências dessa pessoa e de como este modelo é formado dentro dela, comunicando assim, no ritmo dela, e nos processos internos que constitui este mapa. É como se falasse a mesma linguagem da pessoa, no mesmo ritmo e na mesma sequência estratégica que esta pessoa tem para formar as suas experiências subjetivas.

Rapport é a habilidade de entrar no mundo de alguém, e fazer este alguém sentir que você o entende, que vocês têm um forte vínculo comum e um relacionamento de compreensão. É a habilidade de ser o mapa do mundo para o mapa dele. É a essência da comunicação bem-sucedida.

Você pode ter algo muito importante para dizer a alguém ou pode ser a comunicação mais adequada no momento para se dizer, no entanto, se não tiver criado um clima de simpatia e de confiança, a sua comunicação será algo ineficaz.

Criar um clima de confiança e de aceitação por parte das pessoas potencializa a sua comunicação.

Bibliografia :
Magia da mente em ação
Chung, Dr. Tom
São Paulo
Double Tree Editora
1991
Pág. : 60, 61 e 93

Virginia Satir em The new peoplemaking escreveu :
Os seres humanos têm uma natureza superior.

Se conhecermos e aceitamos todas as nossas partes,

podemos chegar a essa natureza superior.

Problemas sempre existirão.

O problema não é o problema.

O problema é como lidamos com eles.

É isso que destrói as pessoas, não o problema em si.

Quando aprendemos a enfrentar os problemas de outra maneira,

lidamos com eles de maneira diferente e eles se tornam diferentes.

Virginia Satir

Reimpressão (Reimprint)

Uma impressão (imprint) ocorre quando um indivíduo passa por uma experiência significativa, à qual associa forte emoção e a partir dela forma uma ou mais crenças.

Para a PNL, o que importa não é o conteúdo da experiência, mas sim a crença ou impressão gerada a partir da mesma. Dito de outra forma, importa o significado que o indivíduo atribuiu à experiência, as conclusões a que chegou.

O conceito de impressão foi proposto por Konrad Lorenz, que estudou o comportamento dos patos no momento em que saíam do ovo. Neste momento, eles imprimiam a figura materna, de forma que o que quer que fosse que se movesse, e que estivesse perto no momento em que saíam do ovo, passava a ser seguido e "se tornava" a mãe dos patinhos.

Lorenz verificou que os patinhos "imprimiram" as botas que ele usava no momento em que saíram do ovo. Os patinhos passaram então a segui-lo. Ele tentou apresentá-los à mãe-pata, mas eles a ignoravam e continuavam a segui-lo.

Lorenz acreditava que as impressões ocorriam em momentos importantes do desenvolvimento neurológico e que não era possível alterá-las posteriormente.

Timothy Leary estudou o fenômeno da impressão nos seres humanos e descobriu que estes possuem um sistema nervoso mais sofisticado que o dos patos, e por este motivo o conteúdo das impressões poderia ser acessado e reprogramado (reimpresso).

Leary também identificou períodos críticos no desenvolvimento dos seres humanos. As impressões ocorridas nestes períodos geravam crenças básicas, que moldavam a personalidade e inteligência do indivíduo: crenças sobre ligações sentimentais, bem-estar, destreza intelectual, papel social, etc.

As impressões podem ser experiências "positivas", que geram crenças úteis, ou experiências traumáticas, que conduzem a crenças limitantes. Na maioria das vezes, elas incluem pessoas significativas, que inconscientemente podem ter servido de modelo.

A diferença entre uma impressão e uma lembrança ruim, tal como uma fobia, é que na impressão associa-se uma crença à lembrança, em geral uma crença de identidade ( do tipo "eu sou": fraco, forte, capaz, incapaz, etc.).

A técnica da reimpressão (reimprint) utilizada pela PNL parte da crença e da sensação associada à impressão, como forma de guiar o indivíduo de volta ao passado, até o momento em que passou pela experiência de impressão. Esta é uma forma de regressão que, ao contrário de certas intervenções feitas por outras abordagens terapêuticas, é feita conscientemente, com o o indivíduo "acordado" e totalmente no controle da situação. De volta ao fato, ele pode descobrir que recursos ele e as demais pessoas envolvidas teriam precisado naquela época para que ele não se sentisse daquela maneira.

A reimpressão é usada no tratamento de traumas, crenças limitantes, sentimentos e comportamentos persistentes na vida adulta (como timidez, insegurança, agressividade, etc.) e em alguns casos de fobia.

Ela permite retroceder no tempo e descobrir a experiência geradora de tais crenças, sentimentos e comportamentos, os quais o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual.

O indivíduo não poderá apagar os fatos que compõem a sua história, mas poderá mudar seu ponto de vista a respeito deles. Seria como reviver aquela experiência só que agora levando consigo toda a vivência e os recursos obtidos ao longo dos anos.

Para um aprofundamento no tema recomendamos o livro CRENÇAS: CAMINHOS PARA A SAÚDE E O BEM-ESTAR, de Robert Dilts, Tim Halborn e Suzi Smith (Editora Summus).

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Como Mudar

Todos as conquistas pessoais começam com uma mudança nas convicções. Sendo assim, como mudamos ? O meio mais eficaz é fazer seu cérebro associar uma dor maciça à antiga convicção. Você deve sentir lá no fundo que não apenas essa convicção lhe custou dor no passado, mas também está custando no presente, e vai lhe custar no futuro. Depois, associe um tremendo prazer à idéia de adotar uma convicção nova e fortalecedora. Este é o padrão básico, que analisaremos muitas e muitas vezes, para criar mudança em nossas vidas. Lembre-se: não podemos esquecer que tudo o que fazemos é por necessidade de evitar a dor ou pelo desejo de obter prazer, e se associarmos bastante dor a qualquer coisa, vamos mudá-la. O único motivo para termos uma convicção sobre qualquer coisa é o fato de vincularmos uma dor maciça a não acreditarmos.
Bibliografia :
Desperte o Gigante Interior
Robbins, Anthony
Editora Record
Rio de Janeiro
1993
Pág. 91

PNL

A Programação NeuroLingüística (PNL) é a arte e a ciência aplicada da excelência humana. Utiliza-se de um conjunto de procedimentos específicos de comunicação verbal e não verbal que levam o indivíduo à uma maior harmonia com o meio e consigo mesmo.

A PNL é o estudo da experiência subjetiva do ser humano, um estudo do funcionamento da mente, permitindo portanto que as pessoas possam conhecer melhor o pensamento e os padrões comportamentais e lingüísticos. Com isso habilita às pessoas, a modelá-los de acordo com seus objetivos e conseguirem os resultados desejados de maneira eficiente e eficaz.

A Programação Neurolingüística, foi desenvolvida por Richard Bandler ( Analista de sistemas e Matemático ) e John Grinder ( Lingüista ) na década de 70.

A Programação Neurolingüística abrange 3 pontos específicos :

Neurologia, Lingüística e Programação.

Neurologia : através do sistema neurológico existe a ligação entre o cérebro e os demais órgãos dos sentidos do nosso corpo.

Lingüística : a nossa comunicação, seja em pensamento, seja com os outros, é feita através da linguagem verbal e não verbal.

Programação : nosso cérebro utiliza estratégias ("programas"), seqüências de padrões de pensamento e comportamento orientados para obter resultados.

Um dos pressupostos básicos da PNL é :

O mapa não é o território.

O ser humano não vive no território que o cerca ( "Realidade" ), mas sim, na representação interna ("Mapa da Realidade") que ele tem desse território. Portanto, um problema nunca é o fato em si, e sim, o significado atribuído a esse fato, pela mente da pessoa.

As pessoas não reagem à realidade em si mesma, mas sim, ao que elas representam internamente de suas experiências, aos seus "Mapas da Realidade".

A PNL é a ciência que estuda a estrutura destes mapas.

Bibliografia :

Introdução à Programação Neurolingüística - Joseph O'Connor e John Seymour

Poder sem Limites - Anthony Robbins

Qualidade começa em mim - Dr. Tom Chung

"Se você continuar a fazer o que está fazendo, vai continuar a obter os mesmos resultados.
Se você quer mudar os resultados, mude o que está fazendo."

Um dos Pressupostos básicos da PNL

Resumo de : Como criar Ressignificados

O significado que damos aos acontecimentos são mais importantes do que os acontecimentos em si.

Podemos escolher os melhores significados, alterando nossas atitudes em relação a esses mesmos acontecimento.

Isto pode ser feito da seguinte maneira: em vez de nos perguntarmos: "Por que isto aconteceu comigo ?" devemos dizer: "Ok, aconteceu. O que eu posso fazer de bom agora ?"

Pessoas reativas acham que suas emoções e comportamentos se devem a uma causa externa.

As pessoas pró-ativas se permitem a liberdade de escolher a reação desejada, independentemente dos estímulos externos.

Pois estas são as pessoas que têm o dom de transformar as dificuldades em oportunidades !

Bibliografia :

Qualidade começa em mim: Manual neurolinguístico de liderança e comunicação
Chung, Tom
Editora Maltese
São Paulo
1994
Pág. 278

Como podemos avaliar as situações de Forma Positiva

Nada é bom ou mau em si mesmo. Tudo depende da forma como avaliamos cada situação.

Há pessoas para as quais um pequeno contratempo significa uma catástrofe e outras que conseguem não se abalar em demasia diante de fatos realmente desagradáveis. A diferença entre ambas está na maneira pela qual representam as situações, no ''filme" que vêem em sua imaginação.

Imagine duas mães esperando seus filhos à noite. Eles estão atrasados e já é tarde. A primeira imagina o seguinte "filme": Ela vê um acidente e o filho todo sujo de sangue, à morte. Ou então imagina que ele foi seqüestrado, o vê em poder de perigosos assaltantes, sendo torturado. Esta mãe então começa a ficar ansiosa e apavorada. Já a segunda mãe imagina o filho se divertindo com os amigos. Talvez ele esteja num cinema ou numa festa. Conseqüentemente, ela fica tranqüila até que o filho chegue (ou pelo menos não fica apavorada).

Perceba que nenhuma delas sabe o que realmente aconteceu ao filho e cada uma imagina um tipo diferente de ''filme", que não é real, mas tem o poder de determinar como elas vão se sentir.

Assim também acontece conosco, no dia-a-dia. Se você está num estado interno ruim (se está ansioso, deprimido, etc. ), mude o "filme" que está vendo em sua imaginação e o seu estado interno também mudará.

Tudo pode ser visto e entendido sob vários ângulos. E então o leitor poderá se perguntar se isto não é o mesmo que se iludir, que negar os fatos, negar a realidade. Nós então lhe diríamos que também a realidade é um conceito relativo. Como saber se algo é de fato real?

Para exemplificar o que dissemos acima sobre realidade, citaremos os críticos de cinema. Quantas vezes você já não se surpreendeu achando horrível um filme que a crítica elogiou? O inverso também costuma ser freqüente: a crítica diz que aquele filme que você adorou é péssimo! E a pergunta que se faz então é. Quem está com a razão? O filme na realidade é bom ou ruim? A resposta seria: Depende. Depende dos critérios e do ponto de vista adotados. Talvez sob o ângulo da originalidade, da direção, dos atores, o filme seja ruim, mas sob o ângulo da diversão que ele lhe proporcionou, das gargalhadas que ele provocou, ele seja excelente.

Realidade é algo sobre o que duas ou mais pessoas concordam. Desta forma, se algumas pessoas vêem no céu uma luz e concluem que se trata de um disco voador, isto é real para elas. Pode não ser real para você, que está presente no local da aparição e acredita que aquela luz no céu é apenas um avião.

Sempre que você ouvir alguém afirmar que algo é péssimo, bom, feliz, infeliz, real ou irreal, questione: Do ponto de vista de quem? Comparado com quê?

Os "filmes" que vemos em nossa imaginação têm ainda a característica de serem dirigidos por nós. Somos nós quem escolhemos as cenas que vão compô-lo. Numa situação difícil, é você quem escolhe se focaliza a dificuldade ou as possíveis saídas. Ou ainda, qual parte da situação é mais importante para você. Como a mãe que comenta com a filha sobre um pretendente desta: "Minha filha, ele é feio, mas é tão rico!" E a filha responde: "Sim, mamãe, ele é rico, mas é tão feio."

As perguntas que você se faz determinam qual a parte da experiência que você vai focalizar e também como vai se sentir. Se você se pergunta "Por que comigo nada dá certo?" sua mente se esforçará para encontrar uma resposta, mesmo que precise "fabricar" uma. Agora, se você se perguntar "O que eu posso fazer para conseguir o resultado que desejo?" as respostas indicarão alternativas.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

"Em todo tipo de arte existem níveis de habilidades que a pessoa tem que possuir e, uma vez aprendidas as habilidades necessárias, você conhece as funções, e quando você conhece as funções, você pode misturá-las e então temos a arte. Portanto, à medida que você caminha para além da técnica, você se move em direção à arte, porque você se move em direção da ecologia, para a representação profunda e para múltiplas representações ..."

Judith DeLozier

"Para nos comunicarmos efetivamente, devemos compreender que somos todos diferentes na maneira como vemos o mundo, e usar este entendimento como guia para nossa comunicação com os outros."

Anthony Robbins

Como podemos deixar as pessoas num estado melhor do que quando as encontramos

Sugerimos a seguinte experiência: observe atentamente os objetos de cor verde que existem no local onde você está. Agora responda: quantos objetos azuis existem neste local? As perguntas que nos são feitas direcionam o foco da nossa atenção. Como se esta fosse um farol que ilumina apenas o local para onde é apontado. Por exemplo, você está consciente da sensação em suas mãos neste momento? É provável que agora esteja, porque direcionou sua atenção a elas. Imagine dois amigos conversando num restaurante. Um deles diz:

- Você reparou nas cores das paredes? Que mau gosto, não acha?
- Sabe que eu nem tinha visto...
- E o uniforme do garçom, então...
- O que há com ele?
- Está enorme, deve ser uns dois números maior que o dele.
- É. Pode ser.
- Este molho não está com um gosto estranho?
- Como assim?
- Sei lá... Acho que não vou comer.
- Não percebi nada.
- Comida apimentada como esta não lhe dá azia?
- ...

As perguntas que nos são feitas direcionam não só a nossa atenção mas também a maneira como nos sentimos num dado momento. Com pessoas como a do exemplo citado, há que se ter firmeza e determinação para não voltar do almoço com azia e com a impressão de ter ido ao pior restaurante do mundo.

Dois cuidados são necessários neste aspecto. Primeiro, cuidado com o que você anda focalizando em relação à vida. Se você focalizar apenas defeitos, maldade, desgraças e pontos negativos, você os encontrará em profusão. É como diz o ditado: "Quem procura, acha".

Como aquela pessoa que foi mandada a Paris para fotografar cenas de violência urbana. Ao voltar de lá, perguntaram-lhe o que ela havia achado da culinária francesa, da arquitetura, dos museus, etc., ao que ela não soube responder, pois havia focalizado apenas a violência.

Há pessoas que são capazes de achar horríveis lugares maravilhosos. Por outro lado, há também pessoas que se encantam com lugares simples e singelos. Tudo depende do que se busca, do que se observa quando se olha para algo.

O segundo cuidado que se deve ter é com relação às perguntas que fazemos às pessoas. Devemos nos lembrar de que nossas perguntas têm o poder de dirigir a atenção do outro para aquilo que lhe estamos sugerindo.

Imagine que você conhece alguém que um dia você viu passar por um grande vexame (ele escorregou e caiu, ou bebeu demais numa festa). Toda vez que o encontra, você não consegue deixar de lhe perguntar: "Lembra-se daquele dia?" de forma que, depois de um certo tempo, só o fato de vê-lo já é suficiente para que ele se sinta mal.

Num outro exemplo, uma pessoa diz: "Nossa, como você está pálido! Você está doente?" Ou então: "Você está preocupado com alguma coisa? Você está triste?" Para poder responder a perguntas como estas, a pessoa precisará verificar como se sente e se perguntará: "Eu, triste? Deixe-me ver...É, eu estou um pouco aborrecido porque estou sem dinheiro". Perceba que é possível que ela estivesse bem até então, que não estivesse pensando na falta de dinheiro, mas o fato de alguém tê-la lembrado disto foi suficiente para mudar seu estado interno.

Melhor seria se nós sempre deixássemos as pessoas num estado interno mais agradável do que quando as encontramos. Há pessoas que já fazem isto conosco, inconscientemente, sem que nem se dêem conta disto, pois a repetição, a prática, automatiza esta estratégia. São pessoas que gostamos de encontrar, que nos deixam com um sorriso no rosto quando vão embora. Como elas fazem isto?

Inicialmente, observa-se que estas pessoas procuram perguntar apenas sobre os assuntos que sabem que deixam o outro feliz, motivado, curioso, orgulhoso, etc.. Também, são pessoas que sabem observar e buscar interesses em comum. Por exemplo, J. adora cinema e encontra S., que é um expert em filmes de suspense. J. aproveita então para pedir-lhe algumas indicações e os dois conversam animadamente sobre o assunto. J. também adora pescar, de forma que ao visitar uma ilha de pescadores, tem muito o que conversar com os habitantes da ilha.

Pode-se notar que é necessário possuir flexibilidade de comportamento, que significa ser capaz de variar o próprio comportamento para se adaptar às várias situações e pessoas. Além disto, é necessário também ter interesses variados, ou pelo menos curiosidade a respeito das coisas que não se conhece.

Sendo um bom observador, não é difícil perceber o que motiva a vida de alguém atualmente. Se uma pessoa está muito empolgada com seu novo emprego, apreciará que lhe perguntem sobre ele. Mas se ela está insatisfeita, fazer-lhe perguntas sobre ele poderá deixá-la num estado ruim (que poderá ser constatado pela simples observação de sua linguagem não verbal: a expressão de seu rosto, sua postura, seu tom de voz, etc.).

Sempre há algo positivo a ser lembrado sobre a vida de uma pessoa, algo de que ela sinta orgulho, algo que a deixe feliz, apesar de às vezes ela não estar consciente disto (como você não estava consciente da sensação em seus pés até este momento, após ter lido esta frase). Nós então poderíamos dirigir o foco de sua atenção para estes aspectos positivos que até então estavam inconscientes. E com isto a deixaríamos num estado interno muito melhor.

Estamos sugerindo aqui que todo relacionamento pode ser uma troca. Em todo relacionamento é possível descobrir afinidades, interesses em comum, assuntos que interessem a ambas as pessoas. Nós sempre poderemos aprender algo, quer nosso interlocutor seja um pescador, um menino ou o Presidente da República. Basta saber procurar, lembrando-nos de que encontramos aquilo que focalizamos.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Como se tornar um bom comunicador

Vocês precisam apenas de três coisas para serem comunicadores profissionais absolutamente únicos.

Descobrimos que existem três padrões principais no comportamento de todos os mágicos da terapia com quem conversamos, e também no de executivos e de vendedores.

O primeiro é saber qual resultado se deseja.

O segundo é que precisa-se flexibilidade de comportamento. Necessitamos ser capazes de gerar grandes quantidades de comportamento diferentes para encontrar as respostas emitidas.

O terceiro é que precisamos ter experiências sensoriais suficientes para reparar quando tivermos obtido as respostas desejadas.

Se você conta com esta três habilidades, então só precisa alterar seu comportamento até alcançar as respostas que quer.

Bibliografia :

Sapos em Príncipes : programação neurolinguística
Bandler, Richard
Grinder, John
Summus Editorial
São Paulo
1982
Pág. 69 e 70

Todo comportamento tem uma Intenção Positiva

Todo comportamento tem uma intenção positiva. Sempre. Pelo menos do ponto de vista de quem o pratica. Reconhecer este fato pode ser a solução para a maioria dos problemas de relacionamento.

Imagine uma criança que finge estar com dor de barriga para não ir à escola. Provavelmente, ela está tentando se proteger de algo (uma prova, uma briga) ou buscando algum ganho (assistir T.V., jogar futebol). Para resolver o impasse, o primeiro passo é conhecer qual é a intenção positiva que está por trás do comportamento da criança. Conversar com ela para saber o que ela ganha se ficar em casa e o que poderia perder se fosse à escola. Imagine que a criança afirma que não quer ir à escola porque alguns colegas prometeram bater nela. Neste ponto, poderíamos lhe dizer algo como: "Entendo que você não quer apanhar. É muito ruim apanhar". (Dizendo isto, estamos mostrando à criança que reconhecemos a intenção positiva de seu comportamento e que damos valor a ela). "E o que você poderia fazer para poder ir à escola e não apanhar?" (Aqui estamos buscando alternativas com a criança).

Reconhecer a intenção positiva, dar valor a ela e buscar alternativas. Esta seqüência pode resolver a maioria dos problemas entre as pessoas, desde a briga entre um casal, até problemas com funcionários, com filhos, alunos, etc. Talvez um dia, quando formos capazes de reconhecer a intenção positiva que existe no comportamento de todas as pessoas, nós sejamos realmente capazes de amá-las.

Fica mais fácil entender o outro quando nos colocamos em seu lugar, olhamos a situação com os olhos dele e conhecemos o porquê dele fazer o que faz. Desta forma, é possível desaprovar o comportamento de uma pessoa mas ainda assim continuar gostando dela. Agindo assim, diríamos que alguém "está" (chato, agressivo, desanimado, etc.), mas não que "é". Separamos a pessoa, seu valor, de seu comportamento.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Pedagogia do Amor

Encerramos o artigo anterior com a pergunta: "Se eu não me criticar, se eu parar de ficar me questionado sobre o que deveria fazer, como vou melhorar, crescer como pessoa?" Para responder esta pergunta, analisaremos o que acontece com as crianças.

A cada vez que se diz a uma criança: "Você não deveria (fazer ou sentir algo), é como se lhe fosse dito: "Se você for você mesma, ninguém vai gostar de você, pois você é muito má. Mas se você se esforçar e for diferente, então poderá encontrar pessoas que gostem de você".

Isto é uma violência contra a criança, talvez comparável a um assassinato. Está-se dizendo à ela para eliminar aquele "eu" (que é ela mesma) e construir um novo em cima. E ela seguirá pela vida profundamente infeliz, tentando fabricar um "eu" que agrade às pessoas, ou então assumindo uma identidade que corresponda àquele monstro que um dia disseram que ela era, tornando-se uma pessoa de difícil convivência, ou até mesmo um delinqüente.

Há muitas pessoas que optaram pelo caminho da marginalidade porque não conseguiram construir aquele "eu" que agradaria às pessoas. Talvez ninguém as odeie mais do que elas mesmas. Foi em virtude de muitos DEVERIAS, aos quais elas não conseguiram corresponder, que elas chegaram aonde estão. Elas se sentem tão em débito com esses deverias que é como se imaginassem uma dívida que jamais conseguirão saldar, pois a cada dia ela aumenta - a cada dia elas acrescentam algo que deveriam/não deveriam ter feito.

Uma outra maneira de educar as crianças é através do que chamarei de Pedagogia do Amor. E do amor incondicional. Aquele que não espera que o outro mude para começar a amá-lo. Aquele que não diz que a criança deveria ser diferente, mas que valoriza todos os seus sentimentos, comportamentos, iniciativas. Aquele amor que não tem a intenção de ter nenhum tipo de controle sobre a criança, que não quer manipular suas reações e comportamentos e moldá-los de acordo com um padrão, ou de acordo com um objetivo que não foi traçado por ela.

Aquele amor que permite que ela simplesmente SEJA ELA MESMA. Que "deixa o rio correr", sem apressá-lo. Que acompanha o fluir livre e leve da criança. Que jamais diz que ela não deveria sentir raiva de alguém, mas que procura compreender seus sentimentos e ensiná-la que quando não se luta contra os mesmos, eles passam por nós bem mais depressa. Deixar o rio correr... Sempre...

Ensiná-la a reconhecer que todo comportamento tem uma intenção positiva. Se ela aprender a reconhecer isto em si mesma, terá muito mais facilidade em reconhecê-lo nos outros. Se ela aprender a ser compreensiva e paciente consigo mesma, também o será com as demais pessoas.

Se ela está sentindo inveja de alguém, ajudá-la a reconhecer que provavelmente ela tem dentro de si uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela, talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor. E assim por diante. Não é difícil saber a intenção positiva de nossas partes internas e aprender a valorizá-las.

Ajudá-la a confiar em seus sentimentos, sensações, intuições, em seu julgamento interno, em sua voz interior, na "voz do seu coração". Ao invés de ficar lhe dizendo o que deveria fazer, perguntar-lhe : "O que você acha disso?" "O que você sente em relação a isso?" Ajudá-la a formar seus próprios valores incentivando a reflexão, fazendo-lhe perguntas que ajudem-na a confiar em sua sabedoria interna. Esta é a maior herança que os pais podem deixar aos filhos, já que pais não são eternos.

Mas talvez você, leitor, esteja dizendo: "Ótimo, entendi o que você disse em relação às crianças. Mas o que eu faço comigo? Com os meus DEVERIAS?"

Sugiro que você imagine uma criança bem pequena, indefesa, que estivesse sofrendo em virtude dos mesmos DEVERIAS que você, que estivesse passando por dificuldades semelhantes às suas. O que você faria com esta criança? O que você diria a ela? Você diria a ela novos DEVERIAS? Você seria tão severo com ela como provavelmente é consigo? Você a ameaçaria? Você diria a ela algo como: "Se você não emagrecer, eu não levo você à praia"?

Acredito que você gostaria de conversar com ela, de tratá-la com carinho, compreensão, talvez de tomá-la nos braços, abraçá-la, confortá-la, dizendo-lhe coisas animadoras.

Geralmente, por mais severos que tenham sido nossos pais, a tendência é que sejamos mais severos conosco do que eles o foram, e um pouco mais compreensivos e benevolentes em relação aos filhos.

Por este motivo, sugiro que você faça com você o que faria com a criança que citei acima. Releia o texto e empregue as sugestões consigo mesmo. Imagine que dentro de você há uma criança e que você terá de cuidar dela pelo resto de sua vida. Você escolhe: ou você vai ser um repressor que controla, critica, diz DEVERIA a toda hora, ou você vai procurar fazê-la feliz, diverti-la, amá-la.

Só conseguimos amar, entender, aceitar as outras pessoas quando somos capazes de fazer tudo isso conosco. Quem não consegue aceitar o comportamento de alguém, quem não consegue gostar de alguém, certamente descobrirá que não consegue aceitar a si mesmo, talvez até não aceite em si aquele mesmo comportamento que não aceita no outro.

É um fato que você poderá constatar: quando paramos de lutar CONTRA nós, contra nossos sentimentos, desejos, quando passamos a ser A FAVOR de nós mesmos, o mundo responde da mesma maneira. A sua vida é o reflexo daquilo que acontece dentro de você. Se você não gosta de si mesmo, se você não se aprova, não se trata com carinho e respeito, não espere que os outros o façam. É o que se chama de AUTO-ESTIMA.

Para isso, você poderá começar a aprender a substituir o DEVERIA pelo EU PREFIRO, EU ESCOLHO, EU APRECIO, EU ME PERMITO.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Eu deveria ...

A Programação Neurolingüística, como o próprio nome diz (Lingüística), estuda como a linguagem influencia nosso modo de perceber o mundo. Em outras palavras, ela nos mostra que de acordo com as palavras que usamos, perceberemos o mundo de uma determinada forma, classificaremos as informações que nos chegam pelos cinco sentidos (Neuro) de uma determinada maneira.

Duas pessoas percebem um mesmo acontecimento de formas diferentes, pois cada uma delas usa um tipo de filtro (ou de lente) para observar o fato. Este filtro é constituído pelas palavras, pelo vocabulário.

Imaginando que o vocabulário é um imenso arquivo de pastas e que cada pasta é uma palavra, uma pessoa poderá arquivar a experiência "está chovendo agora" na pasta das alegrias, e uma outra pessoa poderá arquivá-la na pasta dos aborrecimentos. A chuva é a mesma, mas cada uma a percebe de uma forma. Para uma delas a chuva poderia ser classificada como uma tempestade e para a outra, como uma chuva fraca.

Através de uma análise das palavras e dos tipos de construção de frases mais usados por uma pessoa, é possível saber muito sobre ela, tal como num teste de personalidade.

E se uma pessoa modificar as palavras e frases que usa com mais freqüência, a partir de um questionamento das mesmas, modificará a maneira como vê o mundo, as pessoas, a maneira como se sente e se comporta.

Analisaremos hoje a palavra DEVERIA.

Quando alguém nos pede esmola na rua e nós não damos, às vezes ficamos pensando coisas como: "Eu DEVERIA ajudar o próximo". Ou então quando alguém fica magoado com algo que dissemos, ficamos nos culpando com frases do tipo "Eu DEVERIA ter ficado calado".

Na maioria das vezes a palavra DEVERIA está relacionada a culpas que nos foram incutidas desde quando éramos bem pequenos.

Quando você diz que DEVERIA (fazer, pensar, sentir) alguma coisa, é como se estivesse afirmando a si mesmo que você não DEVERIA ser você mesmo, que ser você mesmo é muito perigoso e que não deve jamais confiar em seus sentimentos, crenças e intenções.

Que você DEVERIA ser uma outra pessoa, tal como quando se derruba uma casa para construir outra melhor em seu lugar.

Pessoas que utilizam com muita freqüência a palavra DEVERIA costumam dar muito valor à opinião que os outros têm dela. São capazes de passar por cima de si mesmas para não desagradarem as demais. O que os outros pensam e acham a respeito delas costuma ser mais importante do que aquilo que elas mesmas pensam a respeito de si próprias.

Entretanto, só se pode dar o que se tem. Você não oferece às visitas que vieram para o jantar uma bebida que você não tem em casa. Da mesma forma, você só pode ser verdadeiramente você mesmo com as demais pessoas.

Se você diz: "Ah! Mas eu DEVERIA ter ficado quieto, não DEVERIA ter dito aquilo...", reflita que, provavelmente, se tivesse ficado quieto, não teria sido você. Talvez teria sido um ator e representado um papel.

Os tímidos costumam ter muitos deverias. Às vezes, são pessoas tão exigentes consigo mesmas a ponto de jamais admitirem errar. Então acabam ficando inseguros sobre a melhor forma de agir, que nunca é a deles mesmos. Estão sempre se esforçando ao máximo para serem melhores do que são. Não ficam à vontade nunca porque estão sempre estudando o que deveriam fazer. E têm concepções idealizadas e irreais sobre as características que procuram reproduzir, ou seja, têm objetivos tão altos que provavelmente são impossíveis de se alcançar.

A educação, recebida tanto em casa como na escola, igreja, etc., contribuiu para a disseminação dos deverias quando difundiu a crença de que as crianças são seres primitivos, quase como animais selvagens que precisam ser domesticados. Que emoções como raiva, ciúme, dentre outras, são "ruins", e devem ser combatidas, dominadas e eliminadas. E em seu lugar, as pessoas deveriam se esforçar para ter apenas "sentimentos bons". E principalmente, quando procurou uniformizar os comportamentos das pessoas, moldá-los de acordo com uma norma ou padrão.

Foi assim que aprendemos a lutar contra nós mesmos. Nos tornamos nosso próprio inimigo ou repressor. Aprendemos a ter força de vontade, o que em muitos casos significa ser capaz de vencer a si mesmo. Aprendemos a ser tão severos conosco como o foram talvez nossos professores, pais e familiares.

Mas como diz aquela frase, "Não importa o que fizeram de mim. Importa é o que eu vou fazer com o que fizeram de mim". Temos escolha. Podemos mudar.

Em relação à palavra DEVERIA, podemos nos questionar a cada vez que a usamos. Como no exemplo, "Eu deveria ter ficado calado", podemos nos perguntar: "O que aconteceria se eu ficasse calado?" Talvez a resposta seja algo como "A outra pessoa não teria ficado magoada, porém eu não teria sido espontâneo, verdadeiro".

Podemos nos perguntar também: "Por que eu deveria ter ficado calado?" A resposta a um porquê geralmente é uma crença. E questionar nossas crenças é um processo de atualização, afinal, muitas delas foram adquiridas quando não tínhamos idade suficiente para entendê-las e julgá-las.

"Eu deveria ter ficado calado porque é errado uma pessoa dizer o que sente". Podemos nos perguntar então: "É errado do ponto de vista de quem?" "De acordo com quem?"

Quando valorizamos aquilo que somos, quando nos apoiamos, quando gostamos de nós mesmos, criamos um ambiente positivo ao nosso redor, como se fosse um campo de energia positiva, que por sua vez atrai coisas positivas, bons relacionamentos, etc.

Da mesma forma, quando nos criticamos e nos reprimimos, criamos um ambiente negativo, e provavelmente atrairemos problemas e relacionamentos complicados.

Quando você se valoriza, você está valorizando seus próprios sentimentos, seu julgamento interno, sua "voz interior", sua intuição. Você está centrado em si mesmo.

Quando você se critica, o seu centro está fora de você, talvez esteja nas pessoas à sua volta.

Então você pergunta: "Mas se eu não me criticar, como vou melhorar como pessoa, como vou progredir?"

Falaremos sobre isto na próxima semana.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Estratégias Mentais

Estratégia é a maneira como a pessoa organiza seus pensamentos e comportamentos para levar a cabo uma tarefa. As estratégias sempre visam um objetivo positivo(*). Elas podem ser acionadas ou desligadas pelas nossas crenças. Para ter sucesso numa tarefa, você precisa acreditar que pode fazê-la. Caso contrário, você não se empenhará completamente nela. Você também precisa acreditar que merece aquilo que deseja e estar disposto a dedicar um certo tempo à prática ou à preparação. Finalmente, é necessário acreditar que a tarefa vale a pena. Ela deve despertar seu interesse ou a sua curiosidade.
...
Para compreender o que são estratégias, pense num mestre-cuca. Se você usar sua receita, provavelmente será capaz de cozinhar tão bem quanto ele, ou pelo menos chegará a um resultado muito próximo. Uma estratégia é uma receita bem-sucedida. Para fazer um prato saboroso, é necessário conhecer três coisas básicas: os ingredientes, as quantidades de cada ingrediente e a qualidade desses ingredientes. E também é necessário saber a ordem correta das etapas. Faz uma grande diferença acrescentar os ovos antes, durante ou depois de ter colocado o bolo no forno. A ordem que você segue para fazer uma coisa é muito importante, mesmo que tudo aconteça em questão de segundos.

(*) Todos os comportamentos, mesmo que lhe pareçam estranhos ou condenáveis segundo seus valores, têm um significado maior e uma intenção positiva quando analisados dentro do contexto e da experiência da pessoa que os exibiu. Mesmo que não possamos aceitar, inicialmente, esta intenção, podemos ter a capacidade de entendê-la. Esta é uma das mais árduas tarefas de amadurecimento pessoal.

Bibliografia :

Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph
Seymour, John
Summus Editorial
São Paulo
1995
Pág. 196 e 197

Qualidade começa em mim: Manual neurolinguístico de liderança e comunicação
Chung, Tom
Editora Maltese
São Paulo
1994
pág. 103 e 104

Como Processamos Informações

Recebemos informações do mundo através dos cinco sentidos: visual, auditivo, gustativo, olfativo, táctil-proprioceptivo. Ocorre que a informação recebida precisa ser processada internamente, precisa ser representada, e este processo é individual, personalizado, o que equivale a dizer que dois indivíduos representarão um mesmo fato de formas diferentes.

Isto acontece porque há três processos envolvidos na representação de informações: omissão, distorção e generalização.

A omissão ocorre quando omitimos parte da informação recebida. É ela que, por exemplo, nos permite prestar atenção no que uma pessoa está dizendo e ignorar todos os demais sons existentes num local de muitos ruídos. Ou então, quando estamos bem humorados e não prestamos atenção às pequenas contrariedades de nossa experiência, como por exemplo os semáforos que estavam todos fechados, o trânsito lento.

A distorção é freqüente nos casos de mal-entendidos, em que uma pessoa disse ou fez uma coisa e a outra pessoa percebeu algo completamente diferente. Ou também nas chamadas "fofocas", em que um fato é aumentado ou deturpado.

A generalização consiste no fato de que ao recebermos uma informação, temos a tendência de generalizá-la para outros contextos. É ela que nos permite aprender, por exemplo, a andar de bicicleta e a partir desta aprendizagem generalizar para outros tipos de bicicleta.

A generalização também acontece nos casos de preconceito. Por exemplo, se uma pessoa teve uma experiência negativa com um indivíduo de determinada raça, religião ou nacionalidade, poderá generalizar achando que todos os indivíduos semelhantes no aspecto que está sendo considerado (raça, religião, etc.) são iguais.

Após analisarmos os três processos através dos quais as informações são representadas, podemos entender melhor por que dois indivíduos representam um mesmo fato de formas diferentes e também por que o mapa não é o território que representa.

Nós sempre reagiremos às representações que fazemos das coisas (aos mapas) e nunca às coisas propriamente ditas.

Convidamos o leitor a tomar qualquer experiência de que goste, como por exemplo saborear um determinado tipo de alimento. Analisando minuciosamente por que gosta deste alimento, verá que gosta dele porque faz imagens que são atraentes, enfatizando a cor, o brilho, incluindo talvez a sensação da consistência, do contato do alimento com a boca, o cheiro, e possivelmente associando tudo isso a emoções como felicidade, aconchego, alegria, festa, etc. Tudo isto (imagem, associações com alegria, etc.) é representação. É da representação que você gosta, e não propriamente do alimento. Você já deve ter observado que enquanto você adora um alimento, outras pessoas o detestam. A representação que elas têm do alimento em questão é bem diferente da sua. E se elas aprenderem a representá-lo da mesma maneira que você, passarão a gostar dele!

Não é por acaso que as propagandas exploram estes aspectos em larga escala. Em geral, elas contêm apelos aos cinco sentidos e uma ou mais associações a sentimentos de paz, sucesso, felicidade, etc.

Nós aprendemos por repetição e rapidez. Portanto, uma associação feita rapidamente e repetidas vezes, como é o caso da propaganda, tende a se estabelecer em nosso sistema neurológio. Trata-se de um condicionamento.

O que dissemos acima também se aplica a experiências marcantes em nossas vidas, capazes de influenciar nossa auto-imagem. Tomemos por exemplo o caso de duas crianças ridicularizadas na escola por terem errado um exercício na lousa. A primeira associa à experiência uma grande carga de emoção (vergonha, humilhação, incapacidade), representando a situação à sua maneira (talvez com grandes imagens dos colegas rindo, com o som de suas gargalhadas mais alto do que o som ouvido na realidade, etc.) . Já uma outra criança talvez nem se lembre do fato depois de um certo tempo e não lhe atribua maior importância.

O que faz a diferença aqui é a maneira através da qual cada criança representa a situação, o tipo de "etiqueta" que colocam ao organizarem seu arquivo de lembranças. Como já dissemos, é à representação que reagimos e não à situação, ao fato real, e na representação entram os processos de omissão, distorção e generalização. Portanto, é provável que a primeira criança tenha omitido dados da experiência, tenha distorcido outros e que ela generalize o ocorrido a todas as situações que envolvam os mesmos elementos (situações em que se exponha à opinião alheia).

As técnicas da PNL visam dar um outro significado (ressignificar) ao ocorrido, já que não é possível alterar os fatos. Visa ainda desfazer o condicionamento, a associação, através da manipulação de aspectos específicos da representação da experiência (mudanças sutis nas características da imagem, som, sensação/sentimento. etc.).

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

"Se você se aflige com qualquer coisa externa, o sofrimento não é causado pela coisa em si, mas por sua própria avaliação a respeito; e isso você tem o poder de revogar a qualquer momento."

Marco Aurélio

Ressignificação

O que significa uma tempestade ? Algo ruim, se estivermos fora de casa sem uma capa de chuva. Algo bom, se você for um fazendeiro e tiver passado por um período de seca. Também pode ser uma má notícia se você tiver organizado uma festa ao ar livre; ou uma boa notícia se seu time estiver perdendo e o jogo for suspenso. E como você reage a cada uma dessas situações ?

O significado de todo acontecimento depende da moldura que colocamos ao seu redor.

Ressignificar é mudar essa moldura para vermos os mesmos acontecimentos sob uma outra ótica. E quando o significado muda, as reações emocionais e os comportamentos automaticamente também mudam.

Cada pessoa pode escolher o significado para sua vida ou para as coisas que acontecem ela. Isto é o que se chama livre-arbítrio. E se não escolhermos conscientemente, alguém o fará por nós, inconscientemente, e podemos acabar aceitando significados inadequados vindos de outras pessoas.

O significado que damos aos acontecimentos são mais importantes do que os acontecimentos em si. Portanto sempre devemos escolher o melhor significado, o que nos seja mais adequado e útil , alterando nossas atitudes em relação a esses mesmos acontecimentos para vivermos uma vida melhor, mais consciente e com mais liberdade.

Bibliografia :

Qualidade começa em mim: Manual neurolinguístico de liderança e comunicação
Chung, Tom
Maltese
1994

Introdução à programação neurolinguística
O'Connor, Joseph e Seymour, John
Summus
1995

Estados Internos

Você já passou pela experiência de estar em "maré alta"? Aquele dia ou período em que tudo é bonito, as pessoas são gentis e você é feliz?

Você já passou por um dia em que nada dá certo? Aquele dia em que você "acordou com o pé esquerdo"?

Você é a mesma pessoa nas duas situações. A diferença está no estado neurofisiológico em questão - o estado interno.

A maioria de nossos estados internos acontece de forma automática - sem controle consciente - porque estamos "acostumados" (programados) a reagir daquela maneira.

Você já percebeu como muda o seu estado interno quando você vê uma pessoa de quem não gosta? Se você estava alegre, imediatamente aquela alegria é temporariamente interrompida para dar lugar a um outro tipo de estado interno.

Uma outra experiência comum é estarem várias pessoas num domingo à noite, conversando animadamente, quando então ouvem pela T.V. a música de abertura do Fantástico. É o anúncio do final do domingo e do início de uma nova semana. Imediatamente alguns param de conversar, ficam pensativos, outros desanimados. Este é um exemplo de como um estímulo externo (a música) é capaz de alterar um estado interno.

Um estado interno é criado a partir da nossa representação interna e das condições e uso de nossa fisiologia.

Imaginemos uma mulher numa festa. Ela se divertiu muito durante quatro horas. No último minuto da festa, ela derruba um copo de vinho em sua roupa e sai arrasada. Quando lhe perguntam se a festa estava agradável, ela responde que não, que foi horrível. Um minuto foi suficiente para acabar com a representação interna formada em quatro horas. E por este motivo, esta mulher mudou seu estado interno de alguém que estava se divertindo para alguém que saiu arrasado.

Imaginemos agora uma esposa esperando pelo marido à noite. Ele está atrasado. Mas a esposa está num estado interno tranqüilo, despreocupado, e por isso o atraso do marido não a preocupa. Em suas representações internas, ela o imagina trabalhando.

Agora, se ela estivesse num estado interno de preocupação ou desconfiança, sua representação interna do atraso do marido talvez incluísse um caso extraconjugal. Ela poderia então imaginá-lo com outra mulher, o que a deixaria ainda mais desconfiada. Quando o marido chegasse, ela provavelmente discutiria com ele e lhe perguntaria quem é a "outra"...

Portanto, nossa representação interna dos fatos determina o estado em que nos colocamos.

A maior utilidade para este conhecimento está relacionada a estados de capacidade e de incapacidade (estados de recursos e estados limitantes).

Quando vamos realizar algo e acreditamos que somos incapazes, nós entramos no estado de ser incapaz e nossa fisiologia responde prontamente como se fôssemos incapazes. Nosso cérebro envia um comando às partes de nosso corpo envolvidas na ação.

Imaginemos um jogador de futebol cobrando um pênalti. Se ele se considera incapaz, naquele momento seu cérebro obedece a esta ordem e envia um comando para seus músculos, que executam a cobrança como se ele fosse de fato um incapaz, ou seja, ele não faz o gol.

É o mesmo que andar numa corda-bamba. Descobriu-se que para um equilibrista ter sucesso nesta ação, é necessário que ele tenha apenas uma imagem: a imagem de si mesmo andando com sucesso. Se ele tiver duas imagens, uma de sucesso, outra de fracasso, uma ao lado da outra, ele provavelmente cairá porque seu cérebro não sabe qual a representação interna que deverá realizar.

Conclui-se que a dúvida nos atrapalha com relação aos nossos objetivos porque é como se ela nos colocasse diante de dois caminhos. A PNL adotou uma frase que resume bem isto: "Quer você acredite que pode (realizar algo), quer acredite que não pode, de qualquer forma você está certo".

Nossa fisiologia também influencia nossas representações internas. Se estamos tensos, se nos alimentamos mal, se dormimos mal, se estamos sentindo dor, tudo isto influencia diretamente nossas representações internas. Por este motivo, não é recomendável fazer compras no supermercado quando se está com fome. A fome, que é um estado interno causado por condições fisiológicas, faz com que representemos todos os alimentos encontrados como muito mais saborosos do que na verdade são.

Percebe-se, portanto, que representação interna e fisiologia são interdependentes: alterando-se uma, a outra também muda.

...

Nada é bom ou mau intrinsecamente. Tudo depende da forma como representamos uma situação.

Podemos representar os fatos de uma forma que fiquemos num estado de recursos ou podemos fazer o oposto. Como já afirmamos numa outra ocasião, "O mapa não é o território". Nossas representações a respeito dos fatos jamais corresponderão exatamente a eles.

Desta forma, uma pessoa pode representar a si mesma como alguém insignificante e incapaz, e esta representação vai colocá-la num estado de poucos recursos - um estado limitante. Na verdade, esta pessoa pode não ser nada disso - pode até ser alguém com muitas capacidades - mas ela se tornou naquele momento exatamente aquilo que julgou ser.

A diferença entre as pessoas que falham em realizar suas metas e aquelas que são bem sucedidas é que estas conseguem se colocar num estado de apoio e segurança (um estado de recursos). Isto é muito diferente de entrar e sair de estados automaticamente, sem controle consciente, sendo controlado por outras pessoas, pela mídia, etc. Imagine que seu cérebro é um veículo que, se você não dirigir, se você não estiver ao volante, será guiado por outros ou pelas situações - como um barco ao sabor do vento.

Quando formamos uma imagem interna de que seremos capazes de realizar algo, criamos os recursos internos de que precisamos para conseguir o estado que nos apoiará.

Para alcançar seus objetivos, é necessário que você focalize o que você quer - e não o que não quer. Há inúmeras pessoas que afirmam que não querem ser pobres, não querem ser depressivas, não querem ser inseguras, etc. Com este tipo de afirmação, fornecem ao cérebro a imagem do que não querem ( e é isso que acabam conquistando em suas vidas).

Para que nosso cérebro possa entender e processar uma informação como "Eu não quero fracassar", ele primeiro necessita de uma imagem do que não se quer (fracassar) para então negá-la.

É como quando se diz a uma criança "Não deixe cair este copo" e então ela o derruba, pois para que ela entendesse a mensagem, precisou representar internamente aquilo que não deveria fazer.

Portanto, é melhor nos dirigirmos às coisas que queremos (Por exemplo: "Eu quero ser feliz, seguro, etc." e, no caso da criança, "Segure o copo com cuidado").

A cada estado interno corresponde uma fisiologia externa observável. As mães conhecem bem este fato: uma criança não consegue mentir, pois sua fisiologia (sua postura, expressão facial, respiração, voz, cor da pele, etc.) a denuncia.

Temos fisiologias correspondentes a cada estado interno que experimentamos. Provavelmente, as pessoas que nos conhecem bem sabem disso melhor que nós, pois conseguem identificar nosso estado interno pela simples observação de alguns aspectos de nossa fisiologia.

Um empregado pode adiar um pedido de promoção pela observação da fisiologia de seu chefe: "Ummm! Hoje o chefe está ..."

Se nos treinarmos nesse tipo de observação, seremos capazes de verificar como a linguagem não verbal (os gestos, a postura, o tom e ritmo da voz, a respiração, etc.) nos informa muito mais do que a linguagem verbal (o que uma pessoa diz).

Como quando alguém nos fala "Eu estou muito feliz", todavia com uma expressão melancólica, ombros para frente, olhos para baixo, etc. Neste caso, há uma incongruência entre as duas linguagens (verbal e não verbal) e em geral se dá muito mais importância e significado à linguagem não verbal.

Quando alguém nos diz algo mas seu corpo revela mensagens opostas, o resultado será que esta pessoa não nos convencerá, pois suscita dúvidas em nós com relação a qual das duas mensagens é verdadeira.

Há maneiras de provocar estados internos em outras pessoas. Uma delas é muito usada por pessoas que costumam ser bastante desagradáveis e inadequadas: "O que você tem? Você está passando mal?" "Está nervoso?" ou "Você está preocupada porque seu marido está demorando?", etc. Nestes casos, para que se possa responder à pergunta, é necessário primeiro entrar no estado sugerido para então saber se ele se aplica ou não a nós. Às vezes as pessoas acabam entrando de fato no estado em virtude do poder da sugestão. Daí acabam se sentindo mal, ficando nervosas, preocupadas, etc. Melhor seria se as pessoas colocassem umas às outras em estados de recursos, estados agradáveis.

Por exemplo, ao se perguntar a alguém doente "Você melhorou?", coloca-se a pessoa numa outra direção - em direção à saúde, à recuperação. Ou a alguém que está : "Você está mais calmo?"

Com a certeza de que não esgotamos o assunto, citaremos uma estória que ilustra o que são representações internas e como estas causam estados internos.

Um homem andava por uma estrada deserta quando o pneu de seu carro furou. Como ele não tinha macaco para trocar o pneu, pôs-se a caminhar pela estrada a fim de procurar alguém que pudesse ajudá-lo.

Avistou uma casa e para lá se dirigiu. Enquanto caminhava, começou a pensar: "E se o dono da casa não me atender?" "E se ele achar que eu sou um assaltante?" "E se ele for grosseiro comigo?".

Quando ele finalmente chegou lá, um senhor abriu a porta e, com um amável sorriso, disse-lhe: "Pois não, em que posso ajudá-lo?" O homem então respondeu, visivelmente transtornado: "Pode ficar com a porcaria deste macaco porque eu não o quero mais". E foi embora. Inúmeras vezes nos comportamos como se nossas representações internas fossem reais. E na maioria das vezes elas não são.

Artigos publicados no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

O Meta Modelo de Linguagem

Todos nós possuímos um modelo de linguagem que nos permite interagir com o mundo. Linguagem aqui quer dizer tudo o que utilizamos para representar a experiência: imagens, sons, palavras, sensações, sentimentos. Não há como pensar em algo sem usar pelo menos um dos elementos acima.

Por exemplo, se tomarmos a palavra "pipoca", veremos que ela nos traz a imagem que fazemos de uma ou várias pipocas, talvez a lembrança do sabor e até do som ao mastigá-las.

Todavia, a linguagem não é a experiência, mas uma representação da experiência, assim como um mapa não é o território que representa. Como seres humanos, sempre vivenciaremos somente o mapa, e não o território. Isto quer dizer que nós não reagimos às coisas em si, mas às representações que fazemos delas. Para exemplificar o que dissemos acima, citaremos os esquimós, que têm cerca de doze palavras para designar neve: neve que cai, neve no chão, neve que serve para construir casas, etc. Para outras pessoas, a neve será sempre a mesma. Mas para os esquimós, o fato de possuírem palavras diferentes para a neve significa que eles são capazes de fazer distinções muito sutis entre os tipos de neve, o que lhes permite agir com maior número de escolhas em seu mundo.

Um outro exemplo seria o de duas pessoas recusadas para uma vaga numa empresa. A primeira representou o fato como decorrente de sua incapacidade, de sua falta de experiência e de sua inadequação ao cargo.

A segunda representou o mesmo fato como algo corriqueiro, podendo até ter achado que não foi escolhida por estar superqualificada para o cargo. Nenhuma das duas sabe o real motivo pelo qual foi recusada, mas cada uma delas representou a recusa a seu modo, de acordo com o seu "mapa", que é produto de experiências, emoções e aprendizagens passadas.

Como pudemos constatar nos dois exemplos, um mapa amplia ou reduz as possibilidades de alguém. As pessoas formam seus mapas a partir de suas experiências, tanto internas como externas. Sendo assim, se não é possível mudar os fatos, a PNL nos ensina como mudar a experiência subjetiva, a representação que as pessoas têm do mundo e de si mesmas. Isto é possível através do Meta Modelo de Linguagem, que vai reconectar a linguagem à experiência, vai buscar a mensagem oculta, as crenças que existem por trás de palavras e frases.

Retomando o exemplo da recusa para um emprego, imaginemos que a primeira pessoa disse: "Eu fui rejeitada porque sempre fico com medo nessas situações". Alguém experiente no uso do Meta Modelo de Linguagem perceberia as lacunas existentes na frase, ou seja, há omissões, generalizações e distorções nela que o emissor provavelmente não percebe conscientemente. Para ele, as coisas são da maneira como afirmou e ele talvez não veja como poderiam ser diferentes. As informações suprimidas poderiam ser recuperadas com perguntas como: "Você tem medo do quê?" "Você sempre fica com medo?" "Em algumas dessas ocasiões você não sentiu medo?" "Então você acredita que se não sentisse medo, não seria recusado?" e assim por diante.

À medida em que se vai questionando, vai-se modificando o mapa da outra pessoa, que é obrigada a completá-lo, a preencher suas lacunas, a atualizá-lo. Como conseqüência, ela passará a ter um outro tipo de representação, que por sua vez levará a um resultado comportamental diferente.

O Meta Modelo compreende um conjunto de instrumentos com os quais se pode construir uma comunicação melhor. Ele pergunta o que, como e quem, em resposta à comunicação do emissor. Ao utilizar o Meta Modelo é necessário estar atento às próprias representações internas. Assim, se alguém nos diz: "Meus filhos me aborrecem", não é possível formar um quadro completo da situação. É necessário perguntar "como": "Como especificamente seus filhos o aborrecem?"

Por outro lado, se assumirmos que conhecemos o significado preciso de "aborrecem", com base apenas em nossa experiência, então na verdade estaremos encaixando tal pessoa em nosso modelo de mundo, em nosso mapa, esquecendo-nos do mapa dela.

Lembramos que o objetivo do Meta Modelo é reconectar a representação à experiência, o que equivale a dar nome às coisas e fatos.

Ao questionarmos, por exemplo, a palavra "medo", procuraremos reconectar a palavra (representação) à experiência real de sentir medo. Imaginando que as palavras são como pastas de um imenso arquivo, há pessoas que arquivam na pasta "medo" experiências que seriam melhor arquivadas em outras pastas . Não se trata de abordar teoricamente e dissociadamente as situações e sensações, como em algumas abordagens terapêuticas, mas sim de um instrumento que nos permite modificar as representações internas de uma pessoa, nos permite clarear pontos, completar mapas.

Todos os padrões do Meta Modelo estão descritos no livro A Estrutura da Magia, de Richard Bandler e John Grinder (Editora Guanabara-Koogan), cuja leitura recomendamos.

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado que é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolinguística.

Uma visão de Sócrates pela PNL

Sócrates foi um mestre na arte de perguntar. Uma das importâncias do perguntar está no fato de criar no ouvinte múltiplos pontos de vista e, com isso, ampliar suas percepções sobre determinado tema ou conceito. As perguntas de Sócrates obedeciam a uma metodologia e padrões muito bem constituídos para explorar múltiplas possibilidades sobre um conceito, definição ou valor ético proferido por um interlocutor.

As perguntas tinham como objetivo o exato saber. Levar o interlocutor a novas percepções, e obter dentro de si o conhecimento e aprimoramento no modo de pensar.

Um padrão utilizado por Sócrates para estabelecer sintonia com o ouvinte era o de aceitar as definições e conceitos, não indo contra as crenças do interlocutor. Isso era feito pelo menos com os seguintes itens :
A - Repetindo em parte o que o interlocutor dizia.
B - Demonstrando o desejo e a importância de conhecer a opinião do interlocutor.
C - Procurando saber o que o interlocutor queria dizer exatamente com o termo que utilizava.
D - Demonstrando que entendeu o ponto de vista do interlocutor.

Alguns dos Desafios utilizados por Sócrates, segundo o livro Repensando Sócrates :

Para Eliminações :
Gostaria que me esclarecesse como...
Ficaria feliz se me esclarecesse quem...
Analogias comparativas

Para Generalizações :
Analogias e Metáforas
Afirmações óbvias(comparativas)
Contra-exemplos

Para Distorções
A pessoa disse isso especificamente ?
Você é adivinho ? Senão, como poderia saber ?

Diálogo sobre a Virtude :

Sócrates :- E portanto, também dizes que há certas pessoas que desejam o bem, e outras que desejam o mal ? Mas não te parece, meu amigo, que todos os homens desejam unicamente o que é bom ?

Mênon :- Não, não me parece.

Sócrates :- Afirmas, então, que alguns homens desejam o mal ?

Mênon :- Sim.

Sócrates :- E crês que estes desejam as coisas más porque as acham boas ? ou dizes, então, que sabem que são más e não obstante isso as desejam ?

Mênon :- Creio que há os dois casos.

Sócrates :- Acreditas, pois, caro Mênon, que alguém que sabe que o mal é mal pode ainda desejá-lo ?

Mênon :- Creio.

Sócrates :- Que entendes tu por desejar uma coisa má. Que nos aconteça algo de mau ?

Mênon :- Exatamente.

Sócrates :- Mas os que desejam o mal, crêem que ele é vantajoso ou pernicioso ?

Mênon :- Há os que pensam que as más coisas fazem o bem; mas há os outros, também, que sabem perfeitamente que as coisas más só produzem o mal.

Sócrates :- Quanto as que pensam que o mal é vantajoso, o conhecem como sendo verdadeiro o mal ?

Mênon :- Eu não ousaria afirma isso.

Sócrates :- Por consequinte: estes não desejam o mal como tal, pois não o conhecem; desejam apenas o que lhes parece um bem, bem que neste caso é mal. Donde podemos concluir que os que desejam o mal e o consideram como bem, estão de fato a desejar unicamente o que é bom. Não é o que pensa ?

Bibliografia :

Repensando Sócrates : padrões cognitivos do pensamento socrático modelados pelo método da programação neurolinguística
Mazzilli, José Carlos
Ícone Editora

Edward T. Hall, The silent Language, 1959

"Como compositores criativos, algumas pessoas são mais bem-dotadas para viver do que outras. Elas exercem influência sobre aqueles que as rodeiam, mas o processo para se chegar a isto, porque não há uma maneira de descrever em termos técnicos o que elas fazem, está em grande parte fora de sua consciência. Em algum momento no futuro, num tempo longíquo, quando a cultura for completamente explorada, haverá um equivalente das notas musicais que poderá ser aprendido por cada um dos vários tipos de homens e mulheres, em diferentes espécies de trabalho, de relacionamento, no tempo espaço etc. Vemos pessoas que são bem-sucedidas e felizes hoje, que têm trabalho compensador e produtivo. Quais são os instrumentos , os dados, e os padrões que diferenciam a sua vida da de outras pessoas menos afortunadas ? Temos que buscar um meio, um método, para fazer a vida menos acidental e mais proveitosa."

Dicas para uma Boa Formulação de Objetivos

1. Objetivos devem ser formulados em termos positivos.

Muitas vezes costumamos ter em mente aquilo que não queremos ter ou ser, e por isso temos necessariamente que passar pelo estado negativo antes de atingir o Objetivo.

Portanto deve-se indicar o Objetivo na afirmativa.

2. Objetivos devem ser formulados no presente e serem específicos.

Imagine comportando-se como se já o tivesse alcançado, quanto mais ricas suas descrições, mais o cérebro terá dados para se direcionar.

3. Objetivos devem ser iniciados e mantidos por você.

Todo objetivo cuja base for colocada no outro tende a fracassar, você não pode esperar que o outro faça você feliz.

4. Objetivos devem ter seu tamanho definido.

Se o Objetivo for muito genérico, seja mais específico, procure fazer uma lista de prioridades.

Se o Objetivo for muito grande, divida-o em etapas, para saber se está caminhando na direção certa.

Especifique o tempo a ser gasto em cada uma das partes.

5. Verifique : se esta indo em direção ao seu Objetivo, em qual contexto você quer o Objetivo, como reconhecer que alcançou o Objetivo.

Quais os primeiros passos que indicaram que você está indo em direção ao seu Objetivo?

Onde, quando e com quem vai querer estar quando atingi-lo ?

O que você vai ver, ouvir e sentir quando tiver alcançado o Objetivo ?

6. Limitações

O que lhe impede de alcançar o Objetivo desejado ?

Quais são suas crenças limitantes ?

Existe alguma parte dentro de você que se opõe a que você alcance seu Objetivo ?

Converta as limitações em Objetivos intermediários.

7. Recursos

Quais as crenças, as capacidades, habilidades e recursos internos e externos você já possui ?

Que recursos adicionais serão necessários para você alcançar seus Objetivos ?

8. Flexibilidade

Que maneiras você tem para alcançar seu Objetivo ?

Quais as alternativas mais viáveis ou importantes ?

9. Verificação Ecológica

Para que você quer este Objetivo ?

O que você ganhará quando realizar este Objetivo ?

Este Objetivo poderia trazer prejuízos a você ou a outras pessoas ?

De que maneira o fato de você alcançar este Objetivo vai afetar sua Vida ?

  Algumas Definições

Ancoragem : processo de estímulo-resposta no qual algum estímulo é associado a um estado interno ou a um conjunto de representações internas. As ancoras podem ocorrer naturalmente ou serem criadas de maneira intencional. Uma ancora que ocorre naturalmente é, por exemplo, uma canção que nos leva de volta a uma experiência anterior sempre que a ouvimos. Um estado interno pode ser associado a um som, a um toque externo ou algo que a pessoa possa ver. A partir desse momento a pessoa pode vivenciar a experiência sempre que a ancora for acionada.

Capacidade : uma estratégia bem-sucedida para realizar uma tarefa.

Comportamento : conjunto de atitudes e reações (verbais e não verbais) pela quais interagimos com as pessoas e o ambiente ao redor.

Congruência : estado no qual todos os níveis neurológicos da pessoa, crenças, estratégias e comportamentos estão totalmente de acordo e orientados para a obtenção de um resultado desejado. É a ausência de conflitos de pensamentos e de intenções na proposta de atingir um objetivo.

Crenças : são generalizações profundas sobre causas, significados, limites no mundo que nos rodeia, em nossos comportamentos, nossas capacidades e em nossa identidade.

Distorção :  processo mental pelo qual algo dentro da experiência interior é representado de maneira incorreta e limitadora.

Eliminação : é o processo mental através do qual excluímos, omitimos dados ou informações de uma experiência.

Estado interno : A maneira como a pessoa se sente, o seu humor. A soma de todos os processos neurológicos e físicos de uma pessoa num determinado momento. O estado interno em que nos encontramos afeta nossas capacidades e nossa interpretação da experiência.

Estratégia : uma seqüência de pensamentos e comportamentos usados para atingir um objetivo específico.

Estrutura profunda : a representação lingüística completa que criamos, baseados nas nossas experiências individuais. Esta representação é consciente e inconsciente e é a que utilizamos para organizar e direcionar comportamentos. Dela deriva-se a estrutura superficial.

Estrutura superficial : são as palavras ou linguagens usadas para descrever ou expressar uma representação interna mental ou mapa.

Identidade : a auto-imagem ou o auto-conceito. Quem a pessoa acha que é.

Generalização : processo mental pelo qual uma experiência específica passa a representar toda uma classe de experiências.

Mapa, Modelo de Mundo, Modelo Representativo ou Mapa da Realidade : é a representação interna mental da realidade exterior que cada um gera de acordo com as generalizações, eliminações e distorções mentais proporcionadas pelas percepções e experiências individuais.

Metamodelos :  modelo que identifica os padrões de linguagem que impedem ou obscurecem o significado da comunicação. Utiliza a distorção, a eliminação, a generalização e perguntas específicas que vão esclarecer e colocar em questão a linguagem imprecisa, para ligá-la a uma experiência sensorial e à estrutura profunda.

Modelagem :  processo de discernir a seqüência das idéias e comportamentos que permitem a alguém fazer uma tarefa. É a base da aprendizagem acelerada.

Rapport : termo da língua francesa que significa harmonia, vínculo, relacionamento, empatia, cooperação, confiabilidade. Condições fundamentais para uma boa comunicação.

Recurso : tudo o que se pode usar para atingir um objetivo: fisiologia, estados, pensamentos, estratégias, experiências, pessoas, acontecimentos ou bens materiais.

Representações internas : padrões de informação que criamos e armazenamos em nossa mente, combinando imagens, sonhos, sensações, cheiros e paladares.

Lembre-se, você se movimenta em direção àquilo em que

pensa constantemente.

Anthony Robbins

Não somos perturbados pelas coisas,

mas pelas opiniões que temos sobre elas.

Epíteto

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